O valor do casamento

O Concílio Vaticano II afirmou que “o autêntico amor conjugal seria mais apreciado e formar-se-ia a seu respeito uma sã opinião pública, se os esposos cristãos dessem um testemunho eminente de fidelidade e harmonia, além da solicitude na educação dos filhos, e se fizessem a sua parte na necessária renovação cultural, psicológica e social em favor do matrimônio e da família”. A fé cristã sustenta que o vínculo matrimonial é estabelecido por Deus, de modo que quem desvaloriza o casamento e banaliza esta instituição sagrada, contraria os desígnios de Deus, prejudica a si mesmo e a sociedade inteira, pois a família fundada no casamento indissolúvel é a célula primeira e vital da sociedade. Infelizmente, é verdade que muitas pessoas ignoram a grandeza e a importância do casamento, e o destroem por motivos banais, prejudicando gravemente as pessoas, sobretudo os filhos que, naturalmente, têm o direito de serem educados pelos pais biológicos dentro de uma família estável. Sabemos que a lei civil tende a facilitar o divórcio como se a dissolução do vínculo matrimonial fosse algo normal e benéfico para a família. Nada disso. É um grave erro concluir que o comportamento desagregador da maioria seja um bem a ser reconhecido pela lei. Devemos entender que acima das opiniões flutuantes e falíveis das pessoas e acima dos errôneos condicionamentos sociais, existe a verdade objetiva. Neste caso, trata-se da verdade objetiva da dignidade do casamento que precisa ser reconhecida, retomada, preservada e valorizada. Certamente que, como todas as realidades grandiosas e benéficas, a vida conjugal exige um empenho sério e muitos esforços individuais, familiares e sociais. O amor conjugal não deve ser entendido de maneira fantasiosa, como nos contos de fada. O amor é inseparável da fidelidade, da doação, da renúncia e do sacrifício. Quem procura um amor isento de sacrifícios, de renúncias e de compromissos, é porque ainda não sabe o que é o amor. É preciso lembrar que as crianças e os jovens que hoje estão sendo influenciados pela injusta mentalidade divorcista e pela idéia de um amor descartável e sem compromisso, amanhã facilmente interpretarão o casamento não como uma graça de Deus, mas sim como um peso negativo e uma ameaça a ser evitada.

Por fim, para os casais em crise, com sincera humildade eu sugiro uma reflexão a partir daquela bela oração de São Francisco que diz assim: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Este artigo é importante, porque em um mundo marcado pelo relativismo do amor, o autor dá um tom de eterno. O amor é um dom supremo que vem de Deus e por isso é eterno e deve ser vivido assim, para sempre.

Com minhas bençaos,

Pe. Camilo

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7 Respostas to “O valor do casamento”

  1. Paulo Martim Says:

    É muito facil falar qdo se esta fora.
    Quem não ama,mas diz que mesmo sem amor o casamento é uma beleza:saiba;è aleijado de amor,são um bando de hipócritas fingindo serem feliz qdo no profundo de suas almas gostariam de estar em outra situação…
    Qdo duas pessoas se encontram é Graça…Qdo não se encontram,não é culpa de ninguem,pois quem de fato se encontra,esse não quer mais se desencontrar de quem de fato encontrou.

  2. NEWTON HERMÓGENES SILVA Says:

    Caro Padre Camilo,
    Sua benção!
    Muito bom este artigo!
    Precisamos conscientizar as famílias da importância de se valorizar esta instituição divina, e particularmente os católicos, que vêm perdendo a noção dos valores morais e cristãos, por isto que existem muitos casamentos desfeitos. A Igreja como instituição maior, tem ensinado a importância da família, porém muitos preferem seguir os exemplos das novelas, e, o resultado não pode ser melhor. Fundamentados na Bíblia, aprendemos que o casamento é indissolúvel, portanto a necessidade de preparação de nossos jovens se faz necessário, para que aprendam a levar a sério o namoro que é o prenuncio de um casamento feliz.

  3. Graça Julião Says:

    Padre Camilo,muitas são as tentações pelas quais passa um casamento. Será que não é o casamento hoje uma instituição quase totalmente desacreditada? Antes morria-se de vontade de se casar. Hoje morre-se de medo. A justiça tem que facilitar mesmo o divórcio, a união só pode prevalecer por amor e se não tem amor pra que deixar de viver o que se gostaria? Os filhos podem ser educados e bem criados por pais separados desde que esses pais separados sejam adultos para lidar bem com isso. Filhos querem estar junto do pai e da mãe ao mesmo tempo,mas eles querem primeiro ver os pais felizes. Se a união faz entristecer, ela se invalida.

  4. Patricia Says:

    Muito bom seu comentario Graça,realmente não devemos manter um casamento falido só para manter aparencias,tanto é que a Igreja abre as portas de algumas paróquias para casais em nova união e atrai fiéis afastados ,onde diz que as portas do templo não se fecham para ninguém. Ao contrário, a Pastoral de Casais em Segunda União existe para reaproximar fiéis dispersos, reanimar a fé esmorecida de homens e mulheres estigmatizados como pecadores.
    “Eles vêm machucados de casamentos desfeitos e têm de ser acolhidos com carinho”, na Paróquia.

    Poucos sabem, mas a Igreja pode tornar nulo um casamento. O recurso é antigo, e as chances de um pedido desses ser aceito vêm aumentando. Os cristãos podem invocar um, ou vários, de 19 motivos listados pela Santa Sé para invalidar o sacramento. Entre eles, imposição paterna, alcoolismo, homossexualismo, falta de filhos e até excesso de ciúme.
    No tribunal eclesiástico, o processo é penoso e esmiúça a intimidade do casal. A ação corre mesmo diante da recusa de uma das partes. Pode custar até R$ 1.500. A sentença chega a demorar dois anos e precisa ser confirmada por um tribunal eclesiástico de segunda instância.

    Sob sua tutela, casais em segunda união, eufemismo adotado pelos católicos, podem servir à catequese, praticar caridade e orar. “Eles continuam filhos da Igreja e devem ser acolhidos”, quem nos orienta é dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo.
    O papa João Paulo II ditou as novas regras em 1981, com a exortação Familiaris Consortio. Nela convocava os fiéis a aceitar os recasados. Salvo iniciativas isoladas, porém, somente nos últimos dois anos a Igreja conquistou um número expressivo de seguidores. Antes disso, em 1993, a semente germinara em Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo, graças ao casal João Bosco Oliveira, de 62 anos, e Aparecida de Fátima, de 42.
    Em dois livros, eles desvendaram fundamentos teológicos favoráveis ao aconselhamento papal e divulgaram experiências de reaproximação. Hoje existem pastorais de casais em segunda união em 120 dioceses no Brasil e em outras dez na América Latina. “Eles são amados pela Igreja e têm o direito de manter a esperança”, dizia dom Amaury Castanho, falecido bispo de Jundiaí.
    Nem todos pensam assim. Elizabete Demetriuk, de 47 anos, foi expulsa da sacristia pelo padre ao contar-lhe que havia se apaixonado de novo, depois do fim do casamento. “Ele lhe disse que só poderia voltar se mandasse seu companheiro embora”. Foi salva pela ação de um sacerdote mais afinado com a lição do papa.
    Foram pastores assim que Sônia Maria Correia, de 40 anos, e Edson Videira, de 50, tiveram a sorte de conhecer. “O padre os aceitou e os trouxe de volta”. Não é fácil romper com o passado. Aos poucos, a Igreja mostra que é possível.

  5. Mária Says:

    Percebe-se que este assunto “dá pano pra manga”. Chegar a um acordo está dificíl. Abraço da Mária

  6. JOÃO Batista da Silva Says:

    1. Feliz o marido que tem uma boa esposa: o número de seus dias será duplicado.
    2. A mulher virtuosa é a alegria do marido, que passará em paz os anos de sua vida.
    3. Boa esposa é herança excelente, reservada aos que temem o Senhor: * { ela será dada ao marido em recompensa pelas boas obras. }
    4. Rico ou pobre, seu marido tem alegria no coração, e em qualquer circunstância mostra um rosto prazenteiro.
    19. Mulher * { santa e } pudica é graça primorosa,
    20. e não há medida que determine o valor da alma casta.
    21. Como o sol que se levanta para o mundo nas alturas de Deus, assim o encanto da boa esposa na casa bem arrumada.
    22. Como a lâmpada que brilha sobre o candelabro sagrado, assim é a beleza do rosto num corpo bem plantado;
    23. colunas de ouro sobre bases de prata, assim as pernas graciosas sobre os pés seguros da mulher.
    24. * { Fundamentos eternos sobre rocha sólida, tais são os mandamentos de Deus no coração da mulher santa. }(Eclo 26)
    25. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela,
    26. a fim de santificar pela palavra aquela que ele purifica pelo banho da água.
    27. Pois ele quis apresentá-la a si mesmo toda bela, sem mancha nem ruga ou qualquer reparo, mas santa e sem defeito.
    28. É assim que os maridos devem amar suas esposas, como amam seu próprio corpo. Aquele que ama sua esposa está amando a si mesmo.
    29. Ninguém jamais odiou sua própria carne. Pelo contrário, alimenta-a e a cerca de cuidado, como Cristo faz com a Igreja;
    30. e nós somos membros do seu corpo!
    31. “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne”.(Ef 5)
    16. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça.
    17. Assim, a pessoa que é de Deus estará capacitada e bem preparada para toda boa obra.(IITm 3)

  7. Falcão Bauer Says:

    Nossa João!.Voce é mesmo deste mundo?Ou é só filosofia.?
    Não conheço ninguem que vive assim,acho que só existe na sua cabeça.Só podia ser inspirado por Deus,porque perfeito somente ele,que tenta sempre conduzir homens e mulheres para que cumpram pelo menos a metade de seus ensinamentos.
    Seja realista e viva um pouco a realidade e só assim podera ajudar outras pessoas.

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