Archive for maio \31\UTC 2011

O Papa bento XVI nos explica o sentido da Oração

maio 31, 2011

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje gostaria de dar início a uma nova série de catequeses. Depois das catequeses sobre os Padres da Igreja, sobre os grandes teólogos da Idade Média, sobre as grandes mulheres, gostaria de escolher um tema muito querido a todos nós: é o tema da oração, de modo específico da cristã, ou seja, a prece que Jesus nos ensinou e que a Igreja continua a ensinar-nos. Com efeito, é em Jesus que o homem se torna capaz de se aproximar de Deus com a profundidade e a intimidade da relação de paternidade e filiação. Com os primeiros discípulos, com confiança humilde, dirijamo-nos então ao Mestre e peçamos-lhe: «Senhor, ensina-nos a rezar» (Lc 11, 1).

Nas próximas catequeses, aproximando-nos da Sagrada Escritura, da grande tradição dos Padres da Igreja, dos Mestres de espiritualidade e de Liturgia, queremos aprender a viver ainda mais intensamente a nossa relação com o Senhor, quase uma «Escola de oração». Com efeito, sabemos que a oração não se deve dar por certa: é preciso aprender a rezar, quase adquirindo esta arte sempre de novo; mesmo aqueles que estão muito avançados na vida espiritual sentem sempre a necessidade de se pôr na escola de Jesus para aprender a rezar autenticamente. Recebemos a primeira lição do Senhor através do seu exemplo. Os Evangelhos descrevem-nos Jesus em diálogo íntimo e constante com o Pai: é uma profunda comunhão daquele que veio ao mundo não para fazer a sua vontade, mas a do Pai que O enviou para a salvação do homem.

Nesta primeira catequese, como introdução, gostaria de propor alguns exemplos de oração presentes nas antigas culturas, para relevar como, praticamente sempre e em toda a parte o homem se dirigiu a Deus.

Por exemplo, no antigo Egipto um homem cego, pedindo à divindade que lhe restituísse a vista, atesta algo de universalmente humano, que é a pura e simples prece de pedido da parte de quem se encontra no sofrimento, este homem reza: «O meu coração deseja ver-te… Tu que me fizeste ver as trevas, cria a luz para mim. Que eu te veja! Debruça sobre mim o teu rosto dilecto» (A. Barucq — F. Daumas, Hymnes et prières de l’Egypte ancienne, Paris 1980, trad. it. em Preghiere dell’umanità, Brescia 1993, p. 30). Que eu te veja; eis o núcleo da prece!

Nas religiões da Mesopotâmia predominava um sentido de culpa arcano e paralisador, porém não desprovido da esperança de resgate e de libertação da parte de Deus. Assim podemos apreciar esta súplica da parte de um fiel daqueles cultos antigos, que ressoa assim: «Ó Deus, que és indulgente também na culpa mais grave, absolve o meu pecado… Olha, Senhor, para o teu servo arrasado, e sopra a tua brisa sobre ele: perdoa-o sem demora. Alivia a tua punição severa. Livre dos vínculos, faz com que eu volte a respirar; quebra a minha cadeia, liberta-me dos laços» (M.-J. Seux, Hymnes et prières aux Dieux de Babylone et d’Assyrie, Paris 1976, trad. it. em Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 37). Trata-se de expressões que demonstram como o homem, na sua busca de Deus, intuiu, embora confusamente, por um lado a sua culpa, mas por outro também aspectos de misericórdia e de bondade divina.

No contexto da religião pagã da Grécia antiga assiste-se a uma evolução muito significativa: as preces, embora continuem a invocar o auxílio divino para obter o favor celeste em todas as circunstâncias da vida diária e para alcançar benefícios materiais, orientam-se progressivamente para os pedidos mais desinteressados, que permitem ao homem crente aprofundar a sua relação com Deus e tornar-se melhor. Por exemplo, o grande filósofo Platão cita uma prece do seu mestre Sócrates, considerado justamente um dos fundadores do pensamento ocidental. Assim orava Sócrates: «Fazei que eu seja bonito dentro. Que eu considere rico quem é sábio, e que de dinheiro eu só possua quanto o sábio puder tomar e levar. Não peço mais» (Obras I. Fedro 279 c., trad. it. P. Pucci, Bari 1966). Gostaria de ser sobretudo bonito dentro e sábio, e não rico de dinheiro.

Aquelas obras-primas excelsas da literatura de todos os tempos, que são as tragédias gregas, ainda hoje, depois de vinte e cinco séculos, lidas, meditadas e representadas, contêm preces que exprimem o desejo de conhecer a Deus e de adorar a sua majestade. Uma delas reza assim: «Sustento da terra, que imperas sobre a terra, quem quer que sejas, difícil de ser entendido, Zeus, sê tu a lei de natureza ou de pensamento dos mortais, dirijo-me a ti, uma vez que tu, procedendo por caminhos silenciosos, guias as vicissitudes humanas segundo a justiça» (Eurípides, As Troianas, 884-886, trad. it. G. Mancini, em Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 54). Deus permanece um pouco nebuloso e todavia o homem conhece este Deus desconhecido e ora àquele que guia os caminhos da terra.

Também para os Romanos, que constituíram aquele grande Império em que nasceu e se difundiu em grande parte o Cristianismo das origens, a oração, embora associada a um conceito utilitarista e fundamentalmente vinculado ao pedido da salvaguarda divina sobre a vida da comunidade civil, abre-se às vezes a invocações admiráveis pelo fervor da piedade pessoal, que se transforma em louvor e acção de graças. É testemunha disto um autor da África romana do século ii d.C., Apuleio. Nos seus escritos, ele manifesta a insatisfação dos contemporâneos em relação à religião tradicional e o desejo de uma relação mais autêntica com Deus. Na sua obra-prima, intitulada Metamorfoses, um crente dirige-se a uma divindade feminina com estas palavras: «Tu és santa, tu és em todo o tempo salvadora da espécie humana, na tua generosidade tu dás sempre ajuda aos mortais, tu ofereces aos miseráveis em dificuldade o doce carinho de uma mãe. Nem um dia nem uma noite, nem qualquer instante, por mais breve que seja, passa sem que tu o cumules com os teus benefícios» (Apuleio de Madaura, Metamorfoses IX, 25, trad. it. C. Annaratone, em Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 79).

Nesse mesmo período, o imperador Marco Aurélio — que também era um filósofo que meditava sobre a condição humana — afirma a necessidade de rezar para estabelecer uma cooperação fecunda entre acção divina e acção humana. Nas suas Recordações, ele escreve: «Quem te disse que os deuses não nos ajudam inclusive naquilo que depende de nós? Portanto, começa a pedir-lhes e verás» (Dictionnaire de Spiritualitè XII/2, col. 2213). Este conselho do imperador filósofo foi realmente posto em prática por inúmeras gerações de homens antes de Cristo, demonstrando assim que a vida humana sem a oração, que abre a nossa existência ao mistério de Deus, permanece desprovida de sentido e de referência. Com efeito, em cada prece manifesta-se sempre a verdade da criatura humana, que por um lado experimenta a debilidade e a indigência e por isso pede auxílio ao Céu e, por outro, é dotada de uma dignidade extraordinária porque, preparando-se para acolher a Revelação divina, se descobre capaz de entrar em comunhão com Deus.

Caros amigos, nestes exemplos de orações das várias épocas e civilizações sobressai a consciência que o ser humano tem sobre a sua condição de criatura e da sua dependência de Outro, que lhe é superior e fonte de todo o bem. O homem de todos os tempos reza porque não consegue deixar de se interrogar sobre o sentido da sua existência, que permanece obscuro e desolador, se não se puser em relação com o mistério de Deus e do seu desígnio acerca do mundo. A vida humana é um entrelaçamento de bem e de mal, de sofrimento imerecido e de alegria e beleza, que espontânea e irresistivelmente nos impele a pedir a Deus a luz e a força interiores que nos socorram na terra e descerrem uma esperança que vá para além dos confins da morte. As religiões pagãs permanecem uma invocação que, da terra, espera uma palavra do Céu. Um dos últimos grandes filósofos pagãos, que viveu já em plena época cristã, Proclo de Constantinopla, dá voz a esta expectativa, dizendo: «Incognoscível, ninguém te contém. Tudo o que pensamos pertence a ti. Estão em ti os nossos males e os nossos bens, de ti depende todo o nosso anseio, ó Inefável, que as nossas almas sentem presente, elevando-te um hino de silêncio» (Hymni, ed. E. Vogt, Wiesbaden 1957, em Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 61).

Nos exemplos de oração das várias culturas, por nós considerados, podemos ver um testemunho da dimensão religiosa e do desejo de Deus inscrito no coração de cada homem, que recebem cumprimento e plena expressão no Antigo e no Novo Testamento. Com efeito, a Revelação purifica e leva à sua plenitude o anseio originário que o homem tem de Deus, oferecendo-lhe na oração a possibilidade de uma relação mais profunda com o Pai celeste.

Então, no início deste nosso caminho na «Escola da oração», queremos pedir ao Senhor que ilumine a nossa mente e o nosso coração, a fim de que a relação com Ele na oração seja cada vez mais intensa, afectuosa e constante. Mais uma vez, digamos-lhe: «Senhor, ensina-nos a rezar» (Lc 11, 1).

Fonte:  Site do vaticano

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Reflexão do dia: Medite esta beleza e coloque paz em seu coração

maio 27, 2011

Quando a natureza se confunde com a arte!

À primeira vista parece a obra de uma criança equipada com uma caixa de lápis de cor. Ou quem sabe as listras de roxo, amarelo, vermelho, laranja, rosa e verde de uma colcha de retalhos.

No entanto, longe de ser o caderno de uma criança ou uma cama de casal, isto é, de fato, o Norte da Holanda, antes do verão europeu, onde mais de 10 mil hectares são dedicados ao cultivo dessas flores delicadas. A paisagem holandesa em maio é um caleidoscópio vertiginoso de cores, com as tulipas estourando em vida.

Os bulbos foram plantados no final de outubro e início de novembro passado, e estas criações coloridas estão agora prontas para serem colhidas e vendidas como bouquet de flores em floriculturas e supermercados.

Mais de três bilhões de tulipas são plantadas a cada ano na Holanda e dois terços dessas flores de cores tão vibrantes são exportados, principalmente para os EUA e Alemanha. Os maiores campos de tulipas na Holanda podem ser encontrados nos jardins de tulipas Keukenhof.


Irmã Dulce – rogai por nós

maio 27, 2011

IRMÃ DULCE E O AMOR AOS POBRES

Ir. Dulce é conhecida não apenas em Salvador ou na Bahia, mas como em todo o Brasil. Caso alguém a invoque provavelmente recordará dos tantos títulos dados pelo povo a quem tão devotamente serviu: Mãe dos Pobres, Mães dos Inválidos, Anjo Bom da Bahia.
O que muitas pessoas não sabem – ou sequer relacionam como a vida dessa religiosa – é que todo o seu ardor apostólico brotava da sua radical adesão ao Cristo Crucificado. Ir. Dulce ofereceu a sua vida em honra ao Verbo encarnado. De fato, não apenas manteve prudentemente a sua vela acesa como foi incansável no esforço de encaminhar quantas almas pudesse para o redil de Nosso Senhor.
Nos tempos atuais, quando vem tornando-se comum uma visão horizontal das relações humanas, rompendo com o sagrado e a vocação natural do homem de buscar a Deus, Ir. Dulce deu um testemunho avassalador de coerência e amor aos pobres. Ela, mais do que qualquer teórico da luta de classes ou de adeptos das mais estapafúrdias teses “reinocêntricas”, era confrontada a cada dia com as misérias da sociedade e as injustiças do mundo moderno. Não obstante, o seu esforço não estava voltado para a reflexão ideológica e material, mas sim para a prática do amor aos mais necessitados como conseqüente causa da experiência pessoal com e em Cristo.
Ir. Dulce fundara o Círculo Operário da Bahia – com o apoio dos frades menores – preocupada com a triste condição de vida do operariado soteropolitano. Entretanto, assim como os franciscanos, sempre se manteve distante das discussões políticas e, juntamente com a assistência eclesiástica dada no Círculo, jamais permitiu a perda do fervor religioso e a ascensão das idéias comunistas dentro das suas fileiras. Não que faltassem incursões dos grupos de esquerda, mas a piedade daqueles bons proletários católicos desfavorecia qualquer ideologização.
A força de Ir. Dulce sempre fora a oração, o amor a Cristo e às práticas de piedade. Jamais deixara a sua Santa Comunhão diária e a devoção mariana e ao glorioso Santo Antônio de Lisboa. Oferecia os seus pobres como pérolas à Virgem Maria. Ademais, sempre teve em mente o sentido da sua vocação. Nunca se esquecera daquela experiência religiosa determinante na sua convicção vocacional; ainda jovem, na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, ficara fascinada com aquela cena que parecia ser uma pintura digna das mais impactantes telas barrocas: um ser de branco rasgara os raios de luz que atravessavam as janelas e cortavam toda a nave. Pensou que se tratava de um anjo, mas viu que era uma freira que testemunhava a sua consagração no hábito que usava. A força desse evento foi tão importante que a então Maria Rira, sem saber ao certo de qual Congregação se tratava, até mesmo desconhecendo a vida daquela religiosa, resolvera oferecer a sua vida a Deus como mais uma Missionária de Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Mais tarde a Superiora Geral, quando as obras de Ir. Dulce já eram grandiosas e de conhecido respeito em toda Salvador, irá obrigá-la a fazer uma triste decisão: ou largar o seus apostolados – estava atrapalhando a vida comunitária e contemplativa, alegara – ou retirar-se da Congregação. Para o Anjo bom da Bahia foi um momento de dor e provação. Depois de consultar-se com santos e doutos sacerdotes e auxiliada pelo então Administrador Apostólico da Arquidiocese Primaz do Brasil, D. Eugênio Sales – mais tarde Bispo titular e Cardeal da Bahia – resolveu pedir a desenclausuração. Não saía da Congregação, mas vira nesse meio a única forma de cumprir não o seu desejo, mas a vontade de Deus nos pobres.
Viveu dez anos fora da comunidade, já que o Convento de Santo Antônio, onde residia com as suas Irmãs, ao lado das Obras Assistenciais, foi desativado e as religiosas transferidas para o Colégio Santa Bernadete. Ainda sendo liberada pelo Cardeal para usar qualquer vestimenta, devido ao acontecido, jamais largou aquele hábito azul e branco que a marcara na mocidade e, assim, tornou-se a única religiosa da sua Congregação na Bahia a não aderir ao modelo reformado e ao não uso que logo veio a ser ordinário.
A sua piedade, confiança na Providência e amor gratuito fazia com que tivesse livre acesso tanto aos casarões da Vitória como às palafitas de Alagados, ao palácio do Governador e às favelas de Maçaranduba. Como a mesma intimidade com que tratava tuberculosos e leprosos dialogava com Dr. Norberto Odebrecht e Dr. Ângelo Calmon de Sá, amigos íntimos e benfeitores.
Os seus gestos e as suas ações falavam de uma religiosa que depois de prostrar-se em adoração ao Jesus-Hóstia saía pelas ruas não para libertar os pobres da opressão ou para incendiá-los com o fogo da paixão ideológica, mas sim para apresentá-los ao Amor encarnado, para uni-los fortemente a Cristo na Sua Igreja através dos Sacramentos. Como filhos de Deus, feitos à Sua imagem e semelhança, os homens eram merecedores da salvação e de gozar de uma vida digna. Esse era o anúncio feito por Ir. Dulce.
Ao longo da sua vida essa Mãe dos Pobres testemunhou a sua radical confiança na Providência e uma sólida convicção no amor de Cristo aos homens. Num inverno muito rigoroso em Salvador, Ir. Dulce ficara doente e não pudera sair pelas ruas distribuindo agasalhos e recolhendo seus pobres para o albergue. A luz da sua cela tornara-se um farol em meio ao mar da miséria, onde homens e mulheres quase congelados gritavam implorando por um cobertor. A religiosa, tomada pela febre, depois de lançar tudo o que tinha – só não distribuíra as poucas vestes que restavam porque foi impedida pelas irmãs – resolvera então descer até a capela e rezar, pedindo a Deus que zelasse por aqueles filhos. Depois da sua oração ordenara que, em procissão, a imagem de Santo Antônio fosse levada até o lado de fora, ainda que as outras religiosas não indicassem pelo frio e por ela encontrar-se enferma. Nada feito! A imagem foi colocada no passeio. Alguns minutos depois, estando em prece no oratório, ouviu um forte estrondo e, ao sair, deparou-se com uma caminhonete que quase se acidentara no muro do Convento. Dela saiu um homem com um rosto já conhecido por ela e pelas irmãs, mas que não sabiam considerar a origem. Começara a tirar cobertores do carro que, imediatamente, foram sendo agarrados pelos miseráveis. O rapaz misterioso, sem dizer uma palavra, entrou no carro e se foi. Qual a surpresa dessas religiosas quando, ao se lembrarem do coitado do Santo Antônio esquecido na friagem, reconheceram claramente aquela face, sabiam finalmente quem era aquele homem: sim, o mais pobre dos filhos de São Francisco viera ao socorro da sua filha querida, a glória de Portugal e orgulho da Itália, Antônio!
Quanta humildade e amor aos necessitados! Ao perambular por Salvador em busca de doações para a compra do terreno onde seria construído o hospital, entrara numa venda e abordara o dono pedindo auxílio para os miseráveis. Estendeu a sua mão e recebeu em resposta uma cusparada! Na sua mais genuína mansidão respondeu: Sim, meu senhor, isto é para mim, agora dê-me alguma coisa para os meus pobres!
Ir. Dulce tornou-se o Anjo Bom da Bahia não apenas porque construíra uma das maiores obras caritativas desse país confiando apenas na Providência, mas sim porque fez a escolha fundamental de amar a Cristo e ser fiel a Ele. No dia do julgamento, quando essa Mãe dos Inválidos for questionada se O vestiu quando estava nu, se O deu de beber quanto estava com sede, se O deu de comer quando sofria de fome, se O viu nos mais pequeninos, poderá responder, gloriosamente, que sim, que tudo ela fez por amor e pelo Amor!
Fonte: amiga por e-mail

Jornal Folha de Santa Rita

maio 27, 2011

Já está na paróquia o jornal Folha de Santa Rita. Ele é distribuido gratuitamente.

Pegue o seu!

A consciência moral

maio 26, 2011

 

Luís Eugênio Sanábio e Souza

              ESCRITOR

“No fundo da própria consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo mas a ela deve obedecer; essa voz, que sempre o está a chamar ao amor do bem e fuga do mal, soa no momento oportuno, na intimidade do seu coração: faze isto, evita aquilo. O homem tem no coração uma lei escrita pelo próprio Deus; a sua dignidade está em obedecer-lhe, e por ela é que será julgado. A consciência é o núcleo mais secreto e o sacrário do homem, no qual se encontra a sós com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser” (Concílio Vaticano II: GS nº 16).

Considerando que só Deus, o Bem supremo, constitui a base irremovível e a condição insubstituível da moralidade, o memorável Papa João Paulo II explicou que “a consciência não é uma fonte autônoma e exclusiva para decidir o que é bom e o que é mau; pelo contrário, nela está inscrito profundamente um princípio de obediência relacionado com a norma objetiva, que fundamenta e condiciona a conformidade das suas decisões com os mandamentos e as proibições que estão na base do comportamento humano” (Papa João Paulo II : encíclica Veritatis splendor nº 60). Deste modo, o Bem supremo (Deus) e o bem moral encontram-se na verdade: a verdade de Deus Criador e Redentor e a verdade do homem criado e redimido por ele.
O ser humano tem o direito de uma justa liberdade para seguir o juízo certo de sua consciência, mas nos juízos da nossa consciência, sempre se esconde a possibilidade do erro. Pode acontecer que a consciência moral esteja na ignorância e faça juízos errôneos. Muitas vezes esta ignorância pode ser imputada à responsabilidade pessoal. É o que acontece quando o homem não se preocupa suficientemente com a procura da verdade e do bem, e a consciência pouco a pouco, pelo hábito do pecado, se torna quase cega. Neste caso, a pessoa é culpável pelo mal que comete. Se, ao contrário, a ignorância ou o julgamento errôneo não for da responsabilidade do sujeito moral, o mal cometido pela pessoa não lhe poderá ser imputado. Mas nem por isso deixa de ser um mal, uma privação, uma desordem. É preciso trabalhar, pois, para corrigir a consciência moral de seus erros.

Às vezes o homem depara com situações que tornam o juízo moral menos seguro e a decisão difícil. Vale então lembrar algumas regras que se aplicam a todos os casos: 1º) Nunca é permitido praticar um mal para que daí resulte um bem (o fim não justifica os meios); 2º) “Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazeio-os vós a eles” (Mateus 7,12); 3º) É preciso respeitar a consciência do próximo. É bom se abster de tudo o que seja causa de tropeço, de queda ou enfraquecimento para teu irmão.

Por fim, lembremo-nos da seguinte expressão dita por um memorável cardeal recentemente beatificado: “A consciência tem direitos, porque tem deveres” (Cardeal John Henry Newman, século XIX).

A Festa de Santa Rita foi um sucesso

maio 25, 2011

Queremos compartilhar nossa fé com todos que celebraram a Festa de Santa Rita de Cássia. Temos certeza de que foi um momento de encontro com Deus. Muitas pessoas com o coração quebrado, infeliz encontraram na Palavra de Deus proclamada, o dia todo, nas 9 Missas, alívio.

A todos nossos leitores ofertamos estas rosas

A Santa dos casos impossíveis

maio 25, 2011

No final de semana passado celebramos o dia de Santa Rita de Cássia – a Santa dos casos impossíveis. Mas, por que santa Rita é considerada a Santa dos casos impossíveis? Esta pergunta tem uma resposta muito interessante. È que, ainda em vida, Santa Rita já fazia milagres. Relatos da cidade italiana de Cássia contam que muitas pessoas acorriam ao mosteiro das monjas agostinianas para receberem a bênção de irmã Rita e eram curadas.

            Alguns fatos chamam a nossa atenção: o primeiro deles é que Santa Rita, nos últimos quatro anos de vida, alimentou-se somente da Sagrada Eucaristia. Não comia mais nada. Somente o Pão eucarístico lhe sustentava. Isso faz-nos lembrar da Lola da nossa vizinha cidade de Rio Pomba. Lola viveu a maior parte de sua vida alimentando somente da Hóstia Consagrada. Milagre Eucarístico! Aliás, não é motivo de espanto, antes, é o cumprimento da promessa de Jesus: Eu sou o Pão que desceu do céu e, quem como deste pão não terá fome ou sede. È legal dizer isso, também, porque é na arena da Igreja Católica que isso acontece. Não se tem notícias de que em outras religiões isso acontece. Somente na Igreja católica. O que pode parecer impossível para as outras religiões, para o catolicismo é real. Acontece.

            Há um diferencial em ser católico: somos uma nação de Santos e de Santas. Isso não é a fala d um padre, mas do primeiro Papa – São Pedro: Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa. (Cf. 1º São Pedro 2, 9). È assim que Deus nos vê, a nossa religião! Somos, pelo nosso batismo, desde criancinhas Sacerdotes, Profetas e Reis. Confio plenamente que somos, enquanto católicos, uma nação santa, um povo consagrado, desde criança, quando recebemos o nosso batismo.

            Outro fato importante na vida de Santa Rita é que, poucos dias antes de sua morte, ela pediu à sua prima uma rosa. Mas encontrar uma rosa, naquela época do ano, era impossível. O tempo estava muito frio e o gelo da neve matava as rosas. Sua prima, apesar de crer que irmã Rita estivesse variando, pois pedir uma rosa naquela estação do ano parecia absurdo, foi conferir no jardim se havia qualquer rosa. Entretanto, para sua surpresa, quando chegou ao jardim, encontrou uma linda rosa no meio da gelo. Contrariando todas as possibilidades climáticas a rosa estava lá sinalizando a santidade de Santa Rita. Então, muito espantada, mas com o coração radiante, sua prima ofereceu-lhe a rosa “impossível”. Porém, o mais belo estava por vir, mas isto contarei na próxima semana.

Com a intercessão de Santa Rita e minhas bênçãos sacerdotais,

Pe. Camilo

Paróquia de Santa Rita: um canteiro de obras

maio 19, 2011

A reforma das calhas no alto e embaixo, ou seja, no passeio da Igreja. Nossa Paróquia está ficando cada vez mais bonita porque você devoto nos ajuda. Deus te cubra de bênçãos por tudo que você faz pela evangelização. Visite-nos! No proximo dia 22 vamos servir arroz de carreteiro e macarrão à Italiana a 3 reais o prato. Venha almoçar conosco e ajudar-nos nas obras que você eetá podendo conferir pelas fotos. Temos agora que pintar a Igreja.  
Na foto vemos uma máquina e um caminhão tirando entulhos do pátio da Igreja. Tudo isso para evitar dengue, ratos e outras sujeiras mais. A saúde pública também é evangelização.  

Nestas fotos você pode apreciar o seu dízimo virando obras para Deus. Quem ajuda a Paróquia de Santa Rita vê sua ajuda dando frutos. Nas fotos seguintes temos a troca do telhado e a recuperação do engradamento. depois podemos ver a carreta que trouxe as telhas novas de Santa Catarina. Foram 28 toneladas de telhas. Tudo isso graças ao seu dízimo e sua oferta. Deus lhe pague!

Veja os produtos que serão vendidos durante a festa de Santa Rita. Adquira o seu.

maio 18, 2011

Beato João Paulo II: Nosso modelo e intercessor

maio 17, 2011

Internamente João Paulo II é lembrado como o missionário incansável, o peregrino de Deus, o Papa do perdão, o Papa da Eucaristia e da Igreja de Jesus Cristo, sobretudo com a encíclica Ecclesia de Eucharistia; do valor inalienável do Domingo, dia do Senhor, e da vida sacramental assídua, com a Dies Domini; da devoção mariana que re-ensinou aos católicos a rezar o rosário, introduzindo mais uma contemplação dos mistérios luminosos, com a exortação apostólica Rosarium Virginis Mariae; da valorização dos ministérios ordenados e da pastoral vocacional, com a exortação Pós-Sinodal, Pastores Dabo Vobis e com as amorosas cartas que enviava aos padres do mundo inteiro por ocasião das Quintas-feiras Santas; da salutar firmeza nas orientações doutrinais, na ortodoxia e na moralidade dos costumes; na busca dos conselhos evangélicos da obediência, castidade e pobreza; afinal, da procura incessante e sempre progressiva da santidade pessoal.

À lista dos poucos documentos aqui citados, podemos elencar uma infinidade de outros que enriquecem as nossas bibliotecas e agigantam o patrimônio espiritual e moral da história humana.

            João Paulo viveu para Deus e morreu como morrem os santos. Nos últimos momentos de sua existência, em seu leito de dor nos aposentos pontifícios, ergueu a mão direita como se desejasse dar sua última bênção a toda a humanidade, pronunciou em som audível a palavra amém e deu seu último suspiro, partindo definitivamente para a casa do Pai, à vista dos que rezavam em seu quarto.
            Tive oportunidade de participar da liturgia de seu funeral em Roma, ocasião em que contemplei maravilhas do céu acontecendo na terra. Além da multidão inigualável que, de todas as partes do mundo, veio a Roma para ver o Papa, entre a qual estava um grupo imensamente grande de jovens, vi centenas de chefes de Estado ou representantes diplomáticos que se dobravam reverentes, sem nenhum preconceito, diante de seu féretro exposto diante do altar da Confissão na basílica vaticana. Vi pessoas de alto nível intelectual dar declarações inimagináveis sobre este extraordinário ser humano que foi Karol Voitila, e vi milhares de pessoas de todas as classes se encantarem, em silêncio, diante deste grande Pastor, homem de Deus e irmão de todos. Vi que as expressões escritas ou faladas na Praça de São Pedro naquele dia, quando se pedia à Igreja que o canonizasse logo, com os dizeres em italiano “Santo Súblito”, ou seja, Santo Imediatamente”, se tornariam uma profecia, que agora vemos realizada.
            Em consonância com todos os que o conheceram mais de perto, e dos que amam a Jesus Cristo, podemos afirmar: em João Paulo II, de fato, ganhamos um santo no céu.
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de fora