Semana da Vida – Dia do Nascituro

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Comemora-se a 8 de outubro o Dia do Nascituro e nos dias precedentes a Semana da Vida. A motivação que a CNBB teve para criar estas celebrações foi o crescente clima de agressões à vida humana dos últimos tempos no Brasil e um preocupante declínio na valorização da dignidade da pessoa. A Igreja, em seu âmbito universal, é reconhecida como mestra em humanidade. Entre tantos documentos sobre o tema, destaque-se a Encíclica Evangelium Vitae, de João Paulo II (1995), na qual expõe as preocupações a respeito da multiplicação e o agravamento das agressões à vida das pessoas e dos povos, sobretudo quando é débil e indefesa. Também o Papa Bento XVI, não faz muito tempo, afirmou: O aborto…não pode ser um direito humano – é o seu contrário”. O que a Igreja tem feito em defesa da vida e da dignidade da pessoa humana não tem como finalidade impor uma doutrina, mas sim propor séria reflexão e cumprir o dever de contribuir com a sociedade quando há ameaças de situações degradantes e de ideologias desumanizadoras que agem por interesses materialistas, sem preocupações éticas. Diante de uma sociedade que se vê em decadência ética e moral, com problemas comprometedores no que se refere ao respeito à vida, todos somos chamados a refletir e a dizer um basta a estas ideologias anti-humanas. Um “não” explícito deve ser dado ao terrorismo, à violência, à insegurança, à guerra e a agressão, como já foi dado um “não” explícito ao nazismo e ao fascismo, a regimes totalitários e opressores. Um dos perigos que mais ameaçam os direitos humanos, hoje, é, sem dúvida, o movimento abortista, com projetos de leis que pretendem impor a legalização da morte provocada dos nascituros. Entre os argumentos propalados, um dos mais freqüentes é o pretenso direito da mulher sobre o seu corpo. Tal argumento é falho, primeiro porque a criança que está gerada em seu ventre não é parte de seu corpo, mas outro ser humano, desde o momento da fecundação, quando se uniram o óvulo e o espermatozóide, e esta nova criatura tem tanto direito à vida quanto ela. Pelo instinto materno, a mulher naturalmente quer protegê-lo, mas em situações constrangedoras ou anômalas ela pode chegar ao desespero e querer fazer dano ao seu próprio filho, o que muitas vezes, resultará para si mesma em conseqüências psicológicas incuráveis, ou atormentadoras para sempre. A sociedade e o governo devem assumir a responsabilidade de ajudar a esta mulher e não têm o direito de causar-lhe aleijão moral, tentando transformá-la em uma pessoa insensível diante do crime de assassinato de seu próprio filho. O nosso corpo foi dado para ser protegido, alimentado e, na verdade, nem a mulher e nem o homem são propriamente donos de seu corpo, a não ser para fazer-lhe o bem, nunca o mal. É preciso que, em nosso País, se chegue à conclusão que a solução para a gravidez indesejada não pode ser o assassinato das crianças. O Governo e a sociedade têm que encontrar meios favoráveis à vida para o problema. É necessário ampliar e desburocratizar o sistema de adoção, organizá-lo de tal forma que dê aos nascituros a garantia de que eles não serão eliminados como coisas indesejáveis, enquanto há inúmeras famílias em fila de espera para adotar uma criança. É necessário que os humanos se unam contra toda ideologia que desumaniza e coloca em risco a dignidade com a qual fomos criados.

Dom Gil Antônio Moreira

 Arcebispo de Juiz de Fora

Fonte: http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/

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