Carta do senhor Arcebispo Dom Gil sobre a as eleiçoes II parte

2. A IGREJA TEM CANDIDATOS OU PARTIDOS?

Como instituição, a Igreja não propõe nomes de candidatos, de partidos, mas indica princípios e critérios para que, à luz da Doutrina Cristã, todo cidadão e, principalmente seus fiéis, possam ter o discernimento e votar conscientemente, a fim de contribuir para o crescimento e o amadurecimento político do País.

Há bons candidatos e há candidatos que não são dignos de confiança. Há partidos cujos programas são bons e há partidos que apresentam aspectos que contradizem a fé cristã. Há partidos que pregam o ateísmo e tem histórico de perseguição à Igreja e às religiões. Estes não merecem a nossa confiança e nem nosso voto. Ainda que apresentem algum aspecto positivo em seu programa, sua ideologia não é aceitável a quem tem fé.

A partir do corrente ano, temos uma conquista popular, pela iniciativa da CN BB e de outros grupos organizados no País, para vencer a corrupção política. É a Lei da Ficha Limpa que se alia à Lei Contra a Compra de Votos, lei esta que também representa uma vitória popular, com a liderança da CNBB.

Sugiro que antes de votar, cada um busque as luzes do alto através da oração, a fim de que faça a escolha mais correta.

É necessário analisar os candidatos e os partidos a partir de critérios condizentes com a !’Iossa fé cristã. Ao escolher um candidato, é preciso ter presente os princípios da moral e da ética. Por exemplo, se há certeza de que alguém é envolvido com esquemas de corrupção, mesmo que ainda não seja condenado pela Justiça, isto bastaria para não lhe conceder o voto, pois o voto é, em certo modo, uma espécie de atestado de honestidade que o eleitor dá a alguém para que aja em nome e em favor do povo.

3. NINGUÉM DEVE ANULAR O SEU VOTO

 No presente momento, após a decepcionante onda de escândalos na política nacional, envolvendo . vários partidos, um clima de desânimo e indignação paira sobre a sociedade brasileira. Também a inclusão de falsos direitos no Plano Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH3), lançado pelo Governo em dezembro de 2009, causa aos brasileiros muita desconfiança.

A Igreja quer ser um sinal de esperança diante de tudo isto. Ela crê que há políticos honestos que merecem o voto da população e podem mudar a situação para melhor. Porém, também está certa de que é preciso fortalecer as exigências éticas e trabalhar por uma ordem justa alicerçada na responsabilidade do voto consciente. É esta uma oportunidade verdadeira de valorizar o voto, pois a abstenção ou a anulação certamente favorecerá candidatos não indicados para funções tão nobres como a de exercer o poder em nome do povo. O voto é uma das formas de denunciar injustiças, cujas conseqüências são, eFltre outros problemas, a fome, a falta de atendimento médico condizente, de saneamento básico, de investimentos maiores na educação de qualidade, de eficaz combate à violência.

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