Archive for the ‘Campanhas da Fraternidade’ Category

Quaresma e Campanha da Fraternidade

março 5, 2012

            A Igreja no Brasil, desde 1962 celebra a Campanha da Fraternidade. Como o próprio nome diz a Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa das Caritas. A princípio o objetivo era adquirir fundos para ajudar a Igreja Católica a manter suas obras assistenciais. Teve um papel determinante o Cardeal Dom Eugênio de Araujo Sales, Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro. Sem a ajuda e o entusiasmo do velho arcebispo que, na época era bispo auxiliar de Natal, nada teria acontecido. Nessa teia de boas almas nos deparamos com bispos com Dom Helder, Dom Luciano Mendes, Dom Ivo e o cardeal Dom Aloísio que incentivaram e fizeram a Campanha tomar corpo tornando não só uma Campanha da Fraternidade, mas  também uma Campanha de evangelização.

            É a maior Campanha de Evangelização do mundo. Na Campanha da Fraternidade não há o proselitismo dos pentecostais e nem o exclusivismo dos evangélicos, mas o dar as mãos. Inclusive já se realizou duas Campanhas ecumênicas, o que atesta o que acabo de dizer.

            Com a campanha da Fraternidade a Igreja se preocupa com temas que diz respeito à vida do povo. Cumpre seu papel profético de denúncia e anúncio. Basta pensar nas Campanhas que trataram o tema dos Negros, da Mulher, dos Presidiários, dos Índios, da política, da comunicação Social, das Drogas, enfim, citei esses só para relembrar alguns. Quanta coisa mudou depois que a Igreja denunciou as atrocidades cometidas contra os negros, as mulheres pobres e marginalizadas, o povo de rua, as injustiças e condições subumanas que viviam os presos nas cadeias. A Igreja denunciou o abuso do poder público, os desvios de verbas, o descaso para com a coisa pública e a consonância com o tráfico e o crime organizado por parte de algumas autoridades conforme veio a tona com o escândalo da loterge, do jogo do bicho, das ambulâncias, do mensalão e tantos outros que o Brasil ainda não esqueceu.

            Neste ano a Igreja quer que pensemos na saúde. Vamos organizar grupos de reflexão, de oração e de participação nos Conselhos de saúde, pois não basta querer saúde pública é preciso participar.

Deus abençoe a todos!

Pe. Camilo

Facebook Camilo paiva 

Quaresma e a Campanha da Fraternidade 2012

março 5, 2012

           Com já é sabido por todos este ano a Igreja Católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, reflete sobre o tema da saúde. Já falamos, na semana passada, sobre a importância da Campanha da fraternidade no país e como os outros países do mundo admiram essa iniciativa da Igreja Católica.

            Não queremos falar da saúde somente por falar, mas queremos, antes de tudo, dizer que saúde é mais que ausência de doença. Aqui está a grande novidade que a Igreja traz como reflexão. È para pensar. Para se ter uma vida saudável basta que não se tome remédios?  A resposta é não. Muita gente não toma remédio, não sente dores, mas, no entanto tem hábitos que são considerados doentios. Citamos como exemplo pessoas com péssimos hábitos alimentares, pessoas que dormem pouco, porque gastam energias em noitadas ou na internet, os fumantes e beberrões, os escravos do trabalho e os estressados. Essas pessoas são doentes em desenvolvimento ou são causadoras de doenças nos que convivem com ela.

            A mudança de hábitos alimentares, a ordem no horário para se comer ou dormir, a disciplina nos exercícios físicos e o domínio e libertação dos vícios são indícios de saúde. São tratamentos que as pessoas podem fazer sem onerarem o bolso. Isso faz parte da fé. Isso é religião. O cristianismo tem como uma de suas metas fazer de seus membros pessoas saudáveis: espiritual, psíquica, moral e fisicamente. Fé e ciência não se opõem, mas se visitam e se completam. Cada vez mais isto está ficando claro no mundo dos cientistas e dos religiosos.

            Impressionou-me a recepção do livretinho Campanha da Fraternidade me Família, aqui em Juiz de Fora, na Paróquia de Santa Rita, onde sou administrador Paroquial. Compramos muitos livros e já esgotaram. Isso mostra o quanto foi um acerto a escolha do tema da saúde. Refletir sobre a saúde em família é, antes de tudo, cuidar para que as pessoas não fiquem doentes. Aliás, esta é a prioridade da pastoral da saúde. Continuaremos na próxima semana.

Que Deus abençoe a todos!

http://www.paroquiasantaritajf.com.br 

Líderes religiosos visitam fábrica da morte em Dachau

novembro 12, 2011

Igreja Católica promove encontro com religiões de todo mundo

DACHAU, quarta-feira, 14 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Da Romênia, Polônia, Hungria, Ucrânia, Itália, Rússia: os líderes religiosos convocados pela Comunidade de SantEgidio para o encontro mundial “Bound to Live Together. Religiões e culturas em diálogo”, que está sendo encerrado em Munique, chegaram juntos ao lugar onde se erguia o barracão número 28 do campo de concentração de Dachau.

Aqui eram trancados os sacerdotes católicos e pastores protestantes que, nas igrejas, expressavam sua oposição ao regime nazista ou que ajudavam os judeus e perseguidos a esconder-se. De 1933 a 1945, o lapso de tempo em que o campo esteve em funcionamento, foram registradas 2.720 pessoas, de 134 dioceses e 24 países.

Muitíssimos morreram: “Dachau – explicou o guia – não era um campo de extermínio; seu objetivo era a reeducação através dos trabalhos forçados, mas, com relação às 42 mil defunções dentre os 200 mil internos durante 12 anos, não se pode falar certamente de mortes naturais.”

Os líderes religiosos do mundo inteiro – cristãos, muçulmanos, judeus e das religiões da Ásia – se reuniram ontem, 13 e setembro, em Dachau, para uma cerimônia de comemoração que destacou, mais uma vez, a vontade de paz e de reconciliação das religiões.

Os 30 barracões do campo se distribuíam em linha ao longo de uma maravilhosa avenida, com álamos plantados pelos próprios internos: sendo um campo modelo, aberto aos visitantes desde o início da guerra, devia ser, inclusive, agradável à vista.

“Segundo a hierarquia do campo – explicou o guia –, era melhor estar em um dos barracões do início da avenida, de número par, onde as condições de vida eram melhores. À medida que se avançava até o fundo, estavam mais abarrotadas e as condições eram piores. O campo construído para albergar 5 mil prisioneiros tinha 36 mil quando foi libertado, de todas as nacionalidades. Sobreviver foi um milagre.”

“Antes da libertação do campo, em 21 de abril de 1945 – contou o cardeal Já½€zef Glemp, arcebispo emérito de Varsóvia –, ocorreu um fato milagroso. Os prisioneiros poloneses rezavam a São José pela sua libertação e, de repente, chegou um tanque americano que havia errado de caminho. Dessa maneira, as SS, que se preparavam para destruir o campo e, assim, todas as provas dos crimes que haviam cometido, fugiram.”

Lugares como os fornos crematórios – as SS os designaram aos sacerdotes católicos, porque pensavam que seu ministério os obrigava ao segredo em qualquer situação – e as câmaras de gás: não há provas de que fossem usados, mas os procedimentos previstos eram sempre os mesmos: os prisioneiros eram obrigados a ficar nus, com o pretexto de tomar um banho, e a entrar em um lugar em que havia gás Zyklon B. Trinta minutos eram suficientes para morrer.

“Trinta minutos não é um tempo breve para morrer – comentou a ZENIT Dom Pero Sudar, bispo de Sarajevo –, era uma longa agonia, que me lembra a de Jesus: deveria morrer para redimir todos os mortos, também estes.” Chama a atenção “o planejamento da fábrica da morte, mas também um lugar como este testifica que o mal pode existir e durar, mas no final é sempre derrotado”.

Auschwitz e Dachau não deveriam servir como memorial para evitar que os horrores pudessem se repetir? No entanto, a destruição dos seres humanos por parte de outros seres humanos se repetiu: passaram-se somente 20 anos desde o assédio a Sarajevo.

“O drama da condição humana – explica Dom Sudar – é não poder aprender as coisas fundamentais das experiências dos outros, seja do bem ou do mal que deve enfrentar no espírito de toda geração.”

“É difícil – acrescenta – nutrir uma vontade absoluta de mal por parte de qualquer um: é necessário mascará-la com uma ficção de bem, como a tentativa reeducativa de Dachau ou a necessidade de defender-se em primeiro lugar do possível ataque dos outros, como ocorreu com os sérvios na Bósnia. (…) Por isso, na Alemanha foi possível que todo um povo, condicionado pela propaganda e pela mentira, tolerasse tudo isso.”

“É dever das religiões – afirmou Dom Sudar –, mas também dos intelectuais e da mídia, desmascarar o mal, para que possa ser reconhecido como o que é. Não existe guerra preventiva e nem sequer a de defesa: existe estar contra a guerra ou a favor dela.”

“Queridos amigos jovens – convidou o cardeal Roger Etchegaray, durante a cerimônia na capela da Angústia –, sua presença em Dachau é o sinal do seu compromisso de desonrar a guerra onde quer que ela apareça. Alcançar a paz hoje requer mais heroísmo que vencer a guerra no passado.”

“No meu país, Cazaquistão, perto da cidade de Karaganda – contou a ZENIT o metropolita Aleksandr, do Patriarcado de Moscou –, vou frequentemente rezar a lugares parecidos, campos de concentração onde morreram centenas de mártires da fé. Seu testemunho, como o daqueles que sofreram em Dachau, demonstrou que nenhuma ditadura das ideologias pode vencer, mas somente um sistema de valores cristãos, que são valores comuns a todos os homens.”

Nada, na verdade, parece capaz de suprimir a força do espírito humano. “Aos 23 anos, em 1943 – relatou a ZENIT Max Mannheimer, vice-presidente da Associação de Sobreviventes de Dachau –, fui a Auschwitz, depoisao gueto de Varsóvia e mais tarde a Dachau. Trabalhava nos canteiros de cascalhoe estava rodeado de brutalidade e violência. Quando o campo foi libertado, eu pesava 48 quilos.” Na verdade, um sobrevivente não é libertado totalmente: “A concepção de homem, de Deus, da sociedade, tudo cambaleia”.

“Quando voltei à Checoslováquia – contou Mannhemeir, que é de origem morávia –, conheci um moça alemã que se opôs ao nazismo e cuja família foi perseguida por isso. Ela repetia constantemente que a Alemanha poderia ter sido um país democrático.”

“Eu me apaixonei por ela e acreditei nisso. Por esta razão, aceitei voltar à Alemanha e passei os últimos 25 anos de universidade em universidade, para incentivar os jovens alemães no caminho da democracia e da convivência pacífica.”

“Mostrem valentia – concluiu o vice-presidente da Associação de Sobreviventes de Dachau, em sua intervenção durante a cerimônia comemorativa – quando se trata de defender o direito e a dignidade de outro ser humano. Vocês não são responsáveis pelo que aconteceu. Mas que isso não se repita jamais – por isso, sim, vocês são responsáveis.”
Fonte: http://www.zenit.org/article-28842?l=portuguese

Câncer – Campanha de Combate

outubro 29, 2011

Instituto Oncológico se prepara para o Dia Nacional de Combate ao Câncer

De outubro a novembro, a fachada do Instituto Oncológico recebe iluminação rosa para chamar a atenção sobre o câncer de mama. Este evento inicia as atividades do Dia Nacional de Combate ao Câncer que é comemorado no dia 27 de novembro. As ações têm como objetivo alertar a sociedade para a importância da detecção precoce do câncer de mama.

Durante o mês de novembro será realizada distribuição de panfletos e laços cor-de-rosa na instituição e na Igreja do Rosário, além de palestras sobre diversas neoplasias no Centro de Estudos do Instituto Oncológico.

Toda a instituição está mobilizada com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre o diagnóstico precoce, para isso será realizado o “II Seminário sobre Atendimento Multiprofissional ao Paciente Oncológico” que este ano aborda o tema “Judicialização da Saúde / Garantias Fundamentais do Cidadão”.

A expectativa da instituição é de atingir o maior número de pessoas da comunidade e região para que haja maior conscientização a respeito da importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de qualidade.

O alerta é importante, pois de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama.

Segue a programação dos eventos.

Programação de Palestras:

04/11/2011        10h00   Câncer de Cabeça e Pescoço            Palestrante: Dr. Afrânio Cunha

11/11/2011        10h00   Câncer de Mama                                Palestrante: Dra. Roberta W. Diniz

16/11/2011        13h00   Câncer de Próstata                             Palestrante: Dr. Felipe Torres

25/11/2011        10h00   Câncer de Colo Uterino                      Palestrante:  Dra. Mariana Abad

 Local:                                     Centro de Estudos do Instituto Oncológico.

Público Alvo:                          Colaboradores, acompanhantes e pacientes, entre outros interessados.

Programação do Seminário:

18h30           Credenciamento

19h00           Abertura      

19h30           Palestra: Judicialização da Saúde / Garantias Fundamentais do Cidadão

 

Composição da Mesa:       

q       Dr. Rodrigo Ferreira de Barros  Promotor de Justiça –  20ª Promotoria de Justiça   

q       Maria Helena Leal Castro       Gestora Municipal de Saúde

q       Tereza Cristina Esteves          Coordenadora da Comissão de Oncologia

q       Samantha Maria Borchear      Representante dos usuários do Serviço de Saúde

q       Sérgio Calzavara                    Diretor Clínico do Instituto Oncológico                      21h30           Debate

22h00           Encerramento

 Data:                           28 de novembro de 2011.

Local:                          Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora

Rua Braz Bernardino, 59 – Centro – Juiz de Fora / MG

Horário:                       18h30 às 22h00.

Público Alvo:              Gestores Municipais de Saúde, profissionais e acadêmicos da área de saúde.

 Panfletagem e distribuição de fitas cor-de-rosa

27/11  19h00           Igreja do Rosário – Bairro Granbery

 Qualquer dúvida ou informação pode ser obtida pelos telefones: (32) 3690-8096 ou (32) 3690-8009.

 INSTITUTO ONCOLÓGICO LTDA

RUA SANTOS DUMONT, 56 – GRANBERY – JUIZ DE FORA / MG – 36.010-510

Campanha da fraternidade 2011

março 24, 2011

A Igreja católica quer conscientizar o povo. Devemos preservar a natureza: os rios, as plantas, os animais e as pessoas. Deus criou o mundo e tudo que nele existe e deu para o homem cuidar. Veja o que diz esta canção:

Planeta Àgua

Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão…

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população…

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos…

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão…

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação…

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra…

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água…

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão


Fraternidade e Vida no Planeta

março 17, 2011

Acompanhe a letra desta canção e observe como tem haver com a Campanha da Fraternidade deste ano. De fato, como diz São Paulo, “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).

Natureza, Espelho de Deus

Chitãozinho & Xororó

Composição: Paulo Debetio / Paulinho Resende

Eu sou a água dos rios das beiras da terra
A dar de beber as sedentas sementes
Eu sou a nascente, o cerrado e a serra

Eu sou o grito de dor da madeira ferida
A relva, a selva, a seiva da vida
Peão boiadeiro que o laço não erra

Eu sou o doce das frutas, a erva que amarga
O quarto de milha e o mangalarga
As águas revoltas são os prantos meus

Quem envenena meus mares, me queima e desmata
Me sangra sem pena, aos poucos me mata
Não vê que eu sou o espelho de Deus

Eu sou a natureza, indefesa, não me trate asim
Eu sou a aguia, a baleia e o angelim
Somos irmãos da terra, pedra, bicho, planta, gente, enfim
Pra que essa vida viva cuida bem de mim

Eu sou o sol das manhã sobre minhas campinas
O frio das neves, as claras colinas
Os pássaros livres, a sombra que resta

Eu sou o bicho do mato, a flor pantaneira
Eu sou a savana, a serpente, a palmeira
O cheiro do verde que vem da floresta

Sou cavaleiro do mundo, eu sou a boiada
Eu sou o estradeiro e o pó da estrada
Sou crença nos olhos dos homens ateus

Quem me devasta, me fere, me caça, me extingue
Me arranca as raizes não deixe que eu vive
Não pode se ver no espelho de Deus

Eu sou a natureza, indefesa, não me trate assim
Eu sou a aguia, a baleia e o angelim
Somos irmãos da terra, pedra, bicho, planta, gente, enfim
Pra que essa vida viva cuida bem de mim

Reflexao do Dia: Aparência externa

fevereiro 25, 2010

Estamos no caminho em direção da Páscoa. É um trajeto de muitas provas e de tentações, mas também de fidelidade a algum objetivo claro que deve transparecer aos olhos do mundo. O principal é a construção de uma cultura de fraternidade, apostando nos princípios reais da justiça.

O caminho da solidariedade supõe denúncia de tudo aquilo que ameaça e viola a dignidade e os direitos individuais justos. O que deve estar em jogo é o respeito pela vida de todas as pessoas. Vida feliz, com todas as condições para sua dignidade e realização.

A pessoa transfigurada na sua fé normalmente é comprometida com a prática da transformação. É a perspectiva da mudança de uma sociedade egoísta para uma cultura de fraternidade, de passagem da morte para a vida.

Muitas pessoas têm rostos desfigurados, consequência da miséria, da desigualdade e da exclusão. Mas isto precisa ser transformado em vida nova, no sentido da Páscoa, como passagem para condições mais saudáveis.

A aparência externa pode, às vezes, revelar a identidade interior. Na nova cultura é fundamental uma mudança na política, na econômica, na cultural e na prática religiosa, uma mudança radical para nos identificarmos com o Deus da vida.

O ideal da Campanha da Fraternidade é possibilitar a transfiguração daqueles que vivem desfigurados, não podendo participar da fraternidade e liberdade dos filhos de Deus. Para isto, temos que superar a cultura de ilusão e de irresponsabilidade, numa economia que não favorece as pessoas.

O mundo precisa assumir com determinação o sofrimento das pessoas que são pisadas e oprimidas pela nova cultura, colocando a economia a serviço da vida, direcionando com critério os bens da natureza que são destinados para a realização de todos.

Não podemos deixar que o nosso fim seja a perdição, o nosso deus seja o ventre, a nossa glória seja o que é vergonhoso. Como consequência disto, o nosso fim poderá ser a perdição, nos dizeres da Carta de Paulo aos Filipenses. O importante é estar firmes no Senhor como orienta a Quaresma.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Fonte: Site CNBB

Share/Save/Bookmark

Tema da Campanha da fraternidade 2011

novembro 25, 2009

Aconteceu nos dias 15 e 16 a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep), em Brasília. Esta reunião teve o intuito de avaliar a Campanha da Fraternidade 2009 (CF) “Fraternidade e Segurança Pública” e escolher os temas e lemas para a Campanha de 2011.

“A reunião acontece todos os anos e tem como finalidade avaliar a campanha do ano corrente, apresentar a campanha do ano seguinte e a escolha do tema e do lema para a campanha de dois anos depois”, afirmou o secretário executivo da CF, padre José Adalberto Vanzella.

Ficou escolhido então que em 2011 o tema será “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto”. E em 2010, a Campanha será ecumênica e terá como tema “Economia e vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, escolhido no ano passado.A avaliação da CF 2009 é feita pelo Consep, juntamente com os responsáveis pela Campanha da Fraternidade nos Regionais e pelos assessores da CNBB.O padre José Vanzella, apresentou os números da avaliação colhidos a partir de questionários enviados às dioceses e regionais. A análise dos dados, enviados pela internet, teve o auxílio da professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Maria Valéria. O resultado mostra que a Campanha foi realizada com êxito e que a Via Sacra foi um dos subsídios mais usados pelas paróquias.
Uma preocupação do Consep foi o baixo número de dioceses que participaram da avaliação, apenas 17% respondendo ao questionário. Segundo padre Vanzella, esse número aumentou em relação ao ano passado
Ainda de acordo com o padre Vanzella, após a escolha dos temas o próximo passo será a realização de um seminário que acontecerá nos dias 10 e 11 de setembro, na sede da CNBB em Brasília, para estabelecer os assuntos e as estruturas para a Campanha de 2011 e, posteriormente, apresentá-las para aprovação dos bispos.