Papa Francisco e a mensagem para os trabalhadores

 

Cidade do Vaticano, 1 mai (EFE).- O papa Francisco criticou nesta quarta-feira “a concepção economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta acima dos parâmetros da justiça social” e que tem como uma das consequências o grande número de desempregados neste feriado do Dia do Trabalho.

Como de costume, o pontífice circulou pela praça de São Pedro em um jipe branco entre cerca de 60 mil pessoas, que se reuniram para escutar a catequese de Francisco em sua audiência das quartas-feiras.

Sob vivas e aplausos constantes e numa manhã de sol radiante, o papa abençoava os presentes, beijava os bebês e abraçava os idosos e doentes.

Em seu discurso, o papa criticou o trabalho escravo e o tráfico de seres humanos.

“A dignidade não é dada pelo poder, dinheiro, cultura, não. A dignidade vem do trabalho e um trabalho digno”, pois há muitos “sistemas sociais, políticos e econômicos que fizeram com que esse trabalho signifique se aproveitar dos indivíduos”, disse.

Jorge Mario Bergoglio argumentou que quando a sociedade está organizada de forma “que nem todos têm a possibilidade de trabalhar, essa sociedade não é justa”.

O papa pediu que as autoridades façam esforços para dar um novo impulso ao trabalho e se preocupem com a dignidade das pessoas.

“Peço a todos que na medida de suas responsabilidades se esforcem por criar postos de trabalho e deem esperanças aos trabalhadores”.

Para o papa, o trabalho é parte do projeto de amor de Deus, “estamos convocados a cultivar e cuidar de todos os bens da criação e desta maneira participamos da obra da criação”.

Além disso, o pontífice disse que se ocupar é fundamental para a dignidade das pessoas, “nos faz semelhantes a Deus, que trabalhou, trabalha e atua sempre”.

Uma resposta to “Papa Francisco e a mensagem para os trabalhadores”

  1. Darcy Pinheiro da Silva Says:

    Infelizmente existem entidades que se dizem religiosas, e caritativas, mas na verdade exploram os empregados, deixando de pagar aos mesmos, seus direitos trabalhistas. Consideram-os como verdadeiros escravos, enquanto acumulam fortunas. Os empregados vivem miseravelmente. Muitas dessas entidades são dirigidas por religiosas e recebem apoio de bispo.

    Darcy Pinheiro – Cruz Alta-RS.

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