Mais um padre é assassinado em Santa Catarina

O padre Alvino Broering foi morto a facadas na madrugada desta segunda-feira, 14, em Itajaí (SC), cidade localizada no litoral norte do estado. O religioso era capelão da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e foi atacado por volta das 2h dentro de seu carro, às margens da BR-101. No dia 26 de setembro, foi assassinado o padre Evaldo  Martiol, também em Santa Catarina, no município de Caçador.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, o padre Alvino , 46 anos, provavelmente foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Testemunhas disseram que o padre estacionou o carro em frente a uma empresa e em seguida correu gritando por socorro. Um homem que estava em seu carro o alcançou próximo a um posto de gasolina e o esfaqueou várias vezes.

Mesmo resgatado com vida, o padre não resistiu aos ferimentos. A Polícia busca pistas que possam levar ao autor do crime.

O fato gerou comoção em Itajaí, onde padre Alvino também coordenava uma rádio comunitária. Seu corpo foi velado na Igreja Matriz da cidade.

 Velório

Centenas de pessoas participaram ontem pela manhã e início da tarde do velório do padre Alvino Broering. Após a missa, celebrada pelo arcebispo de Florianópolis, dom Murilo Sebastião Krieger, o cortejo seguiu para Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, onde o padre foi sepultado, às 16h.

 Nota do Consep

Três dias antes do assassinato do sexto padre no ano, os bispos do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), na CNBB, em Brasília, lançaram uma nota sobre a crescente violência no país, que vem ceifando a vida de sacerdotes da Igreja.

Com o título “Mataram mais um irmão!”, a nota repudia os assassinatos que aconteceram no ano de 2009 retirando a vida dos padres Ramiro Ludeño, de Recife (PE); Gisley Gomes Azevedo, CSS, Brasília (DF); Ruggero Ruvoletto, Manaus (AM); Evaldo Martiol Caçador (SC) e Hidalberto Henrique Guimarães, Murici (AL). “Estamos inconformados com as agressões praticadas contra o padre Joaquim Fonseca, missionário comboniano que trabalha em Roraima”, completa a nota.

No texto, os bispos afirmam que continuarão empenhados contra as práticas violentas e na luta por justiça e paz.

Leia a nota acessando o site da CNBB

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