Papa João Paulo II: Igreja ganha mais um beato

Agora sim, os fiéis católicos podem incluir, de maneira oficial, o nome de João Paulo II na ladainha dos beatos reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana.

A beatificação do primeiro papa polonês, Karol Wojtyla, acontecerá neste domingo, 1º de maio, na Praça São Pedro, no Vaticano, e será presidida pelo seu sucessor e amigo, papa Bento XVI. No Brasil, o evento será transmitido, ao vivo, pelo Sistema Canção Nova de Comunicação a partir das 5h (horário de Brasília).

Para a celebração são esperados 2,5 milhões de pessoas do mundo inteiro. Depois da Missa, a urna com os restos mortais de João Paulo II ficará exposta em frente ao altar central da Basílica de São Pedro para que todos os fiéis tenham a oportunidade de visitá-lo.

A multidão presente na Praça São Pedro no dia do funeral de João Paulo II, em 8 de abril de 2005, informalmente o aclamou santo súbito. Apesar do Vaticano ter regras rígidas para dar início ao processo de canonização, que podem levar vários anos para ser concluído, Josef Ratzinger, concedeu uma autorização especial. Ele permitiu a abertura imediata da causa de Karol Wojtyla em 2005, reconhecendo-o como Servo de Deus.

Funeral de João Paulo II
Realizado entre os dias 2 e 8 de abril de 2005, o funeral contou com a presença de diversos líderes mundiais e jornalistas do mundo todo. Três milhões de pessoas participaram, em Roma, e um número quase incontável acompanhou as celebrações pela cobertura dos meios de comunicação.

Beatificação
O processo de beatificação foi conduzido pelo sacerdote polonês, Slawomir Oder, e inclui pesquisas de escritos, entrevistas com pessoas que o conheceram mais de perto e testemunhos de milagres alcançados pela intercessão do novo beato. A beatificação do representará a mais rápida beatificação da atualidade, superando por poucos meses a de Madre Teresa de Calcutá, falecida em 1997 e beatificada em 2003.

Entre os inúmeros relatos enviados a padre Oder, um foi o escolhido. Trata-se da religiosa francesa, Marie Simon-Pierre. A freira de 49 anos foi curada do mal de Parkinson graças à intercessão do santo padre. O milagre, um passo determinante nesse processo, foi reconhecido em 2010 por uma comissão liderada pelo médico particular de Bento XVI, Patrizio Polisca.

Seu Pontificado
Ele destacou-se ao longo de seu pontificado pela “produção” de santos. Ao todo, foram proclamados 1338 beatos e canonizados 482 santos. Números que, somados, superam as beatificações e canonizações realizadas desde o século XV. Aliás, a exortação “o Brasil precisa de santos… muitos santos”, feita por ele em Florianópolis (SC), no dia 18 de outubro de 1991, foi um dos discursos que mais repercutiram no país após sua vista.

O convite de João Paulo II ecoou na maior nação católica do mundo. E como toda semente lançada em terra boa, deu fruto. Dezesseis anos depois, em 2007, o Papa Bento XVI veio ao Brasil e declarou Antônio de Sant’Ana Galvão como primeiro santo nascido em nosso país. A partir de então, outros testemunhos de fidelidade à fé cristã e amor ao próximo foram elevados à honra dos altares. Destaque para a baiana, Irmã Dulce. Conhecida como “Anjo Bom da Bahia”, a beatificação da religiosa que dedicou sua vida aos pobres tem data e local marcados: 22 de maio em Salvador (BA).

Com seu forte apelo à santidade e reconhecido como patrono da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, a ser realizada em agosto em Madri, na Espanha, João Paulo II continua a arrastar multidões. Em 1984, João Paulo II entregou aos jovens a cruz do Jubileu. “Vos confio a Cruz de Cristo! Levem-na pelo mundo todo, como sinal de amor do Senhor Jesus à humanidade e anunciem a todos que somente em Cristo morto e ressuscitado existe a salvação e redenção”, exortou na ocasião.

João Paulo II destacou-se por inúmeros motivos. Considerado um “Papa Magno”, por ter permanecido quase 27 anos como sucessor da cátedra de São Pedro, seu pontificado é o terceiro mais longo da história.

O Papa peregrino levou a Palavra de Deus e a mensagem de paz do cristianismo a 129 países. Seu carisma conquistou multidões por onde passou. Diante do seu caixão, pessoas poderosas se ajoelharam em respeito ao seu testemunho de que no mundo “não devem ser construídos muros para dividir, mas pontes para unir”.

Sinal externo dessa crença é a avaliação feita por analistas políticos que consideram João Paulo II como um dos maiores responsáveis pelo fim do comunismo no Leste Europeu e, consequentemente, a queda do Muro de Berlim.

Com informações: Canção Nova
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