Archive for setembro \26\UTC 2012

Por que é celebrada a missa de 7º dia?

setembro 26, 2012

Por que é celebrada a missa de 7º dia?

Essa celebração tem estreita ligação com o luto, porque uma de suas funções é, precisamente, a de delimitar o período de resguardo depois da morte, em que sobrevém uma espécie de transformação na vida da família. A missa, como parte integrante essencial do luto na tradição católica, consiste, portanto, em um marco simbólico e divisório entre o episódio da morte e o retorno da normalidade no cotidiano da vida dos familiares.

Na Bíblia, a simbologia dos números atribui ao sete e seus correlatos os significados de “totalidade, plenitude, completude ou perfeição” (Mackenzie, 1983: 873). A referência ao número sete e seus derivados (setecentos, setenta, sétimo) aparecem na Bíblia, em diversos livros, somando um total de 662 vezes, segundo o dicionário de Concordância Bíblica (Sociedade Bíblica do Brasil, 1975: 955).

 Assim, diversos relatos, como por exemplo, a narração do livro do Gênesis (2, 2), mostra que Deus levou sete dias para criar o mundo e, quanto terminou, vendo que era bom, perfeito, no sétimo descansou. Portanto, no paralelismo desta passagem com a missa do sétimo dia, simboliza que aquela pessoa, após cumprir sua missão nesta terra, poderá agora também descansar.

Quanto aos relatos bíblicos sobre os rituais da morte, o livro do Gênesis descreve que quando morreu Jacó, um dos patriarcas do Antigo Testamento, “fizeram um funeral grandioso e solene e José guardou por seu pai um luto por sete dias” (Gn, 50, 10). O primeiro livro de Samuel afirma que, por ocasião da morte do rei Saul, seus comparsas guerreiros, numa cerimônia fúnebre, queimaram seu corpo e depois enterraram os ossos debaixo de uma árvore, fazendo um jejum de sete dias (1 Sm, 31, 13). Outras duas passagens bíblicas que refere à morte e seus sete dias posteriores estão nos livros de Judite e Eclesiástico. 

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Festa de São Lucas

setembro 25, 2012

 

Meus amigos, vamos inaugurar as obras internas desta Igreja no próximo domingo, 30 de setembro, às 19h. Venha participar conosco. O endereço está no Cartaz.

Festa de São Miguel em Santos Dumont MG

setembro 12, 2012

Festa de São Miguel e Almas: eu estarei lá

Padre Roberto e Padre João Paulo me convidaram para fazer a abertura da Novena de São Miguel e eu aceitei. Para mim é uma honra abrir a novena na Paroquia na qual fui Pároco por oito anos. Nesta cidade que conquistei muitos amigos. Sinto-me em Santos Dumont como se estivesse na minha própria casa. Na verdade, sinto-me bastante sandumonense. Gosto muito do povo desta cidade. Neste dia vinte de setembro será a oportunidade de rever amigos e ministrar a Palavra de Deus a este povo querido.

            Tenho acompanhado, com muita empolgação, o trabalho brilhante que os Padres Roberto e João Paulo vêm executando na Paróquia. Sei dos desafios que eles enfrentam. Mas o que torna a vida empolgante é a adrenalina de conquistar. È preciso estabelecer metas de conquistas. Conquistar a confiança, conquistar os corações e os amores é algo que faz do cotidiano uma realidade sempre nova.

            Vi, com muito gosto, as fotos na Matriz ampliada. Realmente o povo católico de Santos Dumont merece uma Igreja confortável. A Igreja grande ajuda mais pessoas a escutarem a Palavra de Deus. Não pode uma cidade do porte de Santos Dumont ter uma Igreja que não comporte as pessoas nas Missas de domingo ou de dias de festa. Penso que agora estamos com uma Igreja digna da estatura de fé do nosso povo. Nossa fé precisa ter vulto, precisa aparecer para que “a luz de vocês brilhe diante dos homens, para eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está nos céus” (São Mateus 5, 16).  Com a Igreja grande e confortável mais pessoas podem ouvir a Palavra de Deus. Mais pessoas podem se sentirem orgulhosas das obras que Deus faz na vida de cada um.

            Infelizmente, algumas pessoas podem pensar em seus corações: a que serve uma Igreja grande? Um gato desnecessário? Deveriam ajudar os pobres? São questionamentos que muitos fazem para tentarem jogar areio em um projeto tão bonito como o aumento da Igreja matriz. Uma coisa eu alerto o meu leitor. Mais, desafio a averiguar a vida dos críticos de plantão: estes que assim falam não ajudam aos pobres. Falam porque têm medo do Evangelho. O Evangelho lança luzes no que é obscuro. Então, por medo, tentam frear e minar tudo que é de Deus. Fazem isso colocando em dúvida a autenticidade da Igreja e da intenção de seus dirigentes. Se olharmos na Bíblia, foi isso que fizeram com Jesus. Quando Jesus expulsou os demônios disseram que era pelo chefe dos demônios que ele expulsava os demônios; quando a mulher banhou, por fé, os pés de Jesus com perfumes caros, Judas, o traidor, disse que ela deviria gastar aquele dinheiro com os pobres. Entretanto, Judas traiu Seu mestre e amigo Jesus por trinta moedas de prata. Observe que os que dão por mal empregado as coisas e os investimentos na obra de Deus são os que menos fazem o bem. Usam o argumento “pobre” para tentar ter credibilidade à aquele argumento que não tem argumento. São pessoas perdidas, infelizes e mal resolvidas que apelam para emoção. Basta ver o exemplo de Caim que deu por mal empregado a oferta a Deus e se deu mal: foi amaldiçoado por Deus.

            Moral da história: quem não ajuda a pregação do Evangelho e ainda atrapalha que ajuda, mais cedo ou mais tarde, dança. Parabéns ao povo de Santos Dumont pela linda Igreja e me aguardem, pois estarei com muito entusiasmo no dia vinte abrindo a Novena de São Miguel. Levem a Bíblia, pois preparei uma mensagem edificante que cura e liberta.

Valeu Padres Roberto e João Paulo pelo convite.

Setembro Mês da Bíblia

setembro 3, 2012

Dia da Bíblia: aniversário da morte de São Jerônimo, Doutor da Igreja

            Nasceu na Dalmácia (Iugoslávia) no ano 342. São Jerônimo cujo nome significa “que tem um nome sagrado”, consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores neste ofício.

            Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. Tornou-se grande latinista, conhecedor do grego e de outros idiomas. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, conhecia dos livros espirituais e religiosos.

            Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua forte sensualidade, por seu terrível temperamento e seu grande orgulho). Depois de muito rezar, jejuar, e noites sem dormir descobriu que sua vocação não era viver na solidão.

            De volta a Roma trabalhou próximo ao Papa e aos Bispos Italianos. Desempenhou com tanta eficiência e sabedoria suas funções, que vendo suas qualidades e extraordinário conhecimentos, o Papa São Dâmaso o nomeou seu secretário particular, encarregado-o de redigir as cartas do Pontífice. Logo em seguida o Papa o designou para fazer a tradução da Bíblia. As traduções da Bíblia que existiam nesse tempo tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões nas traduções. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia. Essa tradução foi chamada “Vulgata” (que significa tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

            Foi ordenado sacerdote por volta dos quarenta anos. Seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas, incompreensões e calunias. Insatisfeito com o povo romano que não aceitava seu modo enérgico de corrigir mudou-se para a Terra Santa.

            Passou seus últimos 35 anos em uma gruta, junto à Cova de Presépio. Neste lugar recebeu várias mulheres das ricas de Roma que tinham se convertido pelas suas pregações e conselhos. Estas senhoras venderam seus bens e passaram a viver com o santo em Cova de Presépio a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas mulheres, São Jerônimo construiu-se um convento para homens, três para mulheres e uma casa para atender aos romeiros que visitavam o lugar onde Jesus nasceu.

            A Igreja Católica o reconhece como Patrono de todos os que estudam e ensinam as Sagradas Escrituras. Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.