Archive for março \31\UTC 2012

Programação da Semana Santa na Paróquia de Santa Rita 2012

março 31, 2012

Programação Semana Santa 2012

  • 22/03

Mutirão de confissões, às 20h, na matriz.

  • 25/03 à 31/03

– Setenário das Dores, às 19h, na matriz.

  • Domingo de ramos (01/04)

–  07h30: Concentração e Benção dos Ramos no Ambulatório Santa Rita seguida de procissão até a matriz.

07h30: Concentração e Benção dos Ramos no Colégio Santa Clara seguida de procissão até a Matriz onde se encontrarão as duas procissões para a Santa Missa.

17h: Celebração da Palavra na Capela São Lucas.

19h: Missa na Matriz.

  • Segunda (02/04) – Procissão do Depósito

19h: Missa na Matriz, após procissão até o Colégio Santa Clara.

  • Terça (03/04) – Procissão do Encontro

19h15: Missa em frente ao Ambulatório Santa Rita, após procissão com a imagem de Nossa Senhora das Dores até o adro da matriz (por conta da Comunidade Santa Maria).

19h: Missa no Colégio Santa Clara, após procissão com a imagem de Nosso Senhor dos Passos até o adro da matriz de onde será proferido o Sermão do Encontro.

  • Quarta (04/04) – Via-Sacra

19h: Missa na Matriz, logo após Via-Sacra no adro da Igreja. Nas comunidades haverá Celebração da Palavra e logo após Via-Sacra.

 

Tríduo Pascal

  • Quinta-feira Santa (05/04)

09h: Missa do Crisma na Catedral com bênção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais.

16h: Lava-pés das Crianças na Matriz.

20h: Celebração da Santa Ceia nas Comunidades Santa Maria e São Lucas, e após Adoração ao Santíssimo Sacramento.

20h: Missa solene da Santa Ceia na Matriz, após Adoração ao Santíssimo Sacramento até às 24h no Salão Paroquial (CEB).

  • Sexta-feira da Paixão (06/04)

15h: Solene ação litúrgica, na Matriz, em São Lucas e Santa Maria.

19h: No Adro da Matriz Sermão do descendimento da cruz proferido pelo Padre Antonio Camilo de Paiva. Em seguida procissão do enterro, com a participação da Banda de Música da cidade de Bias Fortes.

– * Dia de Jejum e abstinência.

  • Sábado de Aleluia (07/04)

20h: Missa da Ressurreição na matriz e celebração da Ressurreição em São Lucas e Santa Maria.

  • Domingo – Páscoa do Senhor (08/04)

07h30: Procissão da ressurreição saindo do Colégio Santa Clara para a Matriz, seguida da Santa Missa.

10h30: Batizados.

Celebração em Santa Maria, às 09h, e em São Lucas, às 17h.

19h: Missa na Matriz.

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Celebração Penitencial

março 31, 2012

Amanhã, Domingo de Ramos temos celebração penitencial para casais às 16h na Igreja de Santa Rita. Bairro Bonfim, Juiz de Fora.

março 27, 2012

“Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis”. (Jo 5, 43)

            Depois das polêmicas das últimas semanas envolvendo Igreja Evangélicas não posso deixar de comentar os fatos com os fiéis católicos. O versículo que dá título ao nosso editorial, tirado do evangelho de São João, Jesus parece desabafar e ao mesmo tempo profetizar: Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis (Jo 5, 43). Mas é exatamente isso que vem acontecendo. Jesus se faz presente, na Hóstia consagrada em nossas Igrejas, mas muitos preferem o Apóstolo Vademiro, o Bispo Edir Macedo, o Missionário RR Soares, o Pastor Silas Malafaia que diz ser a “voz que Deus levantou neste país”. Como se pode ver todos vêem  que agem em nome próprio. Quem nomeou a Vademiro Apostolo? Quem nomeou o Edir Macedo Bispo? Quem nomeou o RR Soares Missionário? Quem nomeou o Malafaia a Voz de Deus neste país? Eles mesmos se auto-intitularam. Cumpre-se, então, a profecia de Jesus: Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis (Jo 5, 43).

            Nesta edição você conhecerá a lamentável história do pastor que dizia acalmar rebeliões, mas na verdade era farsa. O cara ficou famoso, mas às custas do sofrimento dos outros. A reportagem a que me refiro foi tirada da revista Veja (14 de Março 2012). No dia 18 de Março explodia da Rede Record de Televisão a “guerra” Edir Macedo x Valdemiro Santiago. Acusações dos dois lados, o fato é que Valdemiro Santiago foi bispo da Igreja do Edir Macedo. Em vários programas de TV do Valdemiro, ele está desafiando o Edir Macedo para um debate na TV e assim, diante das câmeras quebrar o sigilo de ambas as contas bancarias e ver quem tem mais dinheiro. Eu estou doido para ver quem ganha. Mas enquanto isso não acontece fica aí a profecia de Jesus: Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis (Jo 5, 43).

Reflexão do dia: O braço do crucifixo

março 26, 2012

O braço do crucifixo

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá (AP)

Numa antiga catedral, pendurado a uma grande altura, está um enorme crucifixo de prata que possui duas particularidades. A primeira é a coroa de espinhos sobre a cabeça da estátua de Jesus: toda feita em ouro maciço e ornamentada de pedras preciosas. O seu valor é incalculável. A segunda particularidade é que o braço direito da imagem de Jesus está afastado da cruz e pende no vazio. Uma história explica o que aconteceu.

Numa noite de muitos anos atrás, um ladrão corajoso e com jeito de acrobata planejou roubar a esplêndida coroa de ouro e pedras preciosas. Amarrou uma corda numa das janelas ao redor da abóbada central, acima do crucifixo, e desceu por ela até a cruz. No entanto a coroa estava solidamente fixada na cabeça da estatua e o ladrão tinha só uma faca para tirá-la. Enfiou a faca de baixo da coroa e começou a mexer com todas as suas forças. Pelejou por muito tempo suando e bufando. A lâmina da faca quebrou, e a corda também se desprendeu da janela porque não aguentou tanta agitação. O ladrão ia se espatifar no chão da catedral, mas, de repente, o braço do crucifixo o agarrou e o segurou. Sorte grande a do ladrão! Na manhã seguinte, os zeladores da igreja o encontraram lá em cima, são e salvo. O braço do crucifixo, ainda, o estava segurando. A história não revela mais detalhes, portanto não dá para conferir, mas acolhemos com simplicidade a mensagem.

Estamos chegando perto da Páscoa e, por isso, somos convidados a olhar com mais atenção a Jesus crucificado. No evangelho deste domingo, ele nos fala do grão de trigo que, para produzir frutos, deve morrer. De outra forma, continuaria sendo apenas um grão de trigo. É uma comparação clara para nos convencer a fazer da nossa vida um dom. Jesus garante que quem quiser segurar a própria vida, no final, irá perdê-la, mas quem a tiver doado com generosidade a conservará para a vida eterna. Mais uma vez somos chamados a tomar uma decisão sobre o nosso jeito de viver. Ser cristão é crer no Filho que o Pai enviou e viver seguindo o seu exemplo. O amor de Jesus foi até a cruz, portanto ele pode pedir uma resposta generosa de nossa parte porque, por primeiro, ele nos amou até o último suspiro de sua vida terrena.

Aprendemos também, no evangelho, que um grupo de gregos pede ao apóstolo Filipe para poder “ver” Jesus. Talvez seja também a nossa legítima e, às vezes, angustiante curiosidade. No entanto a resposta que ele nos dá ajuda a entender que apenas vê-lo  ainda não significa acolhê-lo e, menos ainda, amá-lo e segui-lo no caminho da cruz. Em outras palavras, parece-me, que Jesus nos convide a passar de um conhecimento visual ou intelectual a um seguimento real e amoroso, tornando-nos “servidores” dele, aprendendo com ele a servir e não a dominar; a doar a nossa vida para o bem dos irmãos, em lugar de, quem sabe, aproveitar-nos deles, ou até tirar-lhes a vida ou o necessário para viver. O nosso verdadeiro encontro com Jesus passa pela cruz; somente quem consegue sair do seu egoísmo e compadecer-se pelos sofrimentos dos irmãos começa a perceber o quanto grande foi o amor gratuito dele. De outra maneira, o que pensamos ser o nosso conhecimento sobre o Senhor não passará de discussões e debates feitos de palavras. Jesus não nos salvou com teorias ou projetos mirabolantes, ele assumiu a nossa condição humana até a morte e nos mostrou o único caminho para uma verdadeira mudança.

Quantos planos de reformas, bonitos e bem estudados em si, não saem do papel simplesmente porque ninguém quer renunciar a nada, porque todos querem – ou queremos – ficar agarrados aos nossos privilégios, disfarçados, às vezes, de direitos? Hoje parece impensável, vergonhoso e sinal de derrota, perder alguma coisa. Perder algo, fique claro, para que outros possam ganhar em dignidade, saúde, felicidade e vida plena. Assistimos a uma disputa desenfreada para conseguir mais. Qualquer coisa serve: dinheiro, prestígio, poder. Como se tudo fosse sem fim e sem limites. Jesus fala de “perder” não um pouco do nosso salário, um jogo, ou uma disputa eleitoral, mas de perder, doando-a, a nossa própria vida. É quando a doamos que encontraremos novamente, bem guardada, como um tesouro imperecível no céu.

Somos todos, um pouco, como aquele ladrão da catedral. Queremos a coroa de ouro exclusivamente para nós. Jesus quer nos segurar nos seus braços para nos salvar do abismo da ganância. Esta conduz ao esquecimento – que depois é a morte – do nosso próximo. Seguindo Jesus no caminho da vida oferecida seremos abençoados por Deus e pelos pobres. Salvando a vida deles, salvaremos também a nossa para sempre.

Missa de Cura e Libertação

março 21, 2012

Meus amigos, é nesta Sexta feira, 23 de Março que acontecerá a Missa de Cura e Libertação na Paroquia de Santa Rita, no Bairro Bonfim, Juiz de Fora. Se você não puder participar pode escrever para nós, seu nome, a graça que precisa que colocaremos no altar.

Domingo começa o Setenário das Dores de Nossa Senhora, sempre às 19h na Matriz. Participe!

Entrevista com São Padre Pio sobre a Santa Missa

março 19, 2012

Rede Record x Valdemiro: a Guerra pelo Dinheiro dos pobres

março 19, 2012

Será que o Edir Macedo pode falar do Valdmiro?

Vejam este video onde o Macedo ensina o valdemiro que na época era bispo da Igreja dele a Roubar o povo

 

Evangélicos perdem a máscara

março 12, 2012

Polícia

Polícia do Rio investiga pastor-celebridade por denúncias de estupro, tortura e ameaça de morte

Com bom trânsito entre políticos, artistas e ONGs, o pastor Marcos é agora acusado de abuso sexual, tortura de crianças e conivência com a bandidagem que ele diz “curar”, conforme revela reportagem de VEJA desta semana

Leslie Leitão
O LADO MAU - O pastor Marcos prega: segundo testemunhas, em seu reinado de trevas ele usa a religião para ganhar poder e dinheiro  O LADO MAU O pastor Marcos prega: segundo testemunhas, em seu reinado de trevas ele usa a religião para ganhar poder e dinheiro

Na última década, o pastor carioca Marcos Pereira, 55 anos, conquistou respeito em rodas que mesclam políticos, desembargadores, artistas e uma vasta turma egressa de ONGs. Entre os que já o viram em cima de um púlpito gesticulando com um de seus Rolex em punho e desejando “rajadas de glória” à plateia, estão o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a produtora Marlene Mattos e o ex-pagodeiro Waguinho, que, mesmo sem se eleger, alcançou 1,3 milhão de votos na última disputa para o Senado tendo o pastor Marcos como cabo eleitoral. Alçado à condição de religioso-celebridade, Marcos extrapolou, e muito, as fronteiras de sua igreja, a pentecostal Assembleia de Deus dos Últimos Dias, com sede no Rio e filiais no Paraná e no Maranhão. Desde 2004 — depois de pôr fim a uma sangrenta rebelião em um presídio do Rio, a pedido do então secretário de Segurança, Anthony Garotinho —, ele passou a ser visto como o mais habilidoso apaziguador de conflitos liderados pela bandidagem, com um currículo que, segundo o próprio, inclui o resgate de centenas do tráfico. Tem feito esse trabalho no Brasil inteiro e já foi várias vezes aos Estados Unidos, onde quer erguer um templo, para falar da experiência. Pois por trás dessa fachada, ao que tudo indica, se esconde um enredo de atrocidades que não deixa pedra sobre pedra da imagem de bom religioso do pastor.

Em um recém-instaurado inquérito, cujo número é 902-00048/2012 e que está em poder da Delegacia de Combate às Drogas do Rio, ele é acusado de encenações de cura pela fé, estupro, tortura de crianças e relações criminosas com os marginais aos quais esbravejava promessas de “salvação do demônio”. VEJA teve acesso a trechos da investigação, um conjunto de relatos de gente que diz ter sido vítima ou testemunha da perversidade do pastor. Um de seus homens de confiança durante mais de seis anos, longe da igreja há dois, traz à luz uma história escabrosa, que dá a dimensão de como o pastor se enfronhou no mundo do crime. Essa testemunha sustenta, por exemplo, que Marcos ficou claramente do lado dos bandidos que engendraram a mais sangrenta onda de terror no Rio, em 2006. Depois dos ataques, reuniu seu séquito mais íntimo em uma churrascaria. “Ele queria que os bandidos tivessem até explodido a Ponte Rio-Niterói. O objetivo era aparecer depois como o intermediário salvador”, conta o ex-fiel. A trama piora na voz de outra testemunha, que situa o pastor como braço operacional da selvageria. “Marcos foi ao presídio de bangu 1 e saiu de lá com um recado dos chefões do tráfico para que suas quadrilhas dessem sequência à carnificina”, rememora. Como sabe disso? “O pastor me encarregou de repassar a ordem nas favelas. E foi o que eu fiz.”

A polícia já colheu uma dezena de depoimentos, e muitas das histórias se repetem nos mínimos detalhes. A investigação começou há duas semanas, depois que o coordenador da ONG Afro- Reggae, José Junior, 43 anos, veio a público denunciar que o pastor tinha um plano para matá-lo. A informação vinha de integrantes da própria igreja. “Trata-se de um psicopata”, dispara Junior, que hoje tem a seu lado na ONG um antigo braço direito de Marcos, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes, 39 anos. Afastado do templo de Marcos desde 2008, ele fala pela primeira vez sobre os dezessete anos que viveu sob suas asas. Tomou a decisão depois de ter sido ameaçado de morte três vezes — na última, os traficantes de uma favela esfregaram um fuzil contra seu rosto e pronunciaram o nome Marcos.

Seu depoimento ajuda a elucidar o que tanto unia o pastor aos traficantes que ele dizia “curar”, e certamente não era a fé. Não raro, Marcos lhe pedia que escondesse mochilas cheias de dinheiro em sua casa. Contou duas vezes a coleção de notas. “Numa delas, havia 200 000 reais. Na outra, 400 000 reais”, lembra Rogério. Detalhe: traziam resquícios de cocaína e crack. Segundo Rogério, o pastor cobrava até 20 000 reais para pregar nas favelas, o que os traficantes pagavam de bom grado, já que assim mantinham sua base assistencialista. Três deles chegaram a ser presos em propriedades da igreja do pastor, no Rio e no Paraná, mas a polícia nunca comprovou que estavam ali com a conivência do religioso. Todos pagaram uma taxa equivalente a 10% de tudo o que haviam acumulado no crime.

Em seu templo, o fundador é tão reverenciado quanto temido. Até hoje, manteve todos em silêncio à base de benesses e ameaças. Duas mulheres contam como a igreja se tornou um show de horrores no qual lhes cabia o papel de vítimas do pastor. Ambas dizem que foram violentadas sexualmente por ele diversas vezes. À polícia, uma das moças afirma ainda que Marcos obrigava as fiéis de sua preferência a manter relações sexuais com outros homens, em orgias das quais também participava. “Depois, mandava a gente confessar tudo com outro pastor, sem revelar nomes, é claro”, ela conta. Constam ainda do inquérito denúncias de crueldades contra crianças que o pastor mantinha sob sua guarda, em geral abandonadas pelos pais. Uma delas, de 7 anos, teria pago caro por testemunhar, casualmente, as peripécias sexuais do religioso. Ao se dar conta, o pastor agarrou-a pelos cabelos e lançou-lhe a cabeça no vaso sanitário, segundo um dos relatos à polícia.

Ex-garçom, o pastor Marcos é casado e tem dois filhos que já seguem seus passos no mundo da fé. Convertido em 1989, fundou sua igreja dois anos depois e constituiu ali um reinado de trevas. Proíbe refrigerante, rádio, televisão (apesar de ter um telão em seu gabinete) e remédios, já que a igreja se encarrega da cura (aos que pagarem uma taxa extra via boleto bancário, distribuído durante a pregação). Os cultos, que juntam até 15 000 pessoas, são barulhentos e teatrais — literalmente, segundo narra um ex-assessor do pastor, que ajudava a armar o show: “Ele dava dinheiro a viciados para comprarem droga, filmava a turma em degradação e depois levava para a igreja, como se os estivesse salvando”. Na última segunda- feira, um rapaz adentrou a Assembleia de Deus dos Últimos Dias de muletas, que usava desde um acidente que lhe machucara o fêmur. Depois das orações do pastor Marcos, caminhou em frente aos fiéis dizendo-se curado. Findo o culto, subiu na mesma moto que havia conduzido na viagem de ida à igreja e foi embora.

Oscar Cabral

ATROCIDADES - Marcos acusado: Junior, do AfroReggae, revela ameaça de morte, e depoimento de uma fiel (ao lado) relata estuproATROCIDADES
Marcos acusado: Junior, do AfroReggae, revela ameaça de morte, e depoimento de uma fiel (ao lado) relata estupro

Quaresma e Campanha da Fraternidade

março 5, 2012

            A Igreja no Brasil, desde 1962 celebra a Campanha da Fraternidade. Como o próprio nome diz a Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa das Caritas. A princípio o objetivo era adquirir fundos para ajudar a Igreja Católica a manter suas obras assistenciais. Teve um papel determinante o Cardeal Dom Eugênio de Araujo Sales, Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro. Sem a ajuda e o entusiasmo do velho arcebispo que, na época era bispo auxiliar de Natal, nada teria acontecido. Nessa teia de boas almas nos deparamos com bispos com Dom Helder, Dom Luciano Mendes, Dom Ivo e o cardeal Dom Aloísio que incentivaram e fizeram a Campanha tomar corpo tornando não só uma Campanha da Fraternidade, mas  também uma Campanha de evangelização.

            É a maior Campanha de Evangelização do mundo. Na Campanha da Fraternidade não há o proselitismo dos pentecostais e nem o exclusivismo dos evangélicos, mas o dar as mãos. Inclusive já se realizou duas Campanhas ecumênicas, o que atesta o que acabo de dizer.

            Com a campanha da Fraternidade a Igreja se preocupa com temas que diz respeito à vida do povo. Cumpre seu papel profético de denúncia e anúncio. Basta pensar nas Campanhas que trataram o tema dos Negros, da Mulher, dos Presidiários, dos Índios, da política, da comunicação Social, das Drogas, enfim, citei esses só para relembrar alguns. Quanta coisa mudou depois que a Igreja denunciou as atrocidades cometidas contra os negros, as mulheres pobres e marginalizadas, o povo de rua, as injustiças e condições subumanas que viviam os presos nas cadeias. A Igreja denunciou o abuso do poder público, os desvios de verbas, o descaso para com a coisa pública e a consonância com o tráfico e o crime organizado por parte de algumas autoridades conforme veio a tona com o escândalo da loterge, do jogo do bicho, das ambulâncias, do mensalão e tantos outros que o Brasil ainda não esqueceu.

            Neste ano a Igreja quer que pensemos na saúde. Vamos organizar grupos de reflexão, de oração e de participação nos Conselhos de saúde, pois não basta querer saúde pública é preciso participar.

Deus abençoe a todos!

Pe. Camilo

Facebook Camilo paiva 

Quaresma e a Campanha da Fraternidade 2012

março 5, 2012

           Com já é sabido por todos este ano a Igreja Católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, reflete sobre o tema da saúde. Já falamos, na semana passada, sobre a importância da Campanha da fraternidade no país e como os outros países do mundo admiram essa iniciativa da Igreja Católica.

            Não queremos falar da saúde somente por falar, mas queremos, antes de tudo, dizer que saúde é mais que ausência de doença. Aqui está a grande novidade que a Igreja traz como reflexão. È para pensar. Para se ter uma vida saudável basta que não se tome remédios?  A resposta é não. Muita gente não toma remédio, não sente dores, mas, no entanto tem hábitos que são considerados doentios. Citamos como exemplo pessoas com péssimos hábitos alimentares, pessoas que dormem pouco, porque gastam energias em noitadas ou na internet, os fumantes e beberrões, os escravos do trabalho e os estressados. Essas pessoas são doentes em desenvolvimento ou são causadoras de doenças nos que convivem com ela.

            A mudança de hábitos alimentares, a ordem no horário para se comer ou dormir, a disciplina nos exercícios físicos e o domínio e libertação dos vícios são indícios de saúde. São tratamentos que as pessoas podem fazer sem onerarem o bolso. Isso faz parte da fé. Isso é religião. O cristianismo tem como uma de suas metas fazer de seus membros pessoas saudáveis: espiritual, psíquica, moral e fisicamente. Fé e ciência não se opõem, mas se visitam e se completam. Cada vez mais isto está ficando claro no mundo dos cientistas e dos religiosos.

            Impressionou-me a recepção do livretinho Campanha da Fraternidade me Família, aqui em Juiz de Fora, na Paróquia de Santa Rita, onde sou administrador Paroquial. Compramos muitos livros e já esgotaram. Isso mostra o quanto foi um acerto a escolha do tema da saúde. Refletir sobre a saúde em família é, antes de tudo, cuidar para que as pessoas não fiquem doentes. Aliás, esta é a prioridade da pastoral da saúde. Continuaremos na próxima semana.

Que Deus abençoe a todos!

http://www.paroquiasantaritajf.com.br