Archive for julho \24\UTC 2012

Comunicadores católicos em Aparecida

julho 24, 2012

Do dia 19 a 22 de julho estiveram reunidos em Aparecida SP, mais de seiscentos comunicadores de todo Brasil. 

Vejam as fotos cedidas por um amigo que, também,  esteve lá:

 

É a Igreja Católica criando um novo jeito de comunicar. O Brasil precisa disso!
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Aos amigos de Santos Dumont

julho 17, 2012

Padre Antonio Maria: um profeta dos tempos modernos

            Li com muita alegria a notícia de que Padre Antonio Maria viria a Santos Dumont. A Rádio Catedral FM 102,3, a qual sou diretor, fez a propaganda do show do sacerdote para toda Juiz de Fora e região. Foi uma grande “tirada” do Padres Roberto e João Paulo, pois, além de ter sido em benefício das obras de ampliação de nossa Matriz de São Miguel e Almas foi um momento de evangelização único nesta cidade.

            Padre Antonio Maria conjuga o antigo e o novo, o tradicional e o moderno na evangelização. Com sua humildade, despojamento e simpatia, o padre esbanjou fé, acolhimento e amor ao Reino em nossa cidade. Quem não sentiu tocado por suas palavras na Santa missa que celebrou na Igreja de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores? Quem não se emocionou com sua voz no Parque de Exposição? Quem não se sentiu abraçado e acolhido por deus com o abraço deste padre? Somente que não foi lá se encontrar com ele.

            É neste momento que a gente sente como é bonito ver um padre de batina. Olhando a figura cativante e acolhedora do Padre Antonio Maria cai por terra aquela idéia modernista de que o padre não deveria usar batina, pois esta o distanciaria do povo. Para muitos, dentro da Igreja, usar batina era sinal de conservadorismos e fechamento. Entretanto, o que vimos no final de semana passado foi o contrario: um irmão, um pai e um sacerdote do Senhor.

            Como disse antes, o Padre Antonio Maria converge o antigo e o novo, o tradicional e o moderno na evangelização. Explico melhor: a batina vestimenta antiga do sacerdote pré- conciliar (mas hoje se pode e deve usá-la, sobretudo em ocasiões especiais) e o palco de uma exposição. Prega como os grandes padres da Igreja e canta ao som e ritmo de instrumentos elétricos. Evangelizar pelo canto, nas praças que ele emplaca. É desafiador, mas, ao mesmo tempo, consistente. È um homem que dialoga com a sociedade contemporânea e com métodos novos prega a palavra de Deus. Um homem que, como São Paulo, prega nos areópagos modernos.

            Mais uma vez parabenizo aos padres, à comissão e aos que ofereceram esta oportunidade impar para a nossa cidade. O ganho evangelizador não poderia ser maior. Foi um toque de mestre.

Parabéns Igreja Católica de Santos Dumont!

Com amizade,

Pe. Camilo

Face: Camilo Paiva  

II Semana Catequética Paroquia de Santa Rita

julho 11, 2012

C O N V I T E

 

A PARÓQUIA SANTA RITA REALIZARÁ SUA II SEMANA CATEQUÉTICA 

DATA : 09/07/12 A 13/07/2012

LOCAL : IGREJA SANTA RITA

HORÁRIO : 19:30 AS 21:30

 

 

O catequista é um instrumento vivo, através do qual Deus se comunica com os homens; é um

educador da fé e não um mero repetidor de uma doutrina; é um transmissor do Evangelho com a

própria vida, seguindo o conteúdo, o estilo, os critérios e os métodos de Jesus, aprendendo a ter os

seus mesmos sentimentos (cf. Fl 2, 5-11).

  

O CRISTÃO NÃO PODE JAMAIS PENSAR QUE O CRER SEJA UM A FATO PRIVADO. A FÉ  É DECIDIR ESTAR COM O SENHOR PARA VIVER COM ELE”

BENTO XVI

  

SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE !!

Arquidiocese de Juiz de Fora se manifesta pesar pela morte de Dom Eugênio Sales

julho 11, 2012
Nota de pesar pelo falecimento do Emmo. Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales
 
 
Em meu nome pessoal e em nome da Arquidiocese de Juiz de Fora, levo ao Exmo Sr. Dom Orani João Tempesta, a seus dignos Bispos Auxiliares, ao clero e todo o povo do Rio de Janeiro os meus mais sentidos pêsames pelo passamento do Eminetíssimo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales a quem sempre admirei e de quem tive a honra de contar com particular amizade. Os colóquios com este admirável prelado da Santa Igreja me iluminaram e fortificaram a fé.
Suas posições inequívocas e respeitosas na Conferência Episcopal foram determinantes para a vida da Igreja em nosso país.
Homem de Deus e da Igreja, nos deixa um legado de riquíssimo valor espirirutal e pastoral, sobretudo no que tange à fidelidade incoteste a Deus e ao ministério epsicopal, destacando-se visivelmente pela vivência esplendorosa da Santa Palavra, pelo amor a Cristo, à Igreja, aos Sucessores de Pedro, à misão de ensinar e santificar.
Fundador da Campanha da Fraternidade, iniciador das autênticas Comunidades Eclesiais de Base, amou o Povo de Deus com particular afeto. Soube salvar presos políticos, sem quebrar a harmonia, nem ferir o respeito e o diálogo com os governantes, demonstrando sua opção pela paz, pelo devotamento aos direitos da pessoa humana, e revelando, sem sombras, suas convicções político-sociais no sentido de defender uma sociedade justa e fraterna e uma forma de governar que não exclua Deus, nem iniba o direito das pessoas de praticarem livremente sua fé.
Homem da cultura, das letras e da oratória soube comunicar-se com a cidade do Rio de Janeiro e com todo o Brasil com seus artigos semanais enquanto os pôde escrever, fazendo deste meio um autêntico veículo de propagação do Evangelho.
Defensor fervoroso da vida e da dignidade da família, deixa com sua morte um apelo veemente contra a mentalidade abortista e a degeneração dos costumes que ameaçam a sacralidade dos lares.
Ao mesmo tempo que convivemos com o pesar de seu desenlace, elevamos a Deus Altíssimo mil ações de graças pelos imensos benfícios que sua vida representou para todos e pelo exemplo de autenticidade sacerdotal que deixa sobretudo para os ministros da Igreja de hoje e do futuro.
Requiescat in pace! Gratias tibi, Domine!
 
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora-MG

Dom Eugenio: “Fui um instrumento de Deus”

julho 10, 2012
 

Nascido em 8 de novembro de 1920, em Acari, cidade do Rio Grande do Norte, Cardeal Dom Eugênio de Araujo Salles teve uma vida intensa de dedicação a Deus, marcada pelo amor ao próximo e pela preocupação com questões sociais. Para os cariocas, Dom Eugenio foi testemunho de consagração ao Senhor, cujas promessas da ordenação sacerdotal foram vividas rigorosamente no exercício do seu ministério através da fidelidade ao Papa e à Igreja, e no serviço em prol dos mais necessitados. Com 91 anos de vida e 30 como Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugenio entra para a vida eterna após 69 anos de sacerdócio, 58 de episcopado e 43 de cardinalato, o que faz dele o Cardeal mais antigo da Igreja Católica.

Como Bispo, Dom Eugenio foi nomeado em 1º de junho de 1954, com apenas 33 anos, para Bispo Auxiliar de Natal. Em 1962 foi nomeado administrador apostólico de Natal. Foi administrador apostólico de São Salvador da Bahia, em 1964, sendo nomeado Arcebispo Primaz do Brasil em 29 de outubro de 1968. No consistório de 28 de abril de 1969, o então Papa Paulo VI inscreveu Dom Eugenio no Sacro Colégio dos Cardeais, com o título de São Gregório VII. Em 13 de março de 1971, o Papa Paulo VI o transferiu para o Rio de Janeiro, onde foi nomeado Arcebispo da cidade.

 

Durante todo esse tempo, o Cardeal realizou grandes manifestações de fé, mas, para ele, a colaboração dos leigos, dos religiosos e a atuação fraterna dos clérigos foram fundamentais para a realização de todo o seu trabalho como pastor. Dessa forma, Dom Eugenio viveu intensamente o seu lema “Impendam et Superimpendar” (2Cor 12,15) “De mui boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”. Ele criou pastorais como a Penal, a da Saúde, a do Trabalhador, a das Domésticas, a do Anônimo e a do Menor.

Em entrevista, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, definiu o Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales como um homem do social, tendo em vista todo o trabalho de evangelização realizado por ele não só na cidade do Rio de Janeiro, mas também em Natal e em Salvador, na Bahia.

 

— A Arquidiocese do Rio de Janeiro está anunciando este momento, que é triste para todos nós, mas, ao mesmo tempo, olha para a vida de Dom Eugenio Sales e o reconhece como um homem de Igreja, homem que seguiu a Jesus Cristo e que, por isso mesmo, trabalhou na evangelização, na preocupação com o próximo. Ele soube estar presente nos principais momentos do Brasil, principalmente na questão dos refugiados, em defesa dos perseguidos e, ao mesmo tempo, teve a sua presença como Igreja no Brasil junto ao Vaticano nas principais decisões, ressaltou.

Campanha da Fraternidade

A fecundidade das múltiplas ações pastorais, sociais e caritativas de Dom Eugenio, em Natal, fizeram com que o seu amigo Dom Helder Câmara, ao fundar a CNBB junto com os Cardeais Motta e Câmara, colocasse em prática as inovações pastorais criadas por Dom Eugenio, sendo que a Campanha da Fraternidade, nascida em Natal sob a guia do jovem Bispo potiguar, assumida pelo episcopado, logo se espalhasse para todo o Brasil, numa capilaridade pastoral perfeita, em que assuntos prementes da vida eclesial sejam discutidos e trabalhados sempre na busca de soluções melhores para a vida do povo.

A questão social

 

A Igreja no Rio viveu esta comunhão e esta unidade pastoral na fidelidade e no silêncio da ajuda caritativa que sempre chegou aos mais pobres e mais desvalidados, principalmente com a Cruzada São Sebastião, o Banco da Providência, com a sua Feira da Providência, a Pastoral da Criança, entre outras muitas atividades sociais.

Em entrevista ao Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, por ocasião dos seus 90 anos, Dom Eugenio destacou a criação da Pastoral das Favelas, que foi fundamental no caso do Vidigal, na época em que a prefeitura iria remover todos os moradores da comunidade localizada na Avenida Niemeyer. Através do apoio da Pastoral, a remoção foi impedida. O acontecimento mudou a política fundiária. Com o respaldo legal, nenhuma comunidade poderia ser removida. Foi naquele mesmo momento que o então Papa João Paulo II visitou o Rio de Janeiro e fez um discurso aos moradores da comunidade. O Pontífice ofereceu à comunidade o seu anel papal, como um presente, simbolizando a solidariedade aos menos favorecidos.

— A visita do Papa João Paulo II foi extraordinária. Ela revelou a bondade do Papa, o afeto dele com nossa comunidade diocesana, disse o Arcebispo Emérito.

Trabalho Vocacional

 

Sempre preocupado com a propagação da Palavra, Dom Eugenio investiu no trabalho vocacional e de formação. A atenção permanente com a formação do clero foi uma das marcas de Dom Eugenio, que renovou o Seminário São José, incentivando as vocações, ordenando muitos presbíteros — um total de 215 sacerdotes durante o seu episcopado — e dando uma assistência especial, por si ou por seus Bispos Auxiliares, aos Padres de sua Arquidiocese.

— Me lembro bem, que foi feito um trabalho de convocação e propaganda da vocação eclesiástica. Também recolhi recursos para o seminário poder abranger tantos seminaristas. Implementei um número mínimo de ordenação por ano, mas sem perder de vista a formação eclesial e pastoral, frisou Dom Eugenio.

Para os Bispos do Brasil, ele organizou anualmente o Curso dos Bispos, no Sumaré, onde teve a alegria de hospedar, em sua primeira edição, o então Cardeal Joseph Ratzinger, que veio falar ao episcopado e, depois do mesmo, falou para leigos e religiosos. Esses encontros eram e ainda são momentos de oração, de renovação espiritual e de atualização nas várias áreas da teologia e dos assuntos eclesiais.

Ajuda a todos que precisam

 

O Arcebispo Emérito primava ainda por uma ampla e silenciosa rede de assistência aos mais pobres, que foi idealizada, levada a efeito e protegida, em seu longo governo de 30 anos no Rio de Janeiro. Não era apenas um discurso a defesa dos pobres, mas na prática, no dia a dia, no socorro de suas necessidades e na sua colocação profissional, ou seja, na sua promoção.

O Cardeal Sales, silenciosamente, como ele mesmo gostava de dizer, protegeu os presos políticos, ajudou-os materialmente e foi a sua voz junto aos militares. Sempre foi ouvido pelo respeito de suas posições claras, não se comprometendo nem com os militares e nem com a luta armada. Todos conhecem histórias de como ele mesmo levava pessoas que necessitavam sair do país, com o seu veículo, até o aeroporto. Dom Eugenio é também referência para os refugiados na América Latina e, através de sua ação, deu asilo e proteção a muitas pessoas perseguidas em seus países. Muitos retornavam e faziam questão de dizer como o Arcebispo do Rio agia com energia e ajudava os que mais precisavam.

No mundo da cultura

No mundo da cultura, o episcopado de Dom Eugenio foi admirável, não só no diálogo com o vasto mundo intelectual do Rio de Janeiro, mas nas parcerias entre a Arquidiocese e a intelectualidade. Homem da boa imprensa, sempre manteve colunas semanais em jornais como: “Diário de Notícias”, “O Dia”, “Jornal do Commercio” e “O Jornal”.

Além disso, mantinha programas nas TVs Tupi, Rio, Globo, Educativa, RedeVida, Canção Nova e rádios, entre elas Nacional, Vera Cruz, Roquette Pinto, Jornal do Brasil, Carioca, Catedral e Canção Nova. Foi durante a administração de Dom Eugênio que a Arquidiocese do Rio de Janeiro ganhou uma rádio própria, a Rádio Catedral, além do jornal semanal Testemunho de Fé.

— Fundei a Rádio Catedral porque eu estava muito preocupado com a comunicação, e uma emissora de rádio é uma coisa muito útil para a evangelização. Com dificuldades, consegui um canal. E, depois, isto foi levado adiante e ainda hoje está funcionando muito bem com toda a equipe. O jornal “O Testemunho de Fé” foi criado pelo mesmo motivo. Vejo o trabalho nas comunicações com muita satisfação. (…) A evangelização é levar a mensagem de Jesus Cristo. Portanto, com rádio, com televisão, tudo isso movimenta e transmite a ideia e, evidentemente, orienta para a mensagem do Evangelho, disse Dom Eugenio em entrevista ao Jornal Testemunho de Fé.

Um exemplo para o clero

 

Dom Eugênio abre os olhos para a eternidade e deixa no Rio de Janeiro um enorme legado e a certeza de que será lembrado para a posteridade como um homem de Deus que soube levar a Boa Nova a todos. Para o Monsenhor André Sampaio, que durante o governo arquidiocesano de Dom Eugenio o acompanhou de perto, o Cardeal será sempre lembrado com afeto:

— Comecei a acompanhar Dom Eugenio como seminarista. Ele tinha costume de sempre ir às atividades, fossem elas qual fossem, com alguns seminaristas o acompanhando. Num determinado momento, Dom Eugenio pediu que sempre eu fosse, pediu ao reitor que sempre me disponibilizasse. Ele sempre descia de carro do Sumaré e eu o encontrava nos fundos do seminário, e lá, ele dizia o que teria que ser feito. Então, assim foi feito quando eu era seminarista, depois como diácono. Eu fui então trabalhar, a pedido dele, como secretário e fiquei até quando padre por mais um ano, explicou.

Padre Eduardo Henrique também teve o privilégio de acompanhar Dom Eugenio ao longo de sete anos, como secretário. Ele recordou que todo o trabalho de Dom Eugenio, todos os esforços dele, eram voltados exclusivamente para a Igreja.

— É um homem extraordinário dentro da história da Igreja. E eu tive o privilégio de trabalhar, desde a vinda do Papa, passando pela renúncia dele da diocese e continuando um pouco mais como Arcebispo emérito, até 2004. Levo muita coisa positiva. Primeiro, a sua seriedade, o seu compromisso, a sua dedicação para com a diocese. Ele era um homem que considerava o seu tempo e o tempo de Deus, ressaltou.

De fato, para Dom Eugenio o que mais importava era ser fiel a Cristo e por isso era sua testemunha. A sua vida de oração, os seus sentimentos, os seus pensamentos, sua conduta, seus afazeres tinham uma meta: a causa do Reino. E essa é uma marca que transcende a existência do Cardeal e se mistura à missão da própria Arquidiocese do Rio. Por isso ele será sempre lembrado com carinho por tantos fiéis, não só do Rio de Janeiro como de todo o mundo.

 * Colaboração: Leanna Scall e Renato Francisco

* Fotos: Jornal Testemunho de Fé

Dom Eugenio de Araujo Sales: mais um intercessor no céu

julho 10, 2012

O Rio de Janeiro amanheceu em luto e o Centro da cidade parou na manhã desta terça-feira, dia 10 de julho, para prestar suas últimas homenagens ao Arcebispo Emérito Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales. O corpo do Cardeal chegou às 12h, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro, em um cortejo conduzido pelo Corpo de Bombeiros, e foi recebido pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, pelos Bispos Auxiliares, pelo Clero, Diáconos, religiosos e religiosas, funcionários da Arquidiocese e uma grande quantidade de fiéis, além de autoridades, como o Governador Sérgio Cabral e o Prefeito Eduardo Paes.

Após o Hino Nacional, executado pela banda da Polícia Militar do Estado, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta fez a leitura do Salmo 125:

“Cântico das peregrinações. Quando o Senhor reconduzia os cativos de Sião, estávamos como sonhando. Em nossa boca só havia expressões de alegria, e em nossos lábios canto de triunfo. Entre os pagãos se dizia: O Senhor fez por eles grandes coisas. Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria! Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes”.

Entoado pelo Coral do Seminário Arquidiocesano de São José, o cântico “Marcha da Igreja” emocionou a todos os presentes, enquanto o corpo do mais antigo Cardeal da Santa Igreja, Dom Eugenio Sales, entrava na Catedral de São Sebastião com uma pomba branca – símbolo da Paz – sobre seu caixão.

— Nós nos reunimos hoje nessa Catedral, nesse local que Dom Eugenio tanto celebrou e que foi inaugurado e dedicado por ele, para agradecer a Deus por sua vida nesses quase 92 anos vividos para o Senhor e principalmente para o povo, com as suas preocupações sociais e pastorais. Queremos agradecer por sua missão e pedir a Deus que ele seja acolhido pelo Pai e que tenha a alegria de ser levado pelo Bom Pastor sobre os seus ombros, ressaltou o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.

Já durante a homilia, Dom Orani afirmou que por tudo o que Dom Eugenio de Araujo Sales foi, fez, falou e trabalhou, em suas mãos está grande parte da significativa história não só da Igreja, mas também da cidade do Rio de Janeiro. Para o Arcebispo torna-se difícil falar dos legados de Dom Eugenio, tendo em vista que o Cardeal realizou grandes obras no Brasil, no mundo e, em especial, no Rio de Janeiro, onde trabalhou por 30 anos.

 

— Dom Eugenio foi um sinal do Cristo Pastor, que levou e defendeu a vida do seu povo. É até significativo que a pomba, símbolo da paz, não queira sair do caixão. Vemos retratado na vida e na missão desse meu querido antecessor que ele, sim, pode dizer: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé e agora estou diante do justo juiz”. Eu creio que dará a ele a coroa da glória e da justiça, afirmou Dom Orani.

Centenas de padres foram ordenados e dezenas de bispos foram sagrados pelas mãos de Dom Eugenio de Araujo Sales. O Cardeal tinha autêntica devoção ao Sumo Pontífice e foi universalmente reconhecido por isso. Amigo pessoal de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, sempre se ouvia de sua boca a convicção: “seguir o Papa em suas mínimas orientações, pois é o melhor para a Igreja, para a diocese, para cada católico”. E nessa defesa nunca temeu ser impopular. Em sua consciência, Dom Eugenio soube trabalhar os planos dessa Arquidiocese e do Brasil, e também ensinou a como evangelizar o povo na fé correta e ortodoxa, capaz de realizar grandes eventos.

— Sabemos que Dom Eugenio foi um grande entusiasta da Jornada Mundial da Juventude (JMJ RIO2013) aqui no Rio de Janeiro. A carta que ele enviou para o Santo Padre, o Papa Bento XVI, foi também fundamental para que o pontífice escolhesse nossa cidade para sediar esse grande evento. Lembramos que, dentre os vários intercessores da JMJ RIO2013, também teremos esse nosso grande amigo rezando pela Jornada, destacou o Arcebispo durante a celebração.

O Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Olaria, Padre João Jefferson Chagas, falou da importância de Dom Eugenio Sales para a sua vocação sacerdotal, além de citar sua convivência fraterna com o Cardeal.

— Dom Eugenio deixou, não só para mim mas para toda a Arquidiocese, um exemplo de fidelidade à Igreja, de modo particular à figura do Santo Padre. Era uma constante em seus discursos a fidelidade ao Romano Pontífice. Outra marca do Cardeal é que mesmo sendo príncipe da Igreja, ele sempre foi simples e se preocupava com os mais humildes. Lembro-me de visitá-lo e, mesmo já emérito, não tendo mais as obrigações de um Arcebispo Titular, infalivelmente ele celebrava todos os dias a sua Missa às 7h da manhã e ainda fazia uma preparação antes e após a Santa Missa, e isso me comovia, pois ele celebrava com muito zelo, muita calma, muita tranquilidade e, com certeza, esse amor à Santa Missa e essa fidelidade a

 

Igreja foi o que fez com que ele perseverasse até o fim, combatendo o bom combate. Sua devoção a Nossa Senhora também era algo inspirador. Ele jamais ficou sem rezar o Terço e, mesmo chegando tarde, fazia sua oração na Capela. Lembro-me também de almoçarmos juntos e que, logo após o almoço, ele passava na Capela do Santíssimo, na casa dele, e fazia 5 minutos de Adoração. Uma frase que me marcou profundamente, diante dos conselhos que eu pedia a ele foi: “Meu filho, seja sempre fiel! Mesmo que haja infiéis, seja fiel no meio dos infiéis”. Dom Eugenio consumiu sua vida pela Igreja e hoje o coração fica um pouco saudoso, mas o céu se rejubila. João Paulo II, a quem ele foi tão fiel, deve estar recebendo-o no céu, juntamente com aqueles que o precederam na glória eterna, disse Padre João Jefferson.

O velório de Dom Eugenio de Araujo Sales também pode ser acompanhado ao vivo pela Web TV Redentor (aovivo.redentor.tv.br), que fará a transmissão até às 20h desta terça-feira retornando amanhã, a partir das 9h. 

O corpo do mais antigo Cardeal da Santa Igreja está sendo velado na Catedral de São Sebastião, com missas de duas em duas horas. Na quarta-feira, dia 11 de julho, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidirá a Missa Exequial seguida do sepultamento na cripta da mesma Catedral, que fica localizada na Avenida República do Chile, 245 – Centro.

Dom Eugênio fundou a Campanha da Fraternidade e o MEB

julho 10, 2012

RIO – O cardeal do Rio de Janeiro Dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio, morreu na noite desta segunda-feira, por volta de 23h30m, no Rio de Janeiro. Segundo a Arquidiocese, ele morreu em casa, no Sumaré, de causas naturais. O religioso será velado a partir da manhã de terça-feira na Catedral, onde deverá ser enterrado.

A Arquidiocese informou, ainda, que a rotina de Dom Eugênio nos últimos dias era apenas de ficar no quarto e no gabinete, onde lia muitos jornais e assistia à TV. Ele não teria nenhuma doença específica.

Nascido em 8 de novembro de 1920, em Acari (RN), o cardeal teve o nome entre os candidatos a Papa depois da morte de João Paulo I. Conhecido como o homem do Vaticano no Brasil durante os 30 anos em que esteve à frente da Arquidiocese do Rio, o cardeal continuou sendo querido pelo Papa, mesmo afastado das funções eclesiásticas no estado fazia quase uma década. O arcebispo emérito do Rio chegou a ser surpreendido, às vésperas de completar 90 anos, por uma carta de felicitações assinada por Bento XVI. Para Dom Eugenio, o documento não foi sinal de prestígio, mas o reconhecimento de uma vida dedicada à fé.

Em 67 anos de vida dedicada à Igreja, o cardeal foi rotulado tanto como líder conservador quanto “bispo vermelho”, por ter, no início do sacerdócio, ajudado a criar os primeiros sindicatos rurais no Rio Grande do Norte. Um capítulo importante da vida de Dom Eugenio remonta à ditadura, quando atuou de maneira silenciosa, abrigando no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982, especialmente argentinos. A história da participação sem alarde do arcebispo foi contada, 30 anos depois, pelos principais meios de comunicação. Discretamente, o cardeal cultivava delicadas relações com os militares e ajudou a salvar vidas.

Para dar conta de tanto pedidos, autorizou o aluguel de quartos e depois apartamentos. A ajuda incluía dinheiro para gastos pessoais, assistência médica e auxílio jurídico. Em entrevista ao GLOBO em 2008, Dom Eugenio contou por que agiu nos bastidores:

– Se eu anunciasse o que estava fazendo, não tinha chance. Muitos não concordavam, mas eu preferia dialogar e salvar – disse. – Eu não tinha nem nunca tive interesse em divulgar nada disso. Queria que as coisas funcionassem, e o caminho naquele momento era esse, o caminho de não pisar no pé (do governo).

Em entrevista ao GLOBO em 2010, vestido de preto, com um crucifixo de prata no pescoço, o homem que organizou as duas visitas do Papa João Paulo II ao país, em 1980 e 1987, respondeu a todas as perguntas com serenidade, mas fez questão de deixar claro que estava cansado do assédio por conta das comemorações do seu 10º aniversário:

– Eu já estou cansado, às vezes minha memória falha. Mas faço questão de receber os jornalistas. Nada no mundo funciona sem a comunicação. Ela é fundamental para difusão do Evangelho. Eu levei isso muito a sério na minha vida religiosa, instalei rádios, escrevi em jornais, dei muitas entrevistas para TV. Quando eu não podia ir ao local, eu chegava às pessoas pelos meios de comunicação.

Além de ter ser considerado um bom articulador e um defensor incansável da doutrina católica, Dom Eugenio era citado como grande empreendedor. Ao assumir a Arquidiocese, na década de 70, mandou construir nos fundos do Palácio São Joaquim um prédio de dez andares para reunir num só lugar serviços da Igreja espalhados pela cidade. Também criou dezenas de pastorais, entre elas a Pastoral Penal, a das Favelas e a do Menor.

Dom Eugenio passou parte da infância no sertão nordestino. A vocação para o sacerdócio surgiu no início dos anos 30, após ser matriculado em colégio marista de Natal. Antes de optar pela Igreja, pensou em ser engenheiro agrônomo. Foi ordenado em 21 de novembro de 1943.

Morre o cardeal Dom Eugênio Sales

julho 10, 2012

O cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro, morreu no final da noite desta segunda-feira (9), em sua casa, no Rio, aos 91 anos.

Segundo a arquidiocese, o enterro está marcado para as 15h desta terça, na catedral da cidade. O velório será no mesmo local, mas ainda não tem hora marcada.

Nascido em Acari (RN), Dom Eugênio Sales foi ordenado bispo aos 33 anos, em Natal (RN), com apenas 11 de sacerdócio. Em 1968, tornou-se arcebispo de Salvador e, em 1971, arcebispo do Rio. Ficou à frente da arquidiocese carioca até 2001, onde tornou-se referência na defesa de perseguidos políticos do regime militar.

Carreira
Dom Eugênio Sales entrou para o seminário em 1936. Após o Curso de Humanidades, foi enviado ao Seminário Maior da Prainha em Fortaleza, onde permaneceu de 1937 a 1943.

Sua ordenação diaconal ocorreu no dia 16 de março de 1943. Na manhã do dia 21 de novembro do mesmo ano foi ordenado sacerdote por Dom Marcolino, na antiga Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, e celebrou a primeira missa por ocasião da festa da padroeira com a homilia proferida por Monsenhor Paulo Herôncio.

Dom Eugênio participa de missa no Vaticano em 2005. (Foto: Arquivo/AP)Dom Eugênio participa de missa
no Vaticano em 2005 (Foto: Arquivo/AP)

 

No início do seu ministério sacerdotal recebeu a nomeação para Coadjutor da Paróquia de Nova Cruz e Capelão do Colégio Nossa Senhora do Carmo. Em 1944, transferido para Natal, foi designado Capelão do Colégio Marista, Diretor Espiritual e Professor do Seminário São Pedro

Em 1954, aos 33 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Natal pelo Papa Pio XII.

Dom Eugenio Sales é nomeado Administrador Apostólico de Natal em 6 de janeiro de 1962, função exercida até 1964. Neste ano é também nomeado Administrador Apostólico da Arquidiocese de Salvador.

No dia 29 de outubro de 1968, foi nomeado pelo Papa Paulo VI Arcebispo de Salvador.

Em 28 de março de 1969, o Papa Paulo VI comunica oficialmente a escolha de Dom Eugenio Sales para o Colégio Cardinalício.

Durante o Consistório realizado entre os dias 28 de abril e 01 de maio de 1969, é criado Cardeal.

No dia 13 de março de 1971 foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro pelo Papa Paulo VI. Ocupou o cargo de 27 de março de 1971 a 25 de julho de 2001.

Atuação durante o regime militar
Reportagem do site do jornal “O Globo” lembra que “em 67 anos de vida dedicada à Igreja, o cardeal foi rotulado tanto como líder conservador quanto “bispo vermelho”, por ter, no início do sacerdócio, ajudado a criar os primeiros sindicatos rurais no Rio Grande do Norte. Um capítulo importante da vida de Dom Eugenio remonta à ditadura, quando atuou de maneira silenciosa, abrigando no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982, especialmente argentinos. A história da participação sem alarde do arcebispo foi contada, 30 anos depois, pelos principais meios de comunicação. Discretamente, o cardeal cultivava delicadas relações com os militares e ajudou a salvar vidas”.

Segundo o texto, “para dar conta de tanto pedidos, autorizou o aluguel de quartos e depois apartamentos. A ajuda incluía dinheiro para gastos pessoais, assistência médica e auxílio jurídico”.

Dom Eugênio Sales: Um dos maiores Cardeais do Mundo

julho 10, 2012

Cardeal Dom Eugênio Sales morre no Rio, aos 91 anos

Religioso foi um dos nomes mais proeminentes da Igreja Católica no Brasil e se destacou pela proteção a refugiados políticos das ditaduras militares no Cone Sul. Sepultamento está marcado para as 15 horas desta terça-feira

Dom Eugênio Sales morre no Rio de Janeiro aos 91 anosDom Eugênio Sales morre no Rio de Janeiro aos 91 anos (Folhapress)

O cardeal Dom Eugênio Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro que defendeu perseguidos políticos durante a ditadura militar, morreu na noite desta segunda-feira, na capital carioca. Ele tinha 91 anos. Segundo a assessoria da Arquidiocese do Rio de Janeiro, ele estava em casa, no bairro do Sumaré. Ainda não há informação sobre a causa da morte.

Nascido em Acari, no Rio Grande do Norte, em 8 de novembro de 1920, ele foi nomeado arcebispo de Salvador e primaz do Brasil em 1968. Três anos depois, se tornou arcebispo do Rio de Janeiro, função que exerceu até 2001, quando foi substituído por Dom Eusébio Oscar Scheid. O sepultamento do corpo de Dom Eugênio Sales está marcado para as 15 horas desta terça-feira, na catedral do Rio de Janeiro.

Hino da II Semana Catequética da Paróquia de Santa Rita

julho 9, 2012

Começa hoje às 19:30h a II Semana Catequética da Paróquia de Santa Rita (09-13 de julho de 2012). A Entrada é franca e aberta a todos, inclusive de outras religiões ou sem religião. Estamos estudando a Carta do Santo padre O Papa Bento “A Porta da Fé”. Quem for participar pode adquirir o livro (a Carta) na Secretaria da Paroquia que fica aberta atá as 22h.

Confira a letra e música do Hino:

Guia-Me  Padre Antônio Maria e Cezar e Paulinho

A vida só é vida se viver à vida com ela
Preciso dela junto a mim
Tudo é tão ruim distante dela
Sem ela é muito difícil
É só sofrimento amargura e dor
Com ela que linda magia
A vida é alegria tudo é amor

Estou falando da fé
Fé que remove montanhas
Quem tem essa fé junto a si
Só o amor acompanha

Oh meu senhor eu te peço
Muita fé alegria e paz
Pois a fé é o caminho mais curto
Pra chegar até Deus nosso Pai
Guia-me Senhor Jesus
Onde há trevas encha de luz
Mostre o caminho me dê a mão
Também sou filho de Deus
Sou seu irmão