O Brasil é um país que vai para trás

Não. Nem eu, nem você. Não somos idiotas. Posto isto, por que ainda insistem em nos tratar como tal?  Como? Você não está entendendo? Peraí, eu explico… Assista ao vídeo abaixo até o fim, por favor:

Primeiro, acredite: Neguinho da Beija-Flor gravou essa porcaria com o argumento de que isso será o maior hit de Carnaval deste e dos próximos anos! Segundo: tal qual um filme de terror monótono e  sorumbático, de sexta-feira para cá ficou mais que provado o verdadeiro estado de espírito do brasileiro “mediocrizado”, alegre como uma cacatua antes de receber uma tâmara no bico, mas sem um pingo de espontaneidade dentro da alma.

Mas não vou utilizar o espaço desta página para lamentar a ausência de um mínimo de espírito crítico – como podemos comemorar alguma coisa em um país que apresenta uma das mais assustadoras taxas de desemprego e violência do sistema solar?

Quero sim é compartilhar com você uma suspeita que, para mim, parece tão óbvia quanto ouvir a palavra “fuck” em uma entrevista do Zakk Wylde. Estou desconfiado de que eu, você e mais 150 milhões de pessoas que vivem neste país estamos sendo enganados. Na verdade, vivemos em uma espécie de Matrix idiotizante.

E não me refiro somente a essa barbaridade pseudomusical que Neguinho da Beija-Flor – um sujeito bastante respeitado no meio do samba, diga-se de passagem  – cometeu a sério ou como ironia, sendo que ele falhou em ambas as intenções.

Quer outro exemplo? A própria imprensa é culpada, em muitos aspectos, pelo festival de ignorância que assola o país. Você já reparou como somos bombardeados diariamente pelas notícias mais estapafúrdias e inúteis da galáxia, mesmo na hora em que estamos tentando comer em paz um pastel de queijo na feira?

Quem se importa se a Madonna está namorando o Jesus Luz, o cadáver do Michael Jackson ou o próprio Satanás? Alguém aí dá a mínima para saber quantos dias restam para que a Adriane Galisteu e a Eliana sejam agraciadas com um pé na bunda por parte de seus respectivos namorados e apareçam nas capas das revistas de fofocas? É possível alguém com mais de três neurônios se interessar pelo festival de asneiras e imbecilidades protagonizados pelos “jovens sarados” do Big Brother Brasil?

Para completar o quadro trágico, você já reparou como são cada vez mais frequentes as entrevistas em que ninguém – entrevistador e entrevistado – não têm absolutamente nada a dizer, principalmente no caso de “famosos de sétimo e oitavo escalão”, cujo único atributo é, na maioria dos casos, um corpinho malhado e despido? Nossa inteligência está sendo diariamente desrespeitada. Perversamente, somos ameaçados por um mundo tolo e sem conteúdo. Você não acha que há uma conspiração “imbecilizante” em andamento?

Quer saber? Estou cansado de ouvir e ver gente que finge ter uma humildade charmosa, estou de saco cheio de ouvir discursos de plástico saindo da boca de gente politicamente correta. Nosso mundo precisa cada vez mais de pessoas de coração e alma, que não tenham medo de assuntos polêmicos, que se mostrem audaciosos e até mesmo ultrajantes.

Chega de pessoas “ensolaradas e simpáticas”, radiantes em sua globalização andróide. Não quero que o Brasil seja habitado apenas por discípulos do Dalai Lama ou por amantes de sanduíches naturais. Só não estou com a mínima vontade de dividir meu cotidiano diário com gente sem talento e determinada a fazer qualquer coisa para se dar bem.

Não quero ninguém com arroubos de brilhantismo “shakespeariano”, vomitando malabarismos gramaticais. Apenas um pouco de inteligência já está bom…

Fonte Yahoo: por Regis Tadeu

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3 Respostas to “O Brasil é um país que vai para trás”

  1. Patricia Says:

    Realmente isto tudo muitas vezes nos tras revoltas,mas temos que ter discernimento pra entender que são alegrias que vem de fora para dentro,e nós com palavras e sem julgamento podemos fazer com que elas se encontrem e achem um caminho que os levem a sentir alegria de fora para dentro.
    Fica aqui uma dica: viva as festas com a alegria necessária, nos lugares que condizem com seu propósito de vida e de forma a conviver com essa alegria; aproveite de forma saudável e, especialmente, perceba, quando se trata de euforias passageiras que as pessoas com quem você se relaciona não estão na vida de passagem. Que o outro tem sentimentos, vivências, alegrias, mágoas e que não devemos agir de forma a machucá-lo.

  2. Patricia Says:

    Correção:que os levem a sentir alegria de “dentro para fora”

  3. Rodrigo Says:

    A respeito do video:

    – Sem comentários !

    Com relação ao texto:
    -Falou tudo, até onde eu sei, existe uma manipulação terrível pela impresa,que infelizmente a maioria dos brasileiros não consegue distinguir o que bom e o que é ruim para si próprio.

    ÓTIMO ARTIGO!

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