Reflexao do Dia: Mensagem escrita por Rubem Alves

Dezembro 5, 2009 por brantonio

 

Mensagem escrita por Rubem Alves
 
  Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!

Fonte: email de uma amiga

Reflexao do Dia: Peca a Mae que o Filho atende

Dezembro 4, 2009 por brantonio

 Confie seus problemas a Nossa Senhora. Ela pode te ajudar. Rezemos todos juntos.

  

SCHOËNSTATT é um lugar sagrado que fica na continuação da Av. Batel, já nas curvinhas do Campo Comprido (tem um painel indicando p/entrar à esquerda), no município de Guarapuava-PR… Um lugar mágico!!!

É um lugar acolhedor, lindo, de uma energia maravilhosa…

Lugar onde são entregues muitos pedidos e agradecimentos…

Esta é a corrente do Padre Ignácio (sacerdote schoenstatteano), que começou em 10 de janeiro de 2005 e até agora não foi quebrada. Quando a receber, reze uma Ave Maria e faça um pedido especial, verá o que acontece quatro dias após o recebimento.

“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte, Amém!”

(AGORA FAÇA SEU PEDIDO)
Por favor, não quebre esta corrente. Mande para 12 pessoas que você acredite serem merecedoras de justiça, paz, amor, saúde, prosperidade e verdade.

Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoënstat!!!

Colaboracao: Minha afilhada.

Reflexao do Dia: Arquidiocese celebra I Sínodo Arquidiocesano

Dezembro 3, 2009 por brantonio

A Arquidiocese de Juiz de Fora celebra, de 13 de dezembro de 2009 a 21 de novembro de 2010, o 1º Sínodo Arquidiocesano. Trata-se de uma avaliação, um instrumento para refletir sobre o que de bom foi construído e o que falta construir na Igreja Particular de Juiz de Fora…

 
O evento vai envolver as 84 paróquias da Arquidiocese de Juiz de Fora e as mais de mil comunidades (Juiz de Fora e mais 36 municípios). Três leigos e dois padres de cada forania da Arquidiocese (regiões geográficas que reúnem diversas paróquias) formam os missionários sinodais. O total é de mais 60 pessoas (uma vez que são 11 foranias) envolvidas em trabalhos de visitação e escuta dos fiéis.
 
A abertura acontece em celebração presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, dia 13 de dezembro, às 15h, na Catedral Metropolitana.
 
“A palavra sínodo significa ‘um mesmo caminho’ ou ‘caminhar juntos’. O Sínodo Arquidiocesano é um acontecimento da Igreja que envolve a todos – o arcebispo, os padres, os diáconos, os religiosos e as religiosas, os leigos e as leigas – com a finalidade de despertar a todos para a Comunhão e Missão da Igreja Particular de Juiz de Fora”, explica assessoria litúrgica do evento.
 
Desde que assumiu a arquidiocese de Juiz de Fora, em 28 de março desse ano, Dom Gil Moreira está se encontrando com dezenas de leigos e comunidades. “Sentindo, pois, necessidade de escutar de modo mais profundo e de encontrar modos de organização para sustentar a missão evangelizadora da Igreja de Juiz de Fora, nosso Arcebispo convocou a realização do I Sínodo Arquidiocesano”, explica a equipe.
 
A finalidade principal do Sínodo não é estabelecer normas, mas fomentar um espírito pastoral. “O ponto que queremos alcançar é o de uma Igreja com mais comunhão e mais missionária. Certamente, é momento de rever também aspectos práticos como orientações pastorais para os sacramentos, rever nossas estruturas e orientações para a otimização dos nossos serviços ao Povo de Deus; mas tudo isso em vista de uma espiritualidade de comunhão e de um despertar para a missão”, explica o arcebispo.
 
O tema refletido será “Arquidiocese de Juiz de Fora:  uma Igreja sempre em Missão”, e o lema “Fazei discípulos meus” (Mt 28,19).
 
Diocese de Juiz de Fora já celebrou Sínodo
 
A região já passou por um Sínodo, quando a então diocese de Juiz de Fora estava sob o pastoreio de Dom Justino José de Santana. O evento foi celebrado em maio de 1950, mas aconteceu de um modo diferente pois foi realizado antes do Concílio Vaticano II.
 
Em 2010, a Igreja Particular de Juiz de Fora, enquanto Arquidiocese, celebra seu I Sínodo.
 
Tudo o que você quer saber sobre o Sínodo (trechos extraídos do folheto elaborado pelas assessorias do Sínodo):
 
Quando acontece o Sínodo?  
O Sínodo é uma longa celebração. No dia 4 de agosto de 2010, houve o primeiro anúncio e logo foram organizadas as Comissões de preparação. O Sínodo será aberto solenemente no dia 13 de dezembro de 2009, Domingo da Evangelização, às 15h, na Catedral Metropolitana, com a celebração da Eucaristia presidida por Dom Gil Antônio Moreira, com a participação de todo o clero, das lideranças leigas e das comunidades. Depois, o Sínodo se desenvolverá em fases.
 
Quem participa do Sínodo Arquidiocesano?  
Em primeiro lugar deve-se afirmar: todo o Povo de Deus. No Sínodo há espaço para toda a Igreja participar, pois é um acontecimento de toda a Igreja de Juiz de Fora. Em cada fase haverá participação diferente. Na fase de consultação, por exemplo, ninguém deve ficar de fora. Na fase das sessões sinodais, vão participar mais efetivamente os missionários sinodais. Também serão convidados membros de outras Igrejas Cristãs como observadores nas sessões sinodais.
 
Qual a tarefa do missionário sinodal?  
Compreender o que é o Sínodo e qual a sua dinâmica; visitar todas as instâncias da Igreja de Juiz de Fora; dar testemunho e relatar tudo o que encontrou, frutos e desafios; participar das sessões sinodais.
 
Quem são os missionários sinodais? 
Os padres, como primeiros servidores da Igreja em plena colaboração com o Arcebispo. Neste caso participam os Vigários Gerais, os membros do Conselho Presbiteral, os Párocos, os Administradores Paroquiais, os Vigários Forâneos, os membros do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, representantes dos diáconos permanentes, dos religiosos e das religiosas, dos seminaristas da Arquidiocese, dos leigos e das leigas e, em especial, dos jovens. Todo o caminho de preparação, de realização e de conclusão, é acompanhado de perto e com dedicação pastoral pelo Arcebispo, que é quem preside o Sínodo.
 
Quais são as fases do Sínodo Arquidiocesano?  
São as seguintes: 1) Preparação espiritual, catequética e informativa: esta fase já está em curso. Desde o primeiro anúncio, todos estamos convocados a entender o que é o Sínodo, a orar nessa intenção, a divulgar a sua realização, a espalhar esta boa-notícia.
 
2) Consultação da Arquidiocese: meses de visita às Paróquias e Comunidades por parte dos missionários sinodais para encontrar, escutar, conhecer e re-conhecer com gratidão tudo o que marca nossa vida eclesial e tudo o que ainda é desafio. Onde a Igreja se faz presente, o missionário sinodal há de visitar para ali celebrar a presença eclesial, como por exemplo, as escolas e faculdades católicas, os hospitais, obras assistenciais ligadas à Igreja. Das visitas nascerão os testemunhos, que recolhidos serão a base para as sessões sinodais.
 
3) Sessões sinodais: são os encontros do Arcebispo com os missionários sinodais para o estudo, o aprofundamento do rosto da Igreja de Juiz de Fora e dos desafios que nossa Igreja descobre que precisa acolher;
 
4) Preparação das declarações sinodais: tempo para o Arcebispo, com a ajuda dos seus colaboradores, preparar o texto final a ser promulgado em junho de 2011.
 
Quais são os objetivos do Sínodo Arquidiocesano?
O Sínodo é um instrumento pastoral que pretende: fomentar a adesão a Jesus Cristo e à sua Igreja; estimular todos os fiéis ao seguimento de Jesus Cristo; despertar para o conhecimento e a beleza da doutrina cristã; aumentar a comunhão entre todos os membros da Igreja; dar novo vigor apostólico aos ministros ordenados e não-ordenados; finalmente, oferecer diretrizes pastorais para a missão evangelizadora da Igreja de Juiz de Fora.
 
Quais são as principais perguntas que o Sínodo quer responder?  
Dom Gil Antônio Moreira assim formulou as principais perguntas do Sínodo: “O que de bom já foi realizado em nossa Igreja Particular, desde sua criação há 86 anos? Queremos agradecer e confirmar. O que precisa ser atualizado, modificado, ampliado, celebrado? Quais passos novos devemos dar em vista de levar nossa Igreja Particular a um trabalho de conjunto mais evidente, onde a fraternidade, a inter-colaboração, a alegria de viver como irmãos e discípulos de Jesus sejam mais explícitos? Quais passos novos devemos dar corajosamente para que nossa Igreja seja mais missionária realidade urbana de Juiz de Fora com suas características de pluralidade? O que fazer para despertar em nossos padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, o ardor missionário capaz de ir para longe a levar o anúncio de Jesus Cristo?”

Reflexao do Dia: Quando me amei…

Dezembro 2, 2009 por brantonio
 
 
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…
Auto-estima.Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia e meu sofrimento emocional não passam de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é…
Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de…
Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas
Hoje sei que o nome disso é…
Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável…
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse pra baixo.
No início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama…
Amor -próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos. Abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é…
Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…
Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é…
Saber viver!!!

Fonte: email de uma amiga

Nossa Senhora da Imaculada Conceicao de Rio novo onde fui ordenado sacerdote

Dezembro 1, 2009 por brantonio

A Imaculada Conceição

 Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.

 O dogma abrange dois pontos importantes:

 a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.

 b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.

Como se dá a transmissão do Pecado Original

 Primeiramente, é necessário esclarecer em que consiste a transmissão do “Pecado Original“. A lei geral: “Todos os homens pecaram num só” é o grande argumento dos protestantes contra a “Imaculada Conceição“. Tal lei é certa e, segundo vamos demonstrar, não encontra a mínima contradição com o dogma católico.

 S. Francisco de Sales, no seu “Tratado do amor de Deus“, exprime essa verdade de um modo singelo e glorioso! “A torrente da iniqüidade original veio lançar as suas ondas impuras sobre a conceição da Virgem Sagrada, com a mesma impetuosidade que sobre a dos demais filhos de Adão; mas chegando ali, as vagas do pecado não passaram além, mas se detiveram, como outrora o Jordão no tempo de Josué, aqui respeitando a arca da aliança a torrente parou; lá em atenção ao Tabernáculo da verdadeira aliança, que é a Virgem Maria, o pecado original se deteve.

 Os protestantes deveriam compreender a diferença essencial que há entre “pecar em Adão” e “pecar pessoalmente“, como são coisas bem distintas pertencer a uma raça pecadora e ser pecador.

 De que modo, afinal, contraímos nós o pecado original?

 Tal transmissão não se pode fazer pela “criação” da alma; afirmar isso seria dizer que Deus é o autor do pecado, o que é impossível e repugna. Não se transmite tão pouco pelos pais, pois a alma dos filhos não se origina das almas dos pais, mas é criada por Deus. A transmissão se efetua pela “geração“.

 A alma é criada por Deus no estado de inocência perfeita, mas contrai a “mácula”, unindo-se a um corpo formado de um gérmen corrompido, do mesmo modo que ela sofreria, se fosse unida a um corpo ferido. É a opinião de Santo Tomás.

 Santo Agostinho diz a propósito: “Apesar de nascerem de pais batizados, os filhos vêm à luz com o pecado original, como do trigo inutilizado germina uma espiga, em que o grão é misturado com a palha.”

 Nesse mistério do nascimento de uma criança, pelo exposto, opera-se uma dupla conceição: a da alma e a do corpo. Foi nesse momento quase imperceptível que Deus preservou do pecado original a “pessoa” de Maria Santíssima. Criou sua alma, como criou as nossas. Os progenitores de Nossa Senhora formaram-lhe o corpo, como nossos pais formaram o nosso. Até aqui tudo é natural; o milagre da preservação limita-se ao instante em que o Criador uniu a alma ao corpo.

 Desta união devia resultar a “transmissão do pecado“. Deus fez parar o curso desta transmissão, de modo que nela a união se operou, como se tinha realizado na pessoa de Adão, quando Deus, depois de ter feito o corpo do primeiro homem, soprou nele o espírito, constituindo-o na perfeição da inocência e justiça original.

 Maria é uma segunda Eva… mas Eva antes de sua queda! Tal é a sublime doutrina da Igreja de Cristo.

 A Exceção à Lei Geral

 Seria possível objetar-se que Deus não tem poder para derrogar as leis gerais por Ele mesmo estabelecidas?

 Seria negar a onipotência divina e fixar limites Àquele que não os tem.

 É uma lei geral que “todos pecaram num só“. Tal fato é universal, e todas as criaturas a ele estão subordinadas. Todavia, nada impede que, antes de efetuar-se a união da alma com o corpo, Deus possa intervir e suspender “um dos seus efeitos”, o qual é, precisamente, a transmissão desse “pecado original“.

 A Sagrada Escritura está repleta dessas derrogações de leis gerais. O movimento do sol e da lua está matematicamente fixado pela lei da natureza; entretanto, Josué não hesitou em fazê-lo parar: “Sol detem-te em Gibeon, e tu, lua, no vale de Hadjalon. E o sol deteve-se e a lua parou” (Jos. 10, 12-13).

 É uma lei que as águas sigam a correnteza do seu curso. Entretanto, “Moisés estendeu a mão…” o mar deixou livre o seu leito, partiram-se as águas, com um muro à sua esquerda e à sua direita (Exod. 14, 21 e 22).

 É uma lei que o um morto fique morto até à ressureição geral; entretanto, o próprio Cristo-Deus, diante do cadáver de Lázaro, já em putrefação, exclamou: “Lázaro, sai!” (Jo 11, 43 e 41). E imediatamente aquele que estava morto saiu vivo.

 Que prova isso, demonstra que “para Deus nada é impossível” (Lc 18, 27).

 Será, então, que os protestantes acham impossível que Deus preserve Maria Santíssima do Pecado Original?

 Se a lei geral fosse superior ao poder de Deus, como ficaria o Homem-Deus? Ele, em sua natureza humana, foi preservado do pecado original, mesmo nascendo de uma mulher. Se fosse impossível a Deus manter Imaculada a sua Mãe, também seria impossível manter “imaculado” o Seu Filho único, que nasceu verdadeiro Homem e verdadeiro Deus.

 Provas na Sagrada Escritura:

 Depois da queda do pecado original, Deus falou ao demônio, oculto sob a forma de serpente: “Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça” (Gen 3, 15). Basta um pouco de boa-vontade para compreender de que “mulher” o texto fala. A única mulher “cheia de graça“, “bendita entre todas“, na qual a “semente” ou (raça) foi Nosso Senhor Jesus Cristo (e os cristãos), é a Santíssima Virgem, a nova Eva, mãe do Novo Adão. Conforme esse texto, há uma luta entre dois antagonistas: de um lado, está uma mulher com o filho; do outro, o demônio. Quem há de ganhar a vitória são aqueles e não estes. Ora, se Nossa Senhora não fosse imaculada, essa inimizade não seria inteira e a vitória não seria total, pois Maria Santíssima teria sido, pelo menos em parte, sujeita ao poder do demônio através do Pecado Original. Em outras palavras, a inimizade entre a mulher (e sua posteridade) e a serpente, implica, necessariamente, que Nosso Senhor e Nossa Senhora não poderiam ter sido manchados pelo pecado original.

 Na saudação angélica, quando S. Gabriel diz: “Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco“. Ora, não se exprimiria desta maneira o anjo e nem haveria plenitude de graça, se Nossa Senhora tivesse o pecado original, visto o homem ter perdido a graça após o pecado.

 A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a “Ave, Cheia de Graça“. Ele troca o nome “Maria” pela qualidade “Cheia de Graça“, como Deus desejou chamá-la.

 Ao mesmo tempo, a afirmação “o Senhor é convosco” abrange uma verdade luminosa. Se Nosso Senhor é (está) com Nossa Senhora antes da encarnação (“é convosco“). Sendo palavras anteriores à encarnação do verbo no seio da Virgem Maria, forçoso é reconhecer que onde está Deus não está o pecado. Ou seja, Nossa Senhora não tinha o “pecado original“.

 Prossegue o arcanjo: Não temas, Maria, pois “achaste graça diante de Deus“. Aqui termina a revelação da Imaculada Conceição para começar a da maternidade divina: “Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus“. (Lc 1, 28).

 Pela simples leitura percebe-se a conexão estreita entre duas verdades: “Maria será a mãe de Jesus, porque achou graça diante de Deus“.

 Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia – ou que estava “perdida” – era a “graça original“. Falar, pois, que: “Maria achou graça” é dizer que achou a “graça original“. Ora, a “graça original” é a “Imaculada Conceição“!

 Os evangelhos sinóticos deixam claro que a palavra “Cheia de Graça“, em grego: “Kecharitoménê“, particípio passado de “charitóô“, de “Cháris“, é empregado na Sagrada Escritura para designar a graça em seu sentido pleno, e não no sentido corrente. A tradução literal seria: “omnino Plena Caelesti gratia” ou “Ominino gratiosa reddita“: “Cheia de graça“.

 Ou seja, a tradução do latim: “gratia plena” é mais perfeita do que a palavra portuguesa: “cheia de graça“. Nossa Senhora não apenas “encontrou graça“, mas estava “plena” de Graça. Corroborando o que disse o Arcanjo logo em seguida: “O Senhor é contigo“.

 Falando à Santíssima Virgem que Ela “achara graça“, o Arcanjo diz: Maria, sois imaculada, e, por isto, sereis a Mãe de Jesus Cristo.

 Também é pela própria razão que se pode concluir a Imaculada Conceição. É claro que o argumento racional não é definitivo, mas corroborou com muita conveniência – e completa harmonia – para com ele. Se Maria Santíssima fosse manchada do pecado original, essa mancha redundaria em menor glória para seu filho, que ficou nove meses no ventre de uma mulher que teria sido concebida na vergonha daquele pecado. Se qualquer mácula houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.

 S. Paulo assim se expressa sobre o ventre de onde nasceu o menino-Deus: “Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo” (Hebr 9, 12).

 Que tabernáculo é esse, “não construído por mãos humanas“, por onde “entrou” Nosso Senhor Jesus Cristo? Fica claro o milagre operado em Nossa Senhora na previsão dos méritos de seu divino Filho. Negar que Deus pudesse realizar tal milagre (Imaculada Conceição) seria duvidar de sua onipotência. Negar que Ele desejaria fazer tal milagre seria menosprezar seu amor filial, pois, como afirma S. Paulo: Deus construiu o seu “tabernáculo” que não foi “construído por mãos humanas“.

 Ora, este tabernáculo, feito imediatamente por Deus e para Deus, devia revestir-se de toda a beleza e pureza que o próprio Deus teria podido outorgar a uma criatura.

 E esta pureza perfeita e ideal se denomina: a Imaculada Conceição.

 Agora examinemos a Tradição, desde os primeiros séculos:

 S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem“.

 O santo Apóstolo não se limita a isso, mas torna a sua fé mais expressiva ainda. Após a consagração e umas preces, ele faz dizer ao Celebrante: “Prestemos homenagem, principalmente, a Nossa Senhora, a Santíssima, Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria. E os cantores respondem: É verdadeiramente digno que nós vos proclamemos bem-aventurada e em toda linha irrepreensível, Mãe de Nosso Deus, mais digna que os querubins, mais digna de glória que os serafins; a vós que destes à luz o Verbo divino, sem perder a vossa integridade perfeita, nós glorificamos como Mãe de Deus” (S. jacob in Liturgia sua).

 O evangelista S. Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: “Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria“.

 Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição. Umas das suas orações começa nestes termos: Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais. Mais adiante, é pela intercessão da Imaculada Virgem Maria que o Sacerdote invoca a Deus em favor dos fiéis: “Pelas preces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santa e Imaculada Virgem Maria.“.

 Terminamos o primeiro século com as palavras de Santo André, apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsul Egeu, passagem que figura nas atas do martírio do mesmo santo, e data do primeiro século: “Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido” (Cartas dos Padres de Acaia).

 A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhuma contradição se levantou na primitiva Igreja.

 No século segundo, os escritos dos Santos Padres falam da Imaculada Conceição como um fato indiscutível. Entre os escritores e oradores deste século, contamos: S. Jusitino, apologista e mártir; Tertuliano e Santo Irineu.

 No terceiro século, existem também textos claros em defesa da Imaculada Conceição. mas em menor quantidade.

 Santo Hipólito, bispo de Porto e mártir, escreveu em 220: “O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãe de Deus toda pura“. Mais além ele diz: “Como o Salvador do mundo tinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada Virgem Maria“.

 Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina e as tradições de sua época, escreveu: “Maria, a Virgem-Mãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna Mãe deste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado, sendo ela única, como único é o seu próprio Filho.”

 Em um dos seus sermões sobre S. José, Orígenes faz o mensageiro celeste dizer ao santo: “Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no céu; não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma Mãe Imaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria“.

 No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos e em maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis de Santo Atanásio, de Santo Efrem, de S. Basílio Magno, de Santo Epifânio, e muitos outros, que constituem a plêiade gloriosa dos grandes Apóstolos do culto da Virgem Santíssima e, de modo particular, de sua Imaculada Conceição.

 Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar a Imaculada Conceição: “Era justo e conveniente, diz ele, fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho de Deus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado“. (Lut. in postil. maj.).

 Para terminar, transcreveremos um pequeno soneto.

 Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs o seguinte soneto:

 ”Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
 E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
 Ele de eterno existe e é meu filho,
 E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

 Ele é meu Criador e é meu filho,
 E eu sou sua criatura e sua mãe;
 Foi divinal prodígio ser meu filho
 Um Deus eterno e ter a mim por mãe.

 O ser da mãe é quase o ser do filho,
 Visto que o filho deu o ser à mãe
 E foi a mãe que deu o ser ao filho;

 Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
 Ou há de se dizer manchado o filho
 Ou se dirá Imaculada a mãe.

 Conta-se que o Papa Pio IX chorou, ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.

 Nossa Senhora foi a restauradora da ordem perdida por meio de Eva. Eva nos trouxe a morte, Maria nos dá a vida. O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.

 O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, cercado de 53 cardeais, de 43 arcebispos, de 100 bispos e mais de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo, no dia 8 de dezembro de 1854.

 Passados apenas 3 anos dessa solene proclamação, em 11 de agosto de 1858, Nossa Senhora dignou-se aparecer milagrosamente quinze dias seguidos, perto da pequena cidade de Lourdes, na França, a uma pobre menina, de 13 anos de idade, chamada Bernadete.

 No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos seguidos, Nossa Senhora lhe respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição“.

 Eis a chave de ouro que encerra a tradição ininterrupta dos Apóstolos.

Fonte: Lepanto

A Transposicao do Sao Francisco

Dezembro 1, 2009 por brantonio

Cumprimento a todos os que me ouvem. Sejam os que se encontram na catedral, sejam os que estão sintonizados conosco através da “Grande Rio FM” , a Rádio da Vida.

  Nesta semana tivemos a triste visita do Sr. Presidente da República, com seus companheiros políticos. Disseram que vinham para inspecionar as obras de Revitalização do Rio São Francisco.

 Quero fazer dois esclarecimentos:

1.  Estive ausente

  Minha ausência se deve a participação na reunião de bispos e padres do nosso Sub-regional que reúne as dioceses de Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa e Irecê. Esta reunião, marcada desde outubro do ano passado, aconteceu na cidade de Barreiras.

 E me ausentei muito satisfeito, pois não queria ser cúmplice de manobras políticas que utilizam o Rio são Francisco como cabo eleitoral.

  A exposição de tantos políticos e a presença de oportunistas e interesseiros, porque não dizer, puxa-sacos, nada mais é que manobra eleitoreira para mostrar ao Brasil e ao mundo uma revitalização de faz-de-conta, que já gastou milhões de reais do dinheiro público no leito do rio, em vista das eleições de 2010.

 Não quero ser conivente, dar o meu aval a mais esta maracutaia e grande mentira.

2. A Rádio Grande Rio saiu do ar no dia 14/10/2009, dia da visita.

  Alguns disseram que foi para manutenção, outros por problemas técnicos. E eu lhes afirmo: Fui eu quem ordenou o não funcionamento da rádio naquele dia. Não sou dono da rádio. Sou apenas o presidente da Associação de Comunicação e Cultura de Barra, entidade mantenedora da Grande Rio FM.

 E como presidente tenho essa autoridade. E a uso quando for conveniente ou necessário. Não quero que a nossa rádio, que tem como slogan de “A Rádio da Vida”, se preste a veicular a mentira, a propaganda enganosa e o projeto de morte do nosso querido Velho Chico por parte do governo federal.

  Fica aí pois, os esclarecimentos do pastor que não tem medo nem da morte, pois já a enfrentou por duas vezes, quanto mais de políticos corruptos, oportunistas e mentirosos que usam a boa fé de nosso bom povo para seus interesses políticos eleitoreiros.

 Os sinos dobraram a canção dos finados. É uma homenagem ao nosso querido velho Chico que a cada dia morre mais um pouco para poder continuar gerando vida ao seu povo.

  DOM FREI LUIZ FLÁVIO CAPPIO, OFM

BISPO DIOCESANO DE BARRA- BAHIA

Colaboracao de uma leitora

Mais uma do Macedo. Voce concorda?

Novembro 30, 2009 por brantonio

Sobre o Natal
Bispo, está chegando o Natal. Em minha casa, sempre montamos uma árvore. Eu gostaria de saber se existe algum erro em fazer isso e em comemorar o Natal.
Marlon,
Por e-mail

Marlon,
O problema é que o Natal não tem nada a ver com Deus. No exterior dizem ser uma festa cristã, mas é a época em que mais há suicídios. As pessoas, em vez de pensarem no significado da vinda do Senhor Jesus à Terra, só pensam em presentes e farra. Na Bíblia, você não lê nada sobre o Natal, ou seja, como podemos relacioná-lo a Deus se o Próprio nunca falou nisso? Eu acho que se devemos comemorar a vinda do Senhor Jesus, então não precisamos de árvores nem de Papai Noel para isso. Veja como os negócios se beneficiam com o Natal. Até negócios anticristãos.

Laia Sao Lucas capitulo 1 e compara como conselho dele.

Reflexao do dia: História do advento

Novembro 30, 2009 por brantonio

TEMPO DO  ADVENTO

Não é fácil precisar a história e o primitivo significado do Advento; além disso,as noticias sobre suas verdadeiras origens são parcas .É necessário distinguir elementos que dizem respeito a práticas ascéticas e a outras, de caráter estritamente litúrgico; um Advento que é preparação para o Natal e um Advento que celebra a vinda gloriosa de Cristo (Advento escatológico). No oriente, permaneceu quase ignorado um período de preparação ao Natal.

Portanto, o Advento é próprio do ocidente. São descartadas totalmente as teorias que atribuem o Advento a são Pedro e sua existência aos tempos de Tertuliano e são Cipriano. O testemunho mais antigo encontra-se em uma passagem de santo Hilário (por volta de 366) que diz: “Sancta Mater Ecclesia Salvatoris adventus annuo recursu per trium septimanarum sacretum spatium sivi indicavit” (CSEL, 65,16) “A santa mãe igreja oferece um espaço sagrado de três semanas por ano para a vinda do Salvador”. O duplo caráter do Advento, que celebra a espera do Salvador na glória e a sua vinda na carne, emerge das leituras bíblicas festivas. O primeiro domingo orienta para parusia final, o segundo e o terceiro chamam a atenção para a vinda cotidiana do Senhor; o quarto domingo prepara-nos para a natividade de Cristo ao mesmo tempo fazendo dela a teologia e a história. Portanto, a liturgia contempla ambas as vindas de Cristo, em íntima relação entre si.

Espiritualidade do advento

Toda a liturgia do Advento é apelo para se viver alguns comportamentos essenciais do cristão: a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão, a pobreza.

a) A expectativa vigilante e alegre caracteriza sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação é o Deus da promessa, que manifestou em Cristo toda a sua fidelidade ao homem: “Todas as promessas de Deus encontram nele seu sim” (2 Cor 1,20). A esperança da Igreja é a mesma esperança de Israel, mas já realizada em Cristo. Os nossos primeiros irmãos na fé, como atesta a Didaqué, imploravam: “Que o Senhor venha e passe afigura deste mundo. Maranatha. Amém”. Assim termina o livro do Apocalipse e toda a escritura: “Aquele que atesta essas coisas diz: Sim! venho muito em breve. Amém! Vem Senhor Jesus. A graça do Senhor Jesus esteja com todos. Amém” (Ap. 22,20).

A expectativa vigilante é acompanhada sempre pelo convite à alegria. O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é fiel. A vinda do Salvador cria um clima de alegria que a liturgia do Advento não só relembra, mas quer que seja vivida.O Batista, diante de Cristo presente em Maria, salta de alegria no seio da mãe.O nascimento de Jesus é uma festa alegre para os anjos e para os homens que ele vem salvar (cf. Lc. 1, 44.46 – 47; 2,10.13 – 14).

b) No Advento, toda a Igreja vive a sua grande esperança. O Deus da revelação tem um nome: “Deus da esperança” (Rm. 15,13).Não é o único nome do Deus vivo, mas é um nome que o identifica como “Deus para conosco”. O advento é o tempo da grande educação à esperança: uma esperança forte e paciente; uma esperança que aceita a hora da provação, da perseguição e da lentidão no desenvolvimento do Reino; uma esperança que confia no Senhor e liberta das impaciências subjetivistas e do frenesi do futuro programado pelo homem.Na convocação ao testemunho da esperança, a Igreja, no Advento, é confortada pela figura de Maria, a mãe de Jesus.Ela que “no céu, glorificada em corpo e alma, é a imagem e a primícia da Igreja…brilha também na terra como sinal de segura esperança e de consolação para o povo de Deus a caminho, até que chegue dia do Senhor” (cf. 2 Pd. 3,10).

c) Advento, tempo de conversão. Não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo coração, na expectativa da sua volta.A vigilância requer luta contra o torpor e a negligência; requer prontidão e, portanto, desapego dos prazeres e bens terrenos. O cristão, convertido a Deus, é filho da luz e, por isso, permanecerá acordado e resistirá às trevas, símbolo do mal, pois do contrário corre o risco de ser surpreendido pela parusia. Esse comportamento de vigilante espera na alegria e na esperança exige sobriedade, isto é, renúncia aos excessos e a tudo aquilo que possa desviar-nos da espera do Senhor. A pregação do Batista, que ressoa no texto do evangelho do segundo domingo do Advento, é apelo para a conversão, a fim de preparar os caminhos do Senhor. O espírito de conversão , próprio do Advento, possui tonalidades diferentes daquelas relembradas na Quaresma. A substância é essencialmente a mesma, mas, enquanto a Quaresma é marcada pela austeridade da reparação do pecado, o Advento é marcado pela alegria da vinda do Senhor.

d) Enfim, um comportamento que caracteriza a espiritualidade do Advento é o do pobre. Não tanto o pobre em sentido econômico, mas o pobre entendido em sentido bíblico: aquele que confia em Deus e apóia-se totalmente nele. Estes anawîm , como os chama a Bíblia, São os mansos e humildes , porque as suas disposições fundamentais são a humildade, o temor de Deus, a fé. Eles são objeto do amor benévolo de Deus e constituem as primícias do “povo humilde” (cf. Sf. 3,12) e da “Igreja dos pobres” que o Messias reunirá. Jesus proclamará felizes os pobres e neles reconhecerá os herdeiros privilegiados do Reino, ele mesmo será pobre. Belém, Nazaré, mas sobretudo a cruz, são diversas formas com que Cristo manifestava-se como autêntico “pobre do Senhor”.Maria emerge como modelo dos pobres do Senhor, que esperam as promessas de Deus, confiam nele e estão disponíveis, com plena docilidade, à atuação do plano de Deus.

Reflexao do Dia: Advento tempo de espiritualidade e ação

Novembro 28, 2009 por brantonio
No domingo passado, 22, a Igreja
celebrou a solenidade de Cristo
Rei e teve início uma Campanha
importantíssima junto ao Povo de
Deus. A Campanha para a Evangelização,
com um tema que faz
pensar: “Ele se fez pobre para nos
enriquecer”. Com esta Campanha,
a Igreja quer conscientizar os fiéis
de sua responsabilidade na missão
de levar ao mundo Jesus Cristo e sua
mensagem. Quer conscientizá-los
de que colaborar financeiramente
no anúncio do evangelho é também
ser missionário. Quer deixar bem
claro no coração dos que já aceitam
Jesus Cristo como senhor e mestre,
que sua experiência com este Senhor
que transforma vidas e transforma o
mundo quer levar sua mensagem
de salvação a cada pessoa humana a
todos os cantos da terra.
Felizmente, a Igreja percebe que
até mesmo aqueles que já aceitam
Jesus não o conhecem profundamente,
não fizeram uma experiência
forte, alegre e transformadora da
pessoa de Jesus. Haja vista a frieza
com que se celebra a solenidade de
Cristo Rei. Uma solenidade litúrgica
que deveria tocar os corações,
movimentar as pessoas, agitar a vida
das comunidades, quase passa despercebida.
Por que esta solenidade
não desperta o mesmo entusiasmo
verificado quando se celebram Nossa
Senhora, Santo Expedito, Santa
Rita, São Judas Tadeu? Embora
seja preciso respeitar a religiosidade
popular, é tempo mesmo de a Igreja
oferecer oportunidade a seus filhos
de se iniciarem na vida cristã e a
se encantar por Jesus Cristo e seu
evangelho.
A iniciação à vida cristã fará os
batizados dar um passo a mais, decisivo
na sua formação, no encontro
pessoal com o Senhor. Isso vale,
particularmente, para os adultos,
para que depois eles testemunhem
Jesus Cristo às crianças, adolescentes
e jovens.
A Campanha para a Evangelização
acontece no tempo do Advento,
que abre um novo ano litúrgico. A
partir deste próximo domingo, o
povo de Deus canta sua esperança
na segunda vinda de Cristo que se
proclama no credo, na vinda do Cristo
que pode acontecer a qualquer
momento na vida pessoal, familiar
e comunitária, e na vinda do Cristo
que aconteceu no primeiro Natal e
se repete em todos os natais ao longo
da história.
Temos, portanto, razões de sobra
para fazer do Advento um tempo
de muita espiritualidade e ação.
Clamamos, “Vem, Senhor, vem
nos salvar!”, abrindo o coração para
acolher o Cristo. Refletimos sobre
o maravilhoso mistério da encarnação.
Experimentamos a presença
concreta de Jesus em nossa vida. E
colaboramos financeiramente com a
obra da evangelização que fará dos
que aceitam Jesus Cristo verdadeiros
discípulos missionários.
Fonte: Editorial do Jornal o Sao Paulo

Reflexao do Dia: Igreja e educação III

Novembro 28, 2009 por brantonio

Nos esforços de contribuir com a Educação integral da pessoa humana, nossas universidades católicas só terão sentido se forem centros de genuína identidade cristã católica em vista do bem comum e da difusão não proselitista, mas autêntica, da mensagem e da pessoa de Jesus Cristo para o mundo hodierno. Bento XVI recordou em Aparecida que a Igreja não faz proselitismo, mas cresce por atração.

A Igreja crê em Cristo e o anuncia. Isto é central para a missão educativa. Um de seus efeitos será a transformação social, que no dizer de Bento XVI, vencendo estruturas injustas e criando estruturas justas, que devem ser buscadas e elaboradas à luz de valores fundamentais, com todo o empenho da razão política, econômica e social. São uma questão de reta ratio e não provêm de ideologias nem de promessas (ibidem).

Certamente, a universidade católica tem a missão de mostrar que uma sociedade sem Deus trai a si mesma, destrói o homem e perde as razões do bem que deve realizar. Ainda que sistemas político-econômicos como o marxismo e o capitalismo tenham tentado indicar formas de solução, suas teses vêm se demonstrando irreais e inócuas. Em ambos os casos ou se tenta eliminar a idéia de religião ou a permite como um direito ingênuo, o que na verdade gera o ateísmo prático. Quanto a isto, afirmou o Sumo Pontífice: Onde Deus está ausente – o Deus do rosto humano de Jesus Cristo – estes valores não se mostram com toda sua força, nem produz um consenso sobre eles. Não quero dizer – continua o Papa – que os não crentes não possam viver uma moralidade elevada e exemplar; digo somente que uma sociedade na qual Deus está ausente não encontra o consenso necessário sobre os valores morais e a força para viver segundo a pauta destes valores, mesmo contra os próprios interesses.(Discurso inaugural de Aparecida-2007).

A universidade católica não recebe somente alunos católicos, mas como centro de diálogo e respeito à liberdade religiosa, acolhe a todos. Contudo a todos propõe aquilo que ela crê robustamente: Jesus Cristo e seu evangelho, como único princípio da verdade, sabendo que isto vem em benefício da pessoa humana e em nada a diminui ou a constrange; pelo contrário, a eleva e a dignifica. E isto ela faz com descontração, pois certamente aqueles que a procuram, sabem que nela encontrarão esta oferta.
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora