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São Rafael Arcanjo Medicina de Deus

novembro 24, 2009
São Rafael, é o Arcanjo protetor do Brasil e que aos pés de Nossa Senhora Aparecida, assiste como primeiro Ministro. Nós, católicos leigos, não conseguimos alcançar, a razão pela qual não se divulga tão louvável ministério.         
Se existe, não sabemos. Mas não se percebe, pelo menos em destaque, uma imagem do Arcanjo na Basílica, em Aparecida. Por que será? Deve ser por falta de lembrança.
 O livro de Tobias, conta que o protagonista é da tribo e cidade de Neftali, na Galiléia. Um personagem bíblico, a quem apareceu, em figura humana, o Arcanjo Rafael. A história é belíssima; para os que crêem. Para os descrentes, “intelectuais”, alguns “teólogos” e “espíritos fortes”  é estória. O livro de Tobias, é questão de fé. E fé: “é um dom que vem de cima e não um impulso que vem debaixo”, conforme explica Fulton J. Sheen.
Então, fé, não é questão de beatice, nem próprio de “espírito fraco”, nem de pessoa simplória. É um dom: “dom que vem de cima”. Há “teólogo” que de público, não se apercebendo, assume a carapuça de Caifás: “Essa plebe, que não conhece a lei, é maldita”. Para essa classe de “teólogo”, o povo é plebe, não entende coisa alguma: “Assume como verdade tudo aquilo, que de púlpito, eu disser”, assim pensa e age. No entanto, o povo escuta, não retruca, mas não lhe presta ouvidos. O povo católico não se revolta, penaliza-se e reza. 
No livro de Tobias, Deus ouve sua oração e de Sara, enviando o Arcanjo. Ocasião em que Tobias, determina a seu filho, que tem o mesmo nome, que vá cobrar de um tal Gabelo, que mora em Ragés, cidade dos medos, a quantia de dez talentos de prata que, na juventude, lhe havia emprestado contra recibo. A história se desenrola, numa maravilhosa profusão de detalhes.
 E da profusão de detalhes, conclui-se que: “É coisa louvável manifestar e publicar as obras de Deus e dar esmola vale mais que juntar tesouros de ouro”. A esmola, porque tem promessa, vale, infinitamente, mais que a filantropia. A esmola, cumprido o mandado de Jesus: não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, apaga a multidão de pecados   
 “Escrevei tudo o que convosco sucedeu”, determina São Rafael a Tobias pai e filho. Isto, para que as gerações futuras tomassem conhecimento do fato. Porém, a maioria das traduções bíblicas adulterou ou simplesmente surrupiou, esta determinação do Arcanjo. Exatamente porque, uma “teologia” surgiu, não para esclarecer e sim confundir. Ignorando, taxativamente, Jesus: “Surgirão, com efeito, falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres e prodígios para enganarem, se possível fora, até os mesmos escolhidos”. Então, que os cristãos não se preocupem com texto grego, contraposto ao latino, disciplina de teólogo, pois Jesus afirma que: os escolhidos não serão enganados!
 Ainda sobre o Arcanjo São Rafael, neste dia que o festejamos, quanto se poderia dizer! Contudo, o maior obséquio que prestamos ao leitor, é solicitar que leia o livro de Tobias e conclua conosco que ali, pelo hagiógrafo, se encontra: O dedo de Deus.
Fonte: Pagina Oriente

Reflexao do Dia: Igreja e a educação (I)

novembro 24, 2009
A Educação integral da pessoa humana faz parte indissociável da missão evangelizadora da Igreja. Colaborando com o desenvolvimento humano de forma integral, ela tem sido reconhecida como Mestra em questões de humanidade. Como prosseguidora da obra de Cristo que veio para que todos tenham vida e a tenham plenamente. (Jo.10,10), a Igreja existe para evangelizar. A partir da prática humanitária de Jesus, no dizer de Paulo VI, a Igreja deve interessar-se no desenvolvimento do homem todo e de todos os homens.
A palavra de Cristo Tudo o que fizerdes ao menor de meus irmãos é a mim que estareis fazendo, (Mt.25,22) indica a caridade como uma atividade ampla, através de meios que favoreçam aos homens e mulheres seu desenvolvimento integral, seja na saúde física, seja na capacidade intelectual, seja na responsabilidade de criar reais condições para a convivência social pacifica, solidária, justa, tendo consciência da transcendência da vida humana.
Na idade média, erroneamente e preconceituosamente apresentada como idade das trevas, revela luminosas novidades no campo do estudo. É aí que surgem as Universidades, originadas das mãos da Igreja Católica, ao lado das catedrais e dos mosteiros, se transformando em extraordinários centros do saber, de pesquisa, da formação dos construtores da vida social. O caráter social das escolas que já existiam junto às igrejas paroquiais, catedrais e mosteiros, recebendo não só gente da classe nobre, mas também dos meios populares e pobres, perdura ao surgirem as universidades. A primeira universidade fundada foi a de Bologna, no centro da Itália, no ano de 1158. Em 1200, ela já contava com cerca de dez mil estudantes de toda a Europa. A segunda foi a Sorbone, de Paris, nascida da escola episcopal de Notre Dame, cujo início se deu em 1170, iniciativa do Padre Sorbon, confessor do rei São Luis IX, de França.
Hoje, em todo o mundo há milhares de escolas católicas e centenas de universidades que têm sido responsáveis pela graduação de um imenso número de profissionais, pensadores e cientistas. Elas são fonte de crescimento humanitário espiritual. No centro da vida acadêmica católica, além do altíssimo nível formativo que pretendem ter, as escolas católicas oferecem ao alunos e suas comunidade o maior conhecimento de Jesus Cristo, homem e Deus verdadeiros, salvador da humanidade.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Fonte: http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br

Arquidiocese inaugura Fazenda da Esperança

novembro 24, 2009

Está tudo pronto para a inauguração da Fazenda da Esperança da Arquidiocese de Juiz de Fora. Neste domingo, às 10h, a Zona da Mata ganha um importante centro de recuperação e tratamento da dependência química. A unidade instalada em Guarará – MG (Rodovia BR 267, Km 46) atenderá cerca de 20 homens, com possibilidade futuras de aumentar o número.

A inauguração será marcada por bênção das instalações e missa presidida pelo arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio Moreira. Também contará com a presença do vigário geral, Pe. Antônio Cornélio Viana, de representantes da equipe da Fazenda de Guaratinguetá- SP (a sede), de padres arquidiocesanos e de centenas de fiéis. Alguns recuperandos que já se encontram instalados na Fazenda de Guarará também participarão do evento.

Até o momento, cinco caravanas já estão confirmadas para a inauguração. Da Catedral Metropolitana partirão duas. Os interessados podem entrar em contato com a recepção paroquial da igreja pelo telefone (32) 3215-8141. Os valores das passagens são R$12 ou R$20, dependendo do ônibus que o interessado escolher. 

Após a inauguração, como confraternização e ajuda à instituição, todos os presentes poderão participar de um almoço de comemoração que será vendido no local. 

Já os homens interessados em fazer o tratamento devem escrever uma carta de próprio punho e encaminhar para:

Pe. Carlos Alberto ou Cidinha Paróquia Divino Espírito Santo Praça Divino Espírito Santo s/nº Centro Guarará – MG Cep 36606-000

A Rádio Catedral FM colheu depoimentos de diácono, voluntários e ex-recuperandos pelo projeto. As histórias de superação serão apresentadas, até sábado, no Jornal Boa Nova, que vai ao ar às 11h40.  

  As instalações
A Fazenda da Esperança da Arquidiocese está localizada no município de Guarará – MG, na BR 267, KM 46. Já no início ela terá a capacidade para abrigar 20 homens. A equipe que atuará na instituição será de voluntários (ex-recuperandos) da própria Fazenda da Esperança de Guaratinguetá – SP.

A propriedade de Juiz de Fora possui 31 hectares e foi doada pela obra social Instituto Dona Selva – Sonho e obra do professor Irineu Guimarães. Com refeitório, copa, cozinha, sete dormitórios, horta, sala de aula, biblioteca. O sítio possui amplo lugar para futuramente receber mais pacientes.

A Fazenda vai necessitar da ajuda das pessoas para a sua manutenção. Qualquer ajuda é bem-vinda. Seja através de doações de alimento, dinheiro, ou através da obtenção dos próprios produtos. A Catedral está fazendo também a Campanha “Amigos da Fazenda da Esperança” para quitar as dívidas da reforma e para ajudar na manutenção. O interessado pode ajudar adquirindo um carnê e fazer 10 doações mensais no valor que desejar.
O que é a Fazenda da Esperança?
Existente há 24 anos, é uma comunidade de recuperação dos mais variados tipos de dependência. Sem fazer uso de medicamento, o método terapêutico recupera os jovens através da convivência, da espiritualidade, e do trabalho. O tratamento se dá em 12 meses e os recuperandos têm toda a assistência básica, viabilizando a permanência na entidade.

Em 2007, a Fazenda totalizava 26 centros masculinos e 11 femininos em vários estados brasileiros, além de unidades  na Alemanha, na  Guatemala, na Rússia, na Argentina, no Paraguai, no México, na Itália, nas Filipinas e em Moçambique.

A receita do sucesso é dada pelo próprio fundador, Frei Hans: “Todos os responsáveis pela fazenda são pessoas consagradas, doam suas vidas para esse trabalho. Não estão lá para ganhar dinheiro, estão lá para amar. Na Fazenda vivemos o amor. Pela manhã todos fazem a meditação, pegam uma frase do Evangelho e a colocam em prática. Depois, no final do dia, comunicam como viveram. Quando a gente vive o amor, acontece um processo interno que é preciso experimentar para entender. Os consagrados, os internos, todos trabalham e são felizes, vivendo do que produzem.

Rádio Catedral exibe especial sobre a Fazenda da Esperança

A Rádio Catedral FM colheu depoimentos de diácono, voluntários e ex-recuperandos pelo projeto. As histórias de superação serão apresentadas, até sábado, no Jornal Boa Nova, que vai ao ar às 11h40.

Outras informações: Assessoria de Comunicação da Catedral Metropolitana: (32) 3215-8141 Assessoria de Comunicação da Arquidiocese JF: (32) 3229-5450 * Publicado em 13/11/09 * Texto: assessoria de comunicação da Catedral Metropolitana

Reflexao do Dia: Jesus Cristo Rei do Universo

novembro 22, 2009

A “visão” descrita por Daniel desde 7,1 amplia-se, agora, com o aparecimento de um “filho de homem”. Ao contrário dos “animais” apresentados nos versículos anteriores (que vêm do mar – na simbólica judaica, o reino do mal, da desordem, do caos, das forças que se opõe a Deus e à felicidade do homem), esse “filho de homem” aparece “sobre as nuvens do céu” (vers. 13) e tem, portanto, uma origem transcendente. Ele vem de Deus e pertence ao mundo de Deus.
O “filho de homem” recebe de Deus um reino com as dimensões do universo (“todos os povos e nações O serviram” – vers. 14) e um poder que não é limitado pelo tempo, nem pela finitude que caracteriza os reinos humanos (“o seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído” – vers. 14).
Com o anúncio do aparecimento “sobre as nuvens” desse “filho de homem”, o autor do Livro de Daniel anuncia aos crentes perseguidos por Antíoco IV Epífanes a chegada de um tempo em que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a voracidade, a ferocidade, a violência (os reinos dos “quatro animais”), que oprimem os homens; em contrapartida, Deus vai devolver à história a sua dimensão de “humanidade”, possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade.
Para a teologia judaica, esse “filho de homem” que há-de chegar para instaurar o “reino de Deus” sobre a terra será o Messias (o “ungido”) de Deus. A sua intervenção irá pôr fim à perseguição dos justos e possibilitar a vitória dos santos sobre as forças da opressão e da morte. É esta esperança que anima os corações dos crentes na época imediatamente anterior à chegada de Jesus.
De acordo com vários textos neo-testamentários, Jesus aplicará esta imagem do “filho de homem que vem sobre as nuvens” à sua própria pessoa. Ao ser interrogado pelo sumo-sacerdote Caifás, Jesus assumirá claramente que é “o Messias, o Filho de Deus bendito”, o “Filho do Homem sentado à direita do Poder”, que virá “sobre as nuvens do céu” (Mc 14,61-62). A catequese cristã primitiva retomará esta imagem para sublinhar a glória de Cristo e o poder soberano de Cristo sobre a história humana (cf. Act 7,55-56). Para os cristãos, Cristo é, efectivamente, esse “filho de homem” anunciado em Dan 7, que irá libertar os santos das garras do poder opressor e instaurar o reino definitivo da felicidade e da paz.

Fonte: Site da Coferencia Nacional dos Bispos Portugueses

Pra voce pensar

novembro 20, 2009

“Consciência é a parte da psique que se dissolve em álcool”.

H.D. Lasswell

Entenda porque os Pastores Evangelicos falam mal da internet

novembro 20, 2009

Voce acredita nisso que voce vai ver agora? Isso e de Deus?

Voce Ja deu grana para macedo construir essa casinha?

Parece gozacao, mas tem  pessoas que acreditam. Olha so o que o cidadao usa para enganar as pessoas. Ele tem solucao pra tudo. Rssss

Meu amigo veja o que diz esse outro que usa a Biblia para explorar o povo. Esse e um dos mais safados que conheco um dia fala uma coisa outro dia diz outra. Mas fizeram uma boa: recortaram ele contradizendo ele mesmo. isso e so pra voce ver que esse povo usa a Palavra de Deus segundo seu interesse  ECONOMICO. Parece comico. Por isso que amo a internet ela mostra a contradicao desses enganadores na hora. Rssss

Reflexao do Dia: APRENDA CORRETO

novembro 20, 2009
 Recebi, por email, de uma amiga, achei interessante agora divido com voce, meu leitor. E muito educativo.

por Prof. Pasquale:

No popular se diz: ‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho

carpinteiro’ “Minha grande dúvida na infância… Mas que bicho é esse

que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???”

Correto: ‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo

inteiro’ “Tá aí a resposta para meu dilema de infância!”  EU

NÃO SABIA. E VOCÊ?

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.’

Enquanto o correto é: ‘ Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo

chão.’ “Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se

esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?” Tudo bem eu era uma

malinha!

‘Cor de burro quando foge.’

O correto é: ‘Corro de burro quando foge!’ “Esse foi o pior de todos!

Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda

de cor???” Eu queria porque queria ver um burro fugindo para ver a

cor dele! Sério!

Outro que no popular todo mundo erra: ‘Quem tem boca vai a Roma.’

“Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que

quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!”  O correto é:

‘Quem tem boca vaia Roma.’ (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,

‘Cuspido e escarrado’ – quando alguém quer dizer que é muito parecido

com outra pessoa. “Esse… Sei lá!”

O correto é: ‘Esculpido em Carrara.’ (Carrara é um tipo de

mármore)

Mais um famoso…. ‘Quem não tem cão, caça com gato.‘ “Entendia

também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o

gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, quando quer e se

quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!”

O correto é:‘Quem não tem cão, caça como gato…. ou seja, sozinho!’

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

Deu na Veja no blog do Lauro Jardim

novembro 19, 2009

Investigação avança

| 8:47

O Ministério Público de São Paulo deve enviar nomes de outros integrantes da Igreja Universal para serem investigados pela promotoria de Nova York, no processo sobre um suposto esquema de envio ilegal de dólares para os EUA. Todos os novos suspeitos moram e trabalham nos Estados Unidos. São eles, o bispo Renato Maduro; a tesoureira da IURD em Nova York;,Regina Cerveira; e o pastor Forrest.

Sera que vamos ver esses pilantras na cadeia?

Reflexão do Dia: A comparação sem fundamento

novembro 19, 2009

                O padre Zezinho tem uma canção penitencial que diz mais ou menos assim: “eu sou contradição, mas Deus, Deus e perdão”. Mas eu concordo com ele em género e numero. Não maior parte dos casos não temos consciência que contradizemos aquilo que falamos. Por exemplo pra dizer que uma pessoa é boa, temos que falar que a outra é menos boa, tipo: o cantar tal é melhor que o fulano. A mulher X é mais bonita que a mulher Y. A gente para dizer que um é bom, temos que dizer que o outro é pior.

            Porém nos esquecemos que uma beleza é diferente da outra e não menos bela. Esquecemos que cada pessoa tem um gosto e que cada gosto é diferente do outro. O que para mim é belo, para o outro pode não ser, mas não é porque meu conceito de belo é feio, mas porque o meu conceito de belo, embora sendo bonito, agrada menos ao meu colega. O meu belo e o dele são diferentes, mas os dois são belos.

            A vida é assim feita de belezas, porém de belezas diferentes. Todos os seres humanos são inteligentes, mas cada um tem uma inteligência para uma coisa diferente. O carpinteiro, o motorista, o guitarrista, o padre, o empresário, a cozinheira, a costureira são geniais, porem cada um na sua área. Imagine aquela costureira nota 10 que você conhece tocando guitarra? Será um desastre. Imagine o padre que você conhece jogando futebol na selecção brasileira?  Não preciso nem te dar resposta. Mas imagine o Romário celebrando missa? Rssss.

            Tudo isso para dizer que você meu leitor é especial. Nos somos únicos. Não existe feios e bonitos, mas belezas diferentes. Não existe burros e génios, mas inteligências e aptidões diferentes. Diante disso, ame a vida e jogue a angustia no lixo. Você é uma estrela. Você é admirado por muitos, pena que só você não sabe disso.

Reflexao do Dia: A ÁGUIA E O ESCARAVELHO

novembro 18, 2009

 Uma lebre corria a não mais poder em direção à sua toca, fugindo à perseguição da águia. E em sua desabalada carreira, passou pela casa do escaravelho. Não era propriamente uma casa de segurança, mas, na falta de algo melhor, resolveu a fugitiva homiziar-se lá mesmo. Já se precipitava a águia sobre a frágil guarida, quando o escaravelho, com intenção de salvar a agora sua protegida, postou-se lhe no caminho, dizendo: – Poderosa princesa dos ares, em presa fácil será para Vossa Majestade apoderar-se daquela infeliz, o que muita tristeza me dará. Tende compaixão e não façais este ato, que em nada dignificará vosso nome, visto ser tão insignificante o adversário. Mais disso, a lebre minha hóspede, e em nome de Júpiter vos solicito que observeis as leis da hospitalidade. Poupar-lhe a vida, eu vos imploro. Ela, além de ser minha vizinha, é também minha comadre. A gigantesca ave de Júpiter, como resposta, bate violentamente com a asa no escaravelho, derrubando-o na terra, para fazê-lo calar-se, e leva-se aos ares carregando em suas garras prisioneira a pequena lebre. O escaravelho, enfurecido com o tratamento recebido, voa até o ninho da águia e, aproveitando-se de momento em que ela se ausentara, rompe a frágil casca de seus ovos, que era toda a sua esperança de constituir família. E tal era a alegria do escaravelho, que em sua vingança não deixou um ovo sequer inteiro. Ao retomar ao ninho, a águia, vendo a desgraça que se abatera sobre ela, atroa os ares com seus gritos. Sentia-se impotente para castigar o responsável por aquilo, pois não sabia a quem imputar a culpa. E tal era a sua aflição. Somente os ares eram testemunha de sua agonia. E todo o ano durou a tristeza daquela que vira seus sonhos maternos frustrados. Após passado esse ano, precavendo-se de funestos acontecimentos, a ave constrói seu ninho em local mais elevado. Mas tudo inútil. O escaravelho o descobre e mais uma vez vaza todos os ovos. A morte da lebre estava vingada mais uma vez. O sofrimento da águia foi tamanho que durante seis meses não cessaram seus gritos. Mas apenas o eco respondia a eles. Não sabendo mais o que fazer, a ave recorre a Júpiter, que a aconselha a depositar seus ovos numa dobra do seu manto, crendo que em nenhum lugar estariam tão seguros quanto ali, pois ele mesmo, o rei dos deuses, os defenderia. “Assim” – pensava – “ninguém terá a ousadia de tentar roubá-los.” E estava certa. Ninguém tentou semelhante façanha. Mas isto porque o inimigo mudara seus planos de ataque. Foi sorrateiramente pousar no manto divino, e Júpiter, sacudindo as vestes para dali expulsar o intruso, fez rolar os ovos. Ao tomar conhecimento do sucedido, a águia ameaçou o deus de abandonar sua corte, indo viver solitária no deserto, dizendo outras impertinências semelhantes. Não se dignou Júpiter responder-lhe. Limitou-se a intimar o escaravelho a comparecer ao tribunal, onde iria ser julgado. Este contou todo o caso, desde o início, e defendeu sua causa. Convencido de que a águia não tinha razão, o rei dos deuses tentou fazê-la reconciliar-se com o escaravelho. Mas debalde. Os inimigos não se viam com bons olhos. Então, para acomodar a situação, resolveu a divindade mudar a época em que a águia põe seus ovos, fazendo-a coincidir com a estação em que o escaravelho, resguardando-se dos rigores do inverno, enfia-se na terra, como a marmota.