O que dizer a esta avalanche de pastores que usam a Bíblia e o púlpito para se elegerem a cargos políticos

O que o fiel deve falar para o líder de sua Igreja que se candidata a cargo político.

            Em primeiro lugar deve-se pegar a Bíblia Sagrado assentar-se com ele e ensiná-lo a ler o que diz a Palavra de Deus. Como afirma São Paulo, toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra. (Confira 2º Timóteo 3, 16-17). Com a Bíblia na mão você vai explicar ao seu líder que Deus o chamou para anunciar o Evangelho e não para fazer política partidária. Muitas vezes a sede de poder e de prestígio coloca no coração de líderes religiosos o desejo de usar o altar como trampolim para alçar cargos políticos, usando o poder da fé e a Bíblia. Muitos homens, tidos como de Deus, confundem altar com palanque, palavra de Deus com projeto pessoal e político. No livro dos Atos dos Apóstolos, a Bíblia admoesta esses homens: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. Irmãos, é melhor que escolha entre vocês sete homens de boa fama, repletos do Espírito Santo e sabedoria, e nós o encarreguemos dessa tarefa. Desse modo, nós poderemos dedicar-nos à oração e ao serviço da Palavra” (Confira: Atos, 6, 2b-4).

            Muitas pessoas falam comigo: Padre, porque o senhor não se candidata a um cargo político? Eu respondo aquilo que a Palavra de Deus me ensina e ensina para todos os cristãos: Ora, vocês são corpo de Cristo e são  membros dele, cada um no seu lugar. Aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, os mestres…”. (Confira 1 Corítios 12, 27-28ª). A Bíblia não deixa dúvida “cada um tem seu lugar” ou como diz o ditado popular “cada macaco deve estar no seu galho”. Não se pode confundir pregação da Palavra com discurso político, parlamento com púlpito. Sacerdote é sacerdote e político é político.

            É importante dizer que a política é algo muito bom e valioso. Ela deve ser exercida pelos fiéis e não pelos líderes religiosos. O campo da política deve ser preenchido pelos cristãos leigos e não pelos sacerdotes e pastores. A Igreja é corpo composta de membros. Quem é braço deve ter função de braço. Não pode ter função de braço e perna. Um líder religioso que concorre a cargos eletivos impede seus fiéis de cumprirem sua missão no mundo. Um líder religioso não deixa seus fiéis candidatarem, talvez, por medo de ser superado, em prestígio por eles. Então assumem vários cargos para não dar lugar a possíveis concorrentes. Isso é muito triste e conflita com a mensagem de Cristo que resistiu à tentação do poder, conforme está em São Lucas no capitulo quatro. Outro problema grave é que alguns, infelizmente, usam a religião como trampolim para status social e, claro, cargos políticos. Quem puder entender, entenda. (Confira São Mateus 19, 12b) 

Uma resposta to “O que dizer a esta avalanche de pastores que usam a Bíblia e o púlpito para se elegerem a cargos políticos”

  1. cleusa Says:

    concordo padre camilo ,..com o senhor ,parabens

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