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Papa João Paulo II: Igreja ganha mais um beato

abril 29, 2011
Agora sim, os fiéis católicos podem incluir, de maneira oficial, o nome de João Paulo II na ladainha dos beatos reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana.

A beatificação do primeiro papa polonês, Karol Wojtyla, acontecerá neste domingo, 1º de maio, na Praça São Pedro, no Vaticano, e será presidida pelo seu sucessor e amigo, papa Bento XVI. No Brasil, o evento será transmitido, ao vivo, pelo Sistema Canção Nova de Comunicação a partir das 5h (horário de Brasília).

Para a celebração são esperados 2,5 milhões de pessoas do mundo inteiro. Depois da Missa, a urna com os restos mortais de João Paulo II ficará exposta em frente ao altar central da Basílica de São Pedro para que todos os fiéis tenham a oportunidade de visitá-lo.

A multidão presente na Praça São Pedro no dia do funeral de João Paulo II, em 8 de abril de 2005, informalmente o aclamou santo súbito. Apesar do Vaticano ter regras rígidas para dar início ao processo de canonização, que podem levar vários anos para ser concluído, Josef Ratzinger, concedeu uma autorização especial. Ele permitiu a abertura imediata da causa de Karol Wojtyla em 2005, reconhecendo-o como Servo de Deus.

Funeral de João Paulo II
Realizado entre os dias 2 e 8 de abril de 2005, o funeral contou com a presença de diversos líderes mundiais e jornalistas do mundo todo. Três milhões de pessoas participaram, em Roma, e um número quase incontável acompanhou as celebrações pela cobertura dos meios de comunicação.

Beatificação
O processo de beatificação foi conduzido pelo sacerdote polonês, Slawomir Oder, e inclui pesquisas de escritos, entrevistas com pessoas que o conheceram mais de perto e testemunhos de milagres alcançados pela intercessão do novo beato. A beatificação do representará a mais rápida beatificação da atualidade, superando por poucos meses a de Madre Teresa de Calcutá, falecida em 1997 e beatificada em 2003.

Entre os inúmeros relatos enviados a padre Oder, um foi o escolhido. Trata-se da religiosa francesa, Marie Simon-Pierre. A freira de 49 anos foi curada do mal de Parkinson graças à intercessão do santo padre. O milagre, um passo determinante nesse processo, foi reconhecido em 2010 por uma comissão liderada pelo médico particular de Bento XVI, Patrizio Polisca.

Seu Pontificado
Ele destacou-se ao longo de seu pontificado pela “produção” de santos. Ao todo, foram proclamados 1338 beatos e canonizados 482 santos. Números que, somados, superam as beatificações e canonizações realizadas desde o século XV. Aliás, a exortação “o Brasil precisa de santos… muitos santos”, feita por ele em Florianópolis (SC), no dia 18 de outubro de 1991, foi um dos discursos que mais repercutiram no país após sua vista.

O convite de João Paulo II ecoou na maior nação católica do mundo. E como toda semente lançada em terra boa, deu fruto. Dezesseis anos depois, em 2007, o Papa Bento XVI veio ao Brasil e declarou Antônio de Sant’Ana Galvão como primeiro santo nascido em nosso país. A partir de então, outros testemunhos de fidelidade à fé cristã e amor ao próximo foram elevados à honra dos altares. Destaque para a baiana, Irmã Dulce. Conhecida como “Anjo Bom da Bahia”, a beatificação da religiosa que dedicou sua vida aos pobres tem data e local marcados: 22 de maio em Salvador (BA).

Com seu forte apelo à santidade e reconhecido como patrono da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, a ser realizada em agosto em Madri, na Espanha, João Paulo II continua a arrastar multidões. Em 1984, João Paulo II entregou aos jovens a cruz do Jubileu. “Vos confio a Cruz de Cristo! Levem-na pelo mundo todo, como sinal de amor do Senhor Jesus à humanidade e anunciem a todos que somente em Cristo morto e ressuscitado existe a salvação e redenção”, exortou na ocasião.

João Paulo II destacou-se por inúmeros motivos. Considerado um “Papa Magno”, por ter permanecido quase 27 anos como sucessor da cátedra de São Pedro, seu pontificado é o terceiro mais longo da história.

O Papa peregrino levou a Palavra de Deus e a mensagem de paz do cristianismo a 129 países. Seu carisma conquistou multidões por onde passou. Diante do seu caixão, pessoas poderosas se ajoelharam em respeito ao seu testemunho de que no mundo “não devem ser construídos muros para dividir, mas pontes para unir”.

Sinal externo dessa crença é a avaliação feita por analistas políticos que consideram João Paulo II como um dos maiores responsáveis pelo fim do comunismo no Leste Europeu e, consequentemente, a queda do Muro de Berlim.

Com informações: Canção Nova
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Três dias de oração pelo papa João Paulo II

abril 29, 2011

O Centro São Lourenço, em Roma, convida os jovens a participarem de três dias de oração pelo papa João Paulo II, que será beatificado no próximo dia 1º de maio. Fundado por João Paulo II, o centro hospeda a cruz original das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), além de ser um lugar de interesse para os cidadãos da capital italiana e peregrinos.

Os três dias de oração têm início nesta quinta-feira, 28, e se concluirão no sábado, 30. Nesses dias será possível se confessar e adorar o santíssimo. O centro fará a projeção, em seis línguas, do documentário intitulado “A força da Cruz”, proposto nos três dias de oração.

Além disso, serão celebradas três missas, na quinta, sexta e sábado pela manhã. Está prevista a participação de peregrinos provenientes de várias partes do mundo, com uma forte presença de jovens da Polônia.

Cerca de trinta jovens voluntários de vários países acolherão os peregrinos e vários sacerdotes estarão disponíveis para confissões.  

O significado da Páscoa

abril 26, 2011

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Nossos amigos de Kidlink nos contaram como se escreve “Feliz Páscoa” em diferentes idiomas. Assim:

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A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

aeggs.gif (448 bytes)Vamos ver agora como surgiu o chocolate…

Quem sabe o que é “Theobroma”? Pois este é o nome dado pelos gregos ao “alimento dos deuses”, o chocolate. “Theobroma cacao” é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.

Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.

Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.

Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.

Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.

 

veggs.gif (2041 bytes) E o coelho?

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

 

ceggs.gif (456 bytes) Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária – conhecida como a “lua eclesiástica”).

A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.

Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa “móvel”.

De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

Para os curiosos, olha aí as datas da Páscoa até o ano de 2010:

  • 2000 – 23 de abril
  • 2001 – 15 de abril
  • 2002 – 31 de março
  • 2003 – 20 de abril
  • 2004 – 11 de abril
  • 2005 – 27 de março
  • 2006 – 16 de abril
  • 2007 – 08 de abril
  • 2008 – 23 de março
  • 2009 – 12 de abril
  • 2010 – 04 de abril 

Missa da Saúde Sexta 29 de Abril

abril 25, 2011

A Missa da Saúde será na quinta sexta do mês de Abril, dia 29, às 19h, na matriz de Santa Rita de Cássia, rua Barão do retiro, 388, no Bairro Bonfim, Juiz de Fora Minas Gerais. Você pode enviar seus pedidos de oração aqui no blog. Faremos uma rede de oração, via internet.

Por ser a primeira Sexta depois da Semana Santa pedimos que você traga velas. Vamos fazer a celebração da Luz. Vamos lembrar a Ressurreição de Cristo. 

Lembramos que não pode faltar a Bíblia, os pedidos de oração para serem queimados, remédios, agua e fotografias para serem abençoadas.

VEM AÍ:  NOVENA DE SANTA RITA DE 13 a 21 DE MAIO, às 19h, NA MATRIZ DE SANTA RITA. Cada dia teremos um pregador diferente.

Amor crucificado

abril 23, 2011

O sangue do Cordeiro
Lavou-nos por inteiro
Sem mancha nem defeito
Livrou o imperfeito

O sangue aspergido
Protege o escolhido
Guarda-o da morte
Faz sua fé mais forte

O sangue no Calvário
Foi um triste cenário
Jesus foi torturado
Por nós crucificado

O sangue inocente
Julgado intransigente
Por nós foi derramado
Sintamo-nos amados

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1,29)

Fonte: Lucas Kind por e-mail

Sermão das Sete Palavras de Jesus

abril 23, 2011

  “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”

          No auge do sofrimento, Cristo não perde a dimensão da fragilidade do ser humano e implora o perdão pra nossas culpas. Seu sangue derramado na cruz nos torna limpos para voltar à casa paterna. Mas somos também capazes de perdoar a nós mesmos e aos outros? Quando oramos: “Perdoai-nos, assim como perdoamos”, sabemos o que pedimos? Aceitamo-nos incondicionalmente como somos e nos respeitamos? Quem não perdoa a si mesmo não perdoa a ninguém mais. Quem não se aceita não aceita aos outros. Pois para isso é necessário que se reconheça as próprias dificuldades e limitações, esforçando-se para se corrigir. E, dessa mesma forma, agir sempre com os outros.

“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”

          Sentindo dores, o homem crucificado ao lado de Jesus não o insultou como os demais. Ao contrário, pediu e recebeu o seu perdão incondicional e imediato. Cristo não lhe prometeu o paraíso para depois. Tampouco lhe falou de novas vidas ou de reencarnações. “Hoje mesmo” – afirmou Jesus! E quantos de nós desacreditamos nessa misericórdia divina, acreditando que somente nosso esforço, nesta e em outras vidas, nos tornará dignos de voltar ao Pai.

“Mulher, eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua Mãe!”

          Apesar de todas as nossas infidelidades, ele não nos deixou órfãos: deu a sua própria mãe como nossa mãe. Mas seremos dignos de ser filhos daquela que disse o sim, totalmente incondicional, quando convidada a ser parte essencial do plano de Deus para nos salvar? Seremos nós também capazes de dar esse sim incondicional e, em cad atividade, testemunhar o Evangelho sem timidez? Não fomos feitos filhos adotivos de Maria e, por conseqüência, irmãos de Jesus Cristo, apenas para nos vangloriarmos de ser cristãos, sacerdotes ou ministros extraordinários da Igreja. Somente tomando consciência disso, ouviremos de Jesus: “Filho, eis aí tua mãe!

 “Tenho Sede!”  

          Jesus teve sede mas, ao invés de água, deram-lhe vinagre. Também para nós Jesus vive a dizer: “Tenho sede! Tenho sede de homens e mulheres, adultos e jovens, que caminhem comigo. Que não tenham medo de correr riscos, que não se apeguem a títulos, cargos e aos bens transitórios deste mundo. Que estejam dispostos a levar a boa nova a todas as criaturas. Tenho sede de justiça e de trabalho para todos, pois afinal meu Pai não criou o mundo só para alguns, mas indistintamente para todos. Tenho sede de pessoas que não aceitem o erro, porque é muito difícil combatê-lo. Tenho sede de ver a humanidade inteira totalmente feliz! Saciem pois essa minha sede, e a minha redenção pela cruz estará plenamente realizada!”

Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”  

          Teria Deus abandonando seu Filho na cruz? Certamente que não. Contudo, a natureza humana de Jesus sofria tanto que ele sentiu falta do carinho de seu e nosso Pai. Quantas vezes nós também gritamos a mesma coisa, porém sem qualquer convicção de que Deus nos escuta. Quantas vezes passamos meses e anos esquecidos de Deus, nunca nos lembrando de conversar com ele, agradecendo tudo o que dele recebemos. Mas, quando nos sobrevém qualquer sofrimento e a dor nos atinge, gritamos revoltados: “Por que nos abandonastes?” Mas não é ele quem nos abandona: nós é que o abandonamos. E, de repente, queremos atribuir a ele todos os sofrimentos que nós mesmos criamos, para nós e para os outros. Fazemos de nossa relação com Deus uma transação comercial: “Eu lhe dou esmolas e orações apressadas, em compensação quero receber tudo aquilo que penso ter direito. E, se não recebo o que quero, protesto: “Por que me abandonaste?

 “Tudo está consumado!” 

          Jesus Cristo olha, do alto da cruz, o novo mundo que começa: a humanidade recebe, em letras de lágrimas, suor e sangue, e sua quitação por todas as dívidas assumidas. Mas estará tudo consumado para cada um de nós em particular? Será que nada mais tenho a fazer? Posso me esquecer de Cristo não permanece morto, que ele ressuscitou e está presente em cada ser humano? Posso entrar num aposentadoria espiritual, nada mais fazendo porque Cristo já fez tudo por nós? Jesus consumou sua obra redentora na cruz. Mas foi exatamente ali que começou a nossa obra pessoal, como redimidos e discípulos de Cristo. Tudo estará consumado quando conseguirmos expulsar deste mundo o egoísmo, a ambição, o desamor, a miséria e a falta de oportunidade para todos.

   “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!” 

Chega ao final a agonia da cruz, Cristo entrega-se totalmente nas mãos do Pai. Um dia, ao entregarmos também nossos espírito nas mãos do Pai, com certeza ele não nos perguntará pelas grandes obras que fizemos, mas pelas pequeninas coisas que deixamos de fazer. Voltar ao Calvário é redirecionar nossa vida. É tomar a decisão corajosa de entregar ao Pai não somente nosso espírito, mas nossas mãos, nosso coração, nossa mente e toda a nossa vida. Com certeza, ele já está de braços abertos a nossa espera. Como o pai do filho pródigo. Basta que nos lancemos neles, com total amor e confiança

                  

A VITÓRIA SOBRE O PECADO

abril 21, 2011

A pessoa humana está sempre sujeita a defeitos, a erros e ao pecado e terá necessidade de estar em contínua atitude de conversão. Nada a deve desanimar, nem mesmo as grandes faltas que por acaso tenha cometido, pois delas pode se arrepender, converter-se e obter de Deus o perdão. Vejamos o que o Senhor nos diz: No mundo tereis provações; mas tende coragem, eu venci o mundo (Jo.16,33).

O vocábulo converter, etimologicamente, significa verter os olhos para um mesmo ponto, no caso, verter os olhos para o seu próprio interior, revisando sua vida em relação à Palavra de Deus. Para tal exame é indispensável ter o olhar lançado em duas direções: para si mesmo, a fim de reconhecer suas falhas, e para Deus com objetivo de re-contemplar seu projeto e visualizar sempre de novo a sua misericórdia.

Para garantir o perdão a todos os que se arrependem e procuram sinceramente reconciliar-se com Deus, Jesus Cristo instituiu o Sacramento do Perdão, como se vê registrado no evangelho de São João 20,23, dirigindo-se aos apóstolos: Recebei o Espírito Santo! “A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes serão retidos.”

A graça de Deus nos impele continuamente a recomeçar. A queda não pode derrotar quem tem um coração aberto para Deus, quem se dispõe a olhar para frente e sabe que sua força e sua meta estão mesmo no Senhor. Em Cristo somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou. (cf. Rm. 8,37).

            Para bem compreender esta realidade humana de consistência frágil, basta olhar para as coisas materiais. Elas estão continuamente sujeitas à deterioração.  Envelhecem, estragam, acabam.  Assim também o nosso corpo, assim até mesmo o nosso espírito, que embora seja eviterno, passa por situações muito semelhantes à da matéria no que tange à fragilidade.  Mas há no homem o instinto de recomeçar. As coisas nós reformamos, restauramos, renovamos, trocamos peças, repintamos, recondicionamos.  Com nosso corpo nós o tratamos, o medicamos, curamos as feridas. Em relação ao espírito, o remédio que cura é a graça divina, é, na verdade, Cristo que restaura em si todas as coisas, assumindo os nossos pecados e por nós morrendo na cruz. Nele somos reconciliados. Cristo conviveu com o pecado sem se submeter a ele, para nos dar a graça de vencer o pecado, nos reconciliando com Deus.  Essa força regeneradora paga com seu sangue derramado na cruz se atualiza no Sacramento da Confissão. Por meio dele, nós participamos de Sua santidade. O mal nos engana, nos enfraquece, nos distancia de Deus, mas Deus vem em socorro da franqueza humana.

Por isso a Palavra de Deus nos diz: renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti-vos do homem novo.   (Ef. 4, 23 – 24)

Algumas condições são indispensáveis para que gozemos do perdão de Deus. A principal delas é a humildade em reconhecer-nos pecadores e necessitados, irrenunciavelmente, da graça de Deus. Depois é necessário explicitar-se honestamente a Deus, relatando com autenticidade seus pecados a Ele, mediante o ministro sagrado que o representa, abrindo a ação de Cristo que lhe concede o perdão e o reconcilia com a comunidade.

Uma confissão sacramental bem feita traz-nos paz e encoraja-nos no progresso de nossa vida espiritual, comunitária e eclesial. A confissão nos dá a graça da reconciliação e nos devolve o ânimo na luta pela santificação pessoal em favor dos valores do Reino de Deus, de amor, justiça, solidariedade, perdão e paz.

A busca da reconciliação com Deus, com o próximo e com a comunidade de fé nos prepara para a noite santa da Páscoa, quando celebraremos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Lá poderemos cantar com alegria Onde está a tua vitória, ó morte?! Cristo destruiu, com sua morte, todo pecado!

Dom Gil Antônio Moreira

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora   

7 de abril de 2011.   

Procissão do Encontro

abril 19, 2011

Hoje a Paróquia de Santa Rita Celebra a procissão do Encontro. Uma procissão sairá do Ambulatório Santa Rita e, outra do ponto do ônibus 404.

Venha participar conosco! Nossa Paróquia está te esperando.

Abrace o que é bom

abril 19, 2011

Nossa vida tem muita mistura: na família, no grupo, na Igreja. Por isso, “examinai tudo: abraçai o que é bom”, ensina a Palavra. Temos a mania de abraçar tudo o que ouvimos. Temos de agir de modo diferente: examinar todas as situações e abraçar somente o que é bom.

Caso haja fofoca, examine e fique só com o que é bom. Se estiver a maior confusão em sua casa, se não houver entendimento, porque cada um diz uma coisa, examine tudo e abrace só o que é bom! Guarde-se de toda espécie de mal: mentira, fofoca, desânimo, tristeza.

Deus o abençoe!

(Trecho do livro “Orando com poder” de monsenhor Jonas Abib)

Fonte: Amiga Mariléia por e-mail

Jesus chorou quando Lázaro morreu (Jo 11,35)

abril 19, 2011

 

A Bíblia diz em (Gênesis 27,38), que quando Esaú soube que seu pai Isaque, tomado de engano, havia abençoado Jacó em seu lugar, levantou a sua voz e chorou.

 

A Bíblia diz em (Neemias 1,3-4), que quando Neemias soube que seus irmãos estavam em miséria e desprezo, àqueles que não tinham sido levados para o cativeiro, se assentou, lamentou e chorou.

A Bíblia diz em (Salmos 137,1), que quando os Israelitas cativos na babilônia se lembravam de Sião, choravam.

A Bíblia diz em (Mt 26,75), que quando o apóstolo São Pedro lembrou-se das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. Pedro chorou amargamente.

 

A Bíblia diz em (Lc 8,52), que todos choravam na casa de Jairo, um dos principais da sinagoga pela morte de sua filha.

É fato que à semelhança dos personagens bíblicos, quem dentre nós nunca chorou, nunca derramou uma lágrima? Choramos devido ao sofrimento, angústia e dor. Choramos de arrependimento. Choramos também de felicidade, pelo filho que nasce, pela conquista de um sonho, pelo reencontro com alguém que há muito tempo não se via e que amamos. Chorar é um ato corriqueiro na vida do ser humano. Na verdade, quando nascemos, já o fazemos à base do choro. Muito choro.

 

Choramos também devido aos nossos pecados. Davi no (Salmo 38,18b) declara: “Afligir-me-ei por causa do meu pecado”. Do que se queixa o homem senão dos seus pecados diz a Escritura.

Agora, o texto áureo desta mensagem (Jo 11,35), um dos menores versículos da Palavra de Deus, faz uma declaração impressionante. Ele diz que o profeta, sacerdote, rei e messias, o Filho do homem, Filho de Davi, o Deus encarnado, o Príncipe da paz, o Cordeiro de Deus, Aquele a quem foi dada toda autoridade no céu e na terra, Aquele perante o qual todo joelho se dobrará e toda língua confessará, Jesus, chorou.

O contexto em que o texto está inserido é a morte daquele a quem Jesus amava, seu amigo de Betânia, Lázaro. O verbo “chorou” empregado nesta passagem no original grego é “dakruo”, o que indica que Jesus verdadeiramente derramou lágrimas e depois pranteou em silêncio, visto que o (versículo 33) diz que quando Jesus viu Marta, irmã de Lázaro chorando e também os judeus, moveu-se muito em espírito e perturbou-se. Isso prova o amor do Deus feito homem por nós. Ele não é indiferente em relação ao nosso sofrimento. Mesmo sendo Ele a Ressurreição e a Vida, e tendo dito anteriormente aos seus discípulos que iria despertá-lo (versículo 11), Jesus chorou.

 

Uma questão a ser abordada é que nossas atitudes podem fazer Jesus alegrar-se ou chorar com relação a nós. Vejamos o que pode levar Jesus a chorar com relação à nossa vida:

Incredulidade: Em (Lc 19,41), a Bíblia diz, referindo-se à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho, em meio ao povo gritando “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor”, que quando Jesus ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela. Acontece que os judeus aguardavam um Messias político e esse mesmo povo que gritava “Hosana”, diante de Pilatos pediria para soltar Barrabás e crucificá-Lo. A palavra chorou, nesse caso, no grego significa “eklausen”, que é mais do que derramar lágrimas, é lamentação, pranto, soluço e clamor de uma alma em agonia em ver a incredulidade e a recusa em arrepender-se por parte dos judeus. A grande recusa em massa em não aceitar a salvação, e essa recusa pela pessoa de Jesus ocorre até os dias de hoje em Israel. Eles vivem do comércio religioso, porém, são incrédulos. Tal incredulidade também está presente por toda a terra e isso faz Jesus chorar.

Relacionamento superficial com base em interesses: Em (Is 29,13), o SENHOR declara por meio do profeta Isaías: “…Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens em que foi instruído”. Não é de hoje que o povo busca fazer barganha com Deus, 700 anos antes do nascimento de Jesus, essa já era uma prática comum. Isso com certeza faz Jesus chorar.

 

Desobediência, Injustiça, Devassidão, Idolatria, Adultério, Homossexualismo, Sodomia, Roubo, Avareza, Bebedice, Mentira, Feitiçaria, Homicídios, Estupros, Pedofília, Ira, Inimizade, Hipocrisia, Glutonária, Contenda, Prostituição, Fornicação, Impureza e coisas semelhantes a estas: Aqui é um compêndio de três textos bíblicos que dão uma noção geral do que faz Jesus chorar, e chorar a tal ponto de que, se quem pratica esses atos não se arrependerem, o que lhes estará reservado será o inferno, e lá serão eles que chorarão, pois diz a Bíblia que o inferno é um lugar de choro e ranger de dentes. ((1 Cor 6,9-10; Gl 5,20-21; Ap 21,8)


Devemos fazer Jesus sentir prazer como o nosso proceder e não tristeza. Se você tem derramado as lágrimas do arrependimento, se você tem rasgado o seu coração porque busca abandonar o pecado ou se o seu choro tem sido fruto de perseguições por você ser fiel a Jesus, há uma promessa de Deus pra sua vida no sermão do monte que diz: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” (Mt 5,4). Se você tem chorado por ver tamanha maldade e injustiça à sua volta, há um consolo da parte de Deus pra você.

Se você está em pecado, morto em seus delitos, pode ser que esteja vivo, porém, morto espiritualmente, mas Jesus tem poder para remover a pedra e gerar vida espiritual em você novamente.

Se você está chorando e quer entregar a sua vida com sinceridade para Jesus, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Sl 30,5)

Em Cristo

Anderson Vieira

Fonte: Enviado por e-mail pelo amigo Lucas Kind