Archive for the ‘Catequse’ Category

Hoje é o dia da promulgação da Igreja católica, de sua inauguração

junho 13, 2011

Basta ler o capítulo 2 de Atos dos Apóstolos para entender que a Igreja católica não é igual às outras. Isso os evangélicos vão ter que engolir! 

Veja bem. Os Evangélicos foram inventados por homens. A Igreja deles, em geral, nascem numa garagem, funerária, coreto ou em pracinhas. A nossa foi universal. Todos entenderam a língua dos Apóstolos que foram os primeiros bispos da Igreja que Jesus fundou.

 1. Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. 3. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. 5. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu.                                                                                                                                                                                                                          Aqui está evidente que a Igreja católica não é fruto das mãos humanas, mas das mãos do próprio Cristo. A Igreja nasce, no mundo inteiro, conforme está escrito, por isso Católica! Acompanhe a leitura…                                                                                                                                                                                                                                           6. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. 7. Cheios de espanto e de admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8. Como é que nós os escutamos na nossa língua de origem? 9. Nós, que somos partas, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10. da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, e os romanos aqui residentes, 11. judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciando as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”      

Agora mande eles segurarem essa: Não existe Bíblia protestante. A Bíblia que eles usam é nossa. Conta a história do nascimento da nossa Igreja. Somente a Igreja Católica está na Bíblia! Rssssssss    

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Creio na Igreja Católica

dezembro 8, 2010

Isidoro de Nadai

A verdadeira e única Igreja de Jesus é aquela que:

1. Adora e proclama o mis-tério da santíssima trindade.

  • Deus-Pai, Criador do Universo, que nos teceu carinhosamente no seio de nossa mãe e maternalmente nos conserva na existência;
  • Deus-Filho que, para nos salvar, se fez homem no seio da Virgem Maria, moreu na cruz e ressuscitou; é o senhor e Emanuel-Deus conosco- e virá para julgar a historia, dando a vitória final ao bem sobre o mal;
  • Deus Espírito Santo, que habita em nós e assiste continuamente a Igreja para que ela anuncie Jesus com inteira verdade e fidelidade.

2. Interpreta autenticamente e proclama com inteira fidelidade a palavra de Deus.

3. Guarda, vive e transmite fielmente a sagrada tradição apostólica – At 2,42; Is 2,15; Jô 20,30.

4.Conserva e administra todos os sacramentos que Jesus instituiu:

  • Batismo: “Fazei que todas as nações se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo” (Mt 28,19).
  • Crisma: “Pedro e João fizeram oração pelos novos fieis, a fim de que recebessem o Espírito Santo” (At 8,14-17).
  • Eucaristia: “Tomai e comei, isto é meu corpo, Tomai e bebei todos porque isto é meu sangue” (Mt 26,26-29). “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19)
  • Confissão: “Recebei o Espírito Santo, Aqueles aos quais ´perdoardes os pecados , esses lhe serão perdoados” (Jô 20,22-23)
  • Matrimonio: “O homem e a mulher formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só pessoa. Portanto não separe o homem o que Deus uniu” (Mt.19,5-6)
  • Ordem: “Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que está em ti pela imposição das minhas mãos” (2Tm.1,6). “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização (da igreja) e para que orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor”(Tg 5,14-15).

5. Ensina os 10 mandamentos.

Êxodo 20,10-17, que Jesus resumiu em dois; amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22,37-40).

6. Anuncia com jubilo que Jesus vive e é o senhor.

7. Recorda que a Ressurreição vem da cruz.

8. Adora Jesus Crucificado.

“Pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas para os escolhidos força e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23-24).

9. Ama, venera e pede a intercessão de Maria.

  • Porque é a mãe de Jesus, que como bom filho ama e quer ver amada sua santa mãe.
  • Porque é “cheia de graça” (Lc 1,18-25), ou seja santa.
  • Porque Jesus no-la deu por Mãe (Jo 19,26).
  • Porque ele pede que a amemos (Jo 19,27).
  • Porque Deus quis que Jesus chegasse por meio dela (Gl 4,4).
  • Porque foi por sua intercessão que Jesus fez seu primeiro milagre (Jo2,3-11).

10. Tem o principio da unidade.

  • Pedro – a pedra sobre a qual Jesus Construiu sua igreja (Mt 16,17-19).

11. Reza pelos falecidos.

  • Porque a Bíblia diz que é um ato bom e santo (Mc 12,42-46).

12. Recomenda que se façam imagens.

  • De Jesus, de Maria, dos Anjos e santos.
  • Porque é de Jesus a imagem primeira e substancial do pai (Cl 1,15; Hb 1,3).
  • Porque Deus manda faze-las (Ex 25,18-21).
  • Porque é pelo visível que chegamos ao conhecimento do Deus invisível (Jo 14,9).

Você sabe, meu irmão, qual é a igreja que ensina e vive todas essas verdades. Ela é a única Igreja fundada por Jesus Cristo. Você não vai ser louco de abandona-la!

 

Catequese de adultos:Qual o por quê do Touro nos pés da imagem de São Lucas?

julho 11, 2010

Há no livro de Ezequiel 1, 10-11 e Ap 4,2-7 descrições de quatro seres animados, movidos pelo Espírito do Senhor que estão sempre junto ao trono do Altíssimo. Segundo alguns exegetas, os quatros seres animados representam toda a Criação nos seus expoentes máximos, a saber:

HOMEM com sua sabedoria, apanágio do gênero humano
LEAO, o mais forte dos animais selvagens
TOURO, o mais forte e prestativo dos animais domésticos
AGUIA, a mais forte e veloz das aves.

Santo Irineu apropriou essas figuras aos quatro Evangelistas, criando assim um simbolismo tradicionalmente aceito:

Sao MATEUS, inicia o seu evangelho com a genealogia de Jesus como Filho de Deus, querendo mostrá-Lo como verdadeiro HOMEM;

Sao MARCOS, começa seu evangelho no deserto, habitat natural dos animais selvagens, como o LEÃO. Também procura apresentar Jesus como forte, o LEAO da tribo de Judá;

Sao LUCAS, começa e termina o seu evangelho no Templo, onde eram imolados os TOUROS dos sacrifícios, substituídos por Jesus, o único e eterno sacrifício;

Sao JOÃO, inicia seu evangelho pela geração eterna do Verbo, que ‘desse do alto’ para depois voltar. É o evangelho que atinge as alturas e a profundidade do Mistério de Deus, por isto é representado pela ÁGUIA.

Fonte:  Pe. Jacaúna – RCC Rio de Janeiro

Reflexao do Dia: Sagrada Eucaristia

junho 6, 2010

Hoje e’ Domingo. E’ dia de Ir `a Santa Missa. Domingo e’ o dia do Senhor. E’ o dia da Santima Eucaristia.Assim diz o Papa bento VI sibro a Santissima Eucaristia:

“Na Eucaristia, Jesus não dá « alguma coisa », mas dá-Se a Si mesmo; entrega o seu corpo e derrama o seu sangue. Deste modo dá a totalidade da sua própria vida, manifestando a fonte originária deste amor: Ele é o Filho eterno que o Pai entregou por nós. Noutro passo do evangelho, depois de Jesus ter saciado a multidão pela multiplicação dos pães e dos peixes, ouvimo-Lo dizer aos interlocutores que vieram atrás d’Ele até à sinagoga de Cafarnaum: « Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do céu. O pão de Deus é o que desce do céu para dar a vida ao mundo » (Jo 6, 32-33), acabando por identificar-Se Ele mesmo — a sua própria carne e o seu próprio sangue — com aquele pão: « Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo » (Jo 6, 51). Assim Jesus manifesta-Se como o pão da vida que o Pai eterno dá aos homens.”

Exclarecendo Duvidas

abril 14, 2010

Posso ler livros psicografados?

 Hoje eu respondo a uma leitoraassídua do nosso jornal, que mepede que não decline o seu nome.

Ela quer saber se, como católica,

pode ler os livros ditos psicografados.

Ela ganhou um livro desses de

uma amiga que se afirma “católica

praticamente e espírita”.

Respondo, querida irmã, com

muito carinho e respeito a você e à

sua amiga. Primeiramente, deixe-me

dizer a você que é impossível ser ao

mesmo tempo católico e espírita, em

que pese tanta gente ir à igreja aos domingos

e durante a semana ao centro

espírita. Falta de aprofundamento

na fé dá nisso. E por que? Porque

os ensinamentos espíritas negam a

verdade básica de nossa fé católica: a

nossa redenção realizada por Cristo

com sua Morte e Ressurreição.

Os nossos irmãos espíritas têm,

sim, um profundo respeito por

Jesus. Para eles, porém, Jesus não

é Deus. É apenas um espírito puro

que passou entre nós e nos enriqueceu

com sua doutrina. Nós católicos

mos tudo obnubilado, por espelhos

embaçados. É tudo obscuro, mas

um dia entenderemos. E diz com

ternura poética: “Não quero que

vocês fiquem tristes, como quem

não sabe (1 Ts 4,13 ), lamentando-se

pela morte. Somos chamados a uma

vida eterna. Da ressurreição de Jesus

derivam as nossas. Da passagem de

Jesus derivamos as nossas passagens.

Transcenderemos à morte.

São Francisco a chamava de

irmã. Não se deve procurá-la, mas

como ela certamente vem, o certo

é estarmos de prontidão. Seguros

de que não cairemos num nirvana

ou no aniquilamento, cremos no

e os cristãos de modo geral cremos

que Jesus é verdadeiramente Deus

e verdadeiramente homem.

Os nossos irmãos espíritas não crêem

na ressurreição de Cristo e nem na

nossa. Eles crêem na reencarnação.

E a diferença é fundamental. Nós

vivemos a certeza da ressurreição de

Jesus e na nossa ressurreição final.

Cremos na palavra de Jesus: “Eu

sou a ressurreição e a vida! Quem

crê em mim terá a vida eterna e eu o

ressuscitarei no último dia”.

Respondo agora à sua dúvida,

minha irmã. Eu ouvi há pouco

tempo de um bispo que nos pregou

um retiro espiritual uma frase que

me fez pensar: Nós somos aquilo

que comemos. Entendamos esse

“comer” como tudo aquilo que

alimenta nosso corpo e nossa alma.

Ora, minha irmã, por que alimentar

nossa alma com textos de outra

experiência religiosa, se temos em

nossa Igreja textos tão bons que

fortalecem a nossa fé?

Você, no seu coração talvez esteja

pensando: E o Chico Xavier?

Chico Xavier foi homem bom,

homem de Deus, que merece todo

o respeito de todos nós. Eu prefiro

pensar que o seu coração e sua inteligência

produziram textos de muita

sabedoria sem precisar de espíritos

a lhe ditar o que escrever, o que

dizer. Há quem acredite terem sido

seus textos ditados por espíritos. Eu

prefiro fazer tributo ao autodidatismo,

à inteligência privilegiada e à

sabedoria e ao imenso coração dele.

Temos mesmo que fazer memória

de um homem tão bom.

Fonte: Jornal O Sao Paulo

Autor: Pe. Cido

Adão e Eva existiram de verdade?

outubro 30, 2009

Recebi hoje um email de Ana Claudia Almeida che diz assim:

“Meu pai pergunto se tem como você fazer uma daquela mensagens, fala
sobre a seguinte pergunta que uma menina da catequese fez: se o
primeiro casal da igreja foi Adão e Eva, e eles tiveram dois filhos
homens, como se deu a procriação do mundo? se puder publique na sua
coluna do jornal mensagem.

Abraço Jose Maria da Comunidade Rosa Mistica – Santos Dumont.

Responderei com um texto do Professor Felipe da Cancao Nova, que concordo em genero e numero.

Esta é uma pergunta que muitos católicos fazem. O Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de linguagem figurada para revelar verdades religiosas, não científicas ou históricas. Em resumo, a Bíblia quer nos ensinar apenas o seguinte:

1) Deus criou o ser humano, homem e mulher, podendo ter utilizado a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano;

2) O Senhor concedeu aos primeiros pais graças espirituais especiais: “justiça original” (harmonia consigo, com a mulher, com a natureza e com Deus), e “estado de santidade” (comunhão profunda com Deus, participação da vida divina), dons preter naturais (não sofrer, morrer, ciência infusa, etc).

3) O Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida, figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Isso significava que o homem não deveria ser “o árbitro do bem e do mal”, e já que foi elevado à especial comunhão com Deus, devia comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo às normas correspondentes de sua dignidade de filho de Deus;

4) O homem, por soberba e desobediência, disse não a esse modelo de vida e ao convite do Criador, perdendo assim o “estado de santidade” e de “justiça original”. Desta forma, o sofrimento e morte entraram no mundo por causa do pecado original; isto levou São Paulo a dizer que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6, 23).

Não é preciso exagerar a perfeição do estado primitivo da humanidade por causa dos dons preter naturais, e da ” justiça original”. Foi um estado belo, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura.

Os primeiros homens de que fala o Gênesis, podem muito bem ter sido rudimentares como mostram os indícios dos fósseis da pré-história. As idéias religiosas de Adão poderão ter sido puras, mas sob a forma de intuições concretas como dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos.

Adão (= Adam, homem) e Eva (=Mãe dos viventes) representam o ser humano criado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apresentou ao homem nas suas origens, ao homem real e não a um ser fictício. Eles existiram de fato; foram os primeiros seres humanos que receberam de Deus uma alma imortal.

Por outro lado, Adão e Eva não são nomes próprios como João, Pedro, Maria o são. Então, não necessariamente representam apenas o primeiro casal de humanos, mas os primeiros humanos. São nomes de origem hebraica que significam apenas “homem” e “mulher”. Por isso, a Igreja deixa para o estudo dos cientistas mostrar como os seres humanos surgiram trazidos por Deus; se de apenas um casal (monogenismo) ou de vários casais de um mesmo tronco (poligenismo). O que a Igreja não aceita é que a humanidade tenha surgido, ao mesmo tempo, de vários troncos, em lugares diferentes.

 

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Conheça mais em
Blog do Professor Felipe
Site do autor: http://www.cleofas.com.br

 

Semana da Vida – Dia do Nascituro

outubro 12, 2009

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Comemora-se a 8 de outubro o Dia do Nascituro e nos dias precedentes a Semana da Vida. A motivação que a CNBB teve para criar estas celebrações foi o crescente clima de agressões à vida humana dos últimos tempos no Brasil e um preocupante declínio na valorização da dignidade da pessoa. A Igreja, em seu âmbito universal, é reconhecida como mestra em humanidade. Entre tantos documentos sobre o tema, destaque-se a Encíclica Evangelium Vitae, de João Paulo II (1995), na qual expõe as preocupações a respeito da multiplicação e o agravamento das agressões à vida das pessoas e dos povos, sobretudo quando é débil e indefesa. Também o Papa Bento XVI, não faz muito tempo, afirmou: O aborto…não pode ser um direito humano – é o seu contrário”. O que a Igreja tem feito em defesa da vida e da dignidade da pessoa humana não tem como finalidade impor uma doutrina, mas sim propor séria reflexão e cumprir o dever de contribuir com a sociedade quando há ameaças de situações degradantes e de ideologias desumanizadoras que agem por interesses materialistas, sem preocupações éticas. Diante de uma sociedade que se vê em decadência ética e moral, com problemas comprometedores no que se refere ao respeito à vida, todos somos chamados a refletir e a dizer um basta a estas ideologias anti-humanas. Um “não” explícito deve ser dado ao terrorismo, à violência, à insegurança, à guerra e a agressão, como já foi dado um “não” explícito ao nazismo e ao fascismo, a regimes totalitários e opressores. Um dos perigos que mais ameaçam os direitos humanos, hoje, é, sem dúvida, o movimento abortista, com projetos de leis que pretendem impor a legalização da morte provocada dos nascituros. Entre os argumentos propalados, um dos mais freqüentes é o pretenso direito da mulher sobre o seu corpo. Tal argumento é falho, primeiro porque a criança que está gerada em seu ventre não é parte de seu corpo, mas outro ser humano, desde o momento da fecundação, quando se uniram o óvulo e o espermatozóide, e esta nova criatura tem tanto direito à vida quanto ela. Pelo instinto materno, a mulher naturalmente quer protegê-lo, mas em situações constrangedoras ou anômalas ela pode chegar ao desespero e querer fazer dano ao seu próprio filho, o que muitas vezes, resultará para si mesma em conseqüências psicológicas incuráveis, ou atormentadoras para sempre. A sociedade e o governo devem assumir a responsabilidade de ajudar a esta mulher e não têm o direito de causar-lhe aleijão moral, tentando transformá-la em uma pessoa insensível diante do crime de assassinato de seu próprio filho. O nosso corpo foi dado para ser protegido, alimentado e, na verdade, nem a mulher e nem o homem são propriamente donos de seu corpo, a não ser para fazer-lhe o bem, nunca o mal. É preciso que, em nosso País, se chegue à conclusão que a solução para a gravidez indesejada não pode ser o assassinato das crianças. O Governo e a sociedade têm que encontrar meios favoráveis à vida para o problema. É necessário ampliar e desburocratizar o sistema de adoção, organizá-lo de tal forma que dê aos nascituros a garantia de que eles não serão eliminados como coisas indesejáveis, enquanto há inúmeras famílias em fila de espera para adotar uma criança. É necessário que os humanos se unam contra toda ideologia que desumaniza e coloca em risco a dignidade com a qual fomos criados.

Dom Gil Antônio Moreira

 Arcebispo de Juiz de Fora

Fonte: http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/

Mensagem do Papa `a 3a Semana Brasileira de catequese

outubro 8, 2009

Bertoni

Santo padre e o Cardeal Tarcisio Bertoni

 

Vaticano, 18 de setembro de 2009

 

Excelência

Houve por bem, através de sua carta n. 358/09, de 20 de maio passado, informa esta Sé apostólica que vai realizar-se, em Itaici de 6 a 11 de outubro de 2009 e dedicada ao tema “a iniciação à vida cristã”, a 3ª Semana Brasileira de Catequese, momento culminante deste Ano Catequético promovido pela CNBB com o objetivo de dar um novo impulso à catequese como serviço eclesial e caminho para o discipulado.

Posto ao corrente da iniciativa, o Santo Padre confiou-me servir de intérprete de sua gratidão pelos sentimentos de filial comunhão afirmados e da sua saudação para todos os participantes, sobre os quais invoca abundantes luzes do Alto para assumirem mais plenamente seu compromisso batismal de ser autênticos discípulos e missionários de Jesus, sendo a catequese, como Sucessor de Pedro disse discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe “um grande instrumento para introduzir o Povo de Deus no mistério de Cristo”, uma vez que “nela se transmite de forma simples e substancial a [sua] mensagem” (cf. L’Osservatore Romano, ed. Portuguesa de 19/5/2009, pag. 16) e leva – lê-se no Documento de Aparecida – a “um encontro pessoal cada vez maior com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem” (DAp 289)

Já em 1977 a IV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos quis sublinhar antes de mais nada que, “no centro da catequese, nós encontramos essencialmente uma Pessoa: é a pessoa de Jesus de Nazaré, filho único do Pai, cheio de graça e verdade; (…) e a vida cristã consiste em seguir a Cristo” (Exort. ap. Catechesi tradendae, 5). Isto significa, em primeiro lugar, “transmitir, não já cada um uma sua própria doutrina ou então a de um mestre qualquer, mas os ensinamentos de Jesus Cristo, a Verdade que Ele comunica ou, mais precisamente, a verdade que Ele é” (Ibid 6). Com tal objetivo, “a catequese há de haurir sempree o seu conteúdo na fonte viva da Palavra de Deus, transmitida na Tradição e na Escritura”, acolhida segundo “a inteligência e o coração da Igreja” (Ibid 27), como aparece no Catecismo da Igreja Católica e no Compêndio do Catecismo. Seguindo esta inspiração segura, será possível alcançar a meta que esse encontro se propõe, no marco dos 50 anos do primeiro Ano Catequético do Brasil: formar aquele discípulo que “tenha espírito de oração, seja amante da palavra, pratique a confissão freqüente e participe da eucaristia; que se insira cordialmente na comunidade eclesial e social e seja solidário no amor e fervoroso missionário” (DAp 292).

Enquanto manifesta viva gratidão a quantos tornaram possível a III Semana Brasileira de Catequese, Sua Santidade o Papa Bento XVI eleva fervorosas preces ao Senhor para que torne fecundos os trabalhos desses dias e concede, com particular afeto, a todos os participantes a bênção apostólica.

Aproveito a ocasião para manifestar a Vossa Excelência Reverendíssima a certeza da minha fraterna estima e grande consideração em Cristo Senhor.

 

Tarcisio Cardeal Bertone

Secretário de Estado de Sua Santidade

Abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese

outubro 8, 2009

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Dom Geraldo Lyrio Rocha

Em nome da CNBB, acolho com imensa satisfação os coordenadores e coordenadoras de catequese, catequistas, catequetas, religiosos, religiosas, diáconos, presbíteros, bispos e demais convidados vindos de todas as regiões do Brasil para esta terceira Semana Brasileira de Catequese. Aqui estamos porque queremos dar novos passos rumo a uma catequese de iniciação à vida cristã e, por conseguinte, de inserção na comunidade eclesial. O Ano Catequético Nacional ao propor “a catequese como caminho para o discipulado”, nos alertou para a importância do aprofundamento e do amadurecimento na fé, vivida no seio da comunidade eclesial, empenhada em irradiar a vida em Cristo para ao mundo hoje. Nesta “mudança de época”, faz-se necessário implementar uma catequese de inspiração catecumenal. Temos consciência dos desafios e das dificuldades em implantar na catequese um novo modelo de iniciação, conforme orienta a Conferência de Aparecida, mas acreditamos que seja este o modo mais eficaz para responder aos desafios atuais. Queremos, nestes dias, fazer memória da bonita caminhada que realizamos nos últimos 50 anos. É necessário recordar o passado, compreender o presente e projetar o futuro da catequese, no momento importante de implementação do Diretório Nacional de Catequese, com preciosas iniciativas em toda parte. Realizar a 3ª Semana Brasileira de Catequese como culminância do Ano Catequético Nacional é para todos nós motivo de intenso júbilo. Lembramos com alegria a caminhada catequética que teve como marco significativo a realização do primeiro Ano Catequético, em 1959, cujo ponto culminante foi o Congresso Catequético Nacional, em Belo Horizonte. Em 2006, em sua Assembleia Geral, a CNBB aprovou, por unanimidade, a realização de um Ano Catequético Nacional a realizar-se em 2009, celebrando o cinqüentenário do primeiro Ano Catequético. A iniciativa demonstra a importância que a Igreja no Brasil tem dado à catequese, tal como ficou expresso no processo de elaboração do Diretório Nacional de Catequese, nos anos 2002 a 2005. Com a Conferência de Aparecida, podemos afirmar que, sem o impulso da catequese em toas as instâncias da ação evangelizadora, não há como formar os discípulos missionários de que o mundo necessita. O Ano Catequético se insere no processo de recepção de Aparecida, que nos convida a “formar discípulos missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida”. Fomos, assim, desafiados a repensar nossa ação evangelizadora e pastoral. Neste mesmo processo se inserem as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas na Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2008. A partir de uma catequese de inspiração catecumenal, queremos explicitar melhor o primeiro anúncio e assumimos a inspiração catecumental como modelo da iniciação cristã, a fim de intensificar a formação do discípulo missionário, inserido na comunidade eclesial, comprometido com o anúncio e o testemunho de Jesus Cristo e empenhado na construção de um mundo novo. Temos muitos motivos para celebrar esta terceira Semana Brasileira de Catequese: neste ano de 2009, estamos comemorando os 30 anos da Exortação Apostólica Catechesi Tradendae, do Papa João Paulo II, promulgada após o Sínodo sobre a catequese, celebrado em 1997. Comemoramos também os 30 anos da Conferência de Puebla sobre A evangelização no presente e no futuro da América Latina. No ano passado, celebramos os 25 anos do documento Catequese Renovada, publicado pela CNBB, em 1983. Na estrada aberta pelo Concílio Vaticano II, essas são grandes referências para a renovação da catequese e de toda a ação pastoral. Estamos vivendo sob o influxo do Sínodo dos Bispos, que se realizou em 2008, dedicado à “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, enquanto aguardamos a Exortação Apostólica pós-sinodal que o Papa Bento XVI dirigirá a toda a Igreja. Na mesma direção, coloca-se a próxima Assembleia Geral da CNBB, em 2010, que irá refletir sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja no Brasil. Estivemos em sintonia com o 12º Inter-eclesial das CEBs, que se realizou em julho deste ano, em Porto Velho – Rondônia. Os cristãos são desafiados a viver um modo de ser Igreja que tenha a Palavra de Deus como fonte, a oração comum (especialmente a Eucaristia) como alimento e a vida em plenitude como meta da missão. A primeira Semana Brasileira de catequese aconteceu nos dias 12 a 18 de outubro de 1986, em Itaici – SP e teve como tema fé e vida em comunidade. A segunda, em outubro de 2001, procurou colocar em prática a prioridade da catequese com adultos. Teve como tema: Com adultos, catequese adulta e como lema: Crescer rumo à maturidade em Cristo (cf. Ef 4,13). Esta terceira, com o tema: Iniciação à vida cristã e o lema: “Nosso coração arde quando ele fala, explica as Escrituras e parte o pão” (cf. Lc 24,13-35), é uma privilegiada oportunidade para operacionalizar o Diretório Nacional de Catequese, bem como as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, à luz da desafiante proposta de Aparecida, que nos convoca a formar discípulos missionários para uma Igreja em contínua renovação, inseridos profeticamente nesse momento histórico caracterizado como uma “mudança de época”. A catequese, começando pela iniciação cristã e chegando a constituir-se num processo de formação permanente, é caminho de encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo. Quem se encontra com Ele, põe-se a caminho em direção aos irmãos, à comunidade e à missão, e faz a experiência do discipulado, como seguimento do Caminho, onde Cristo faz o coração arder e o discípulo mergulhar nas Escrituras, na liturgia, no conhecimento e vivência da fé, na ação evangelizadora, na participação eclesial, no engajamento pastoral e no compromisso social. A todos os irmãos e irmãs desejo alegre e fecunda participação nesta terceira Semana Brasileira de Catequese. Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, o Espírito Santo nos ajude a experimentar a presença do Ressuscitado aqui entre nós e assim possamos exclamar como os discípulos de Emaús: “Nosso coração arde quando ele fala, explica as Escrituras e parte o pão” (cf. Lc 24,13-35). * Alocução de Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana e presidente da CNBB, na abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese em Itaici – Indaiatuba (SP), aos 6 de outubro de 2009.

3ª SBC: Mudanças de época são tempos profundamente libertadores, diz teólogo

outubro 8, 2009

Serve para voce que quer ser Catequista e nao sabe como fazer ou nao conhece bem o que e’ isso. Aqui voce se informa e, depois, vai ao seu paroco e converse com ele, etc. Mas voce que e’ catequista, ministro da palavra, da equipe de liturgia deve ler com atencao estes textos porque te darao as estrategias para se hegar ao coracao das pessoas. Como o outro artigo,voce pode arquivar no seu PC. Deixarei o endereco no final dessa pagina. Aguma duvida de como faz, voce pode me mandar pelos comentarios, porque pode ser que a sua duvida, seja a duvida de muitos.

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 Clara, objetiva e didática. Assim pode ser descrita a primeira conferência da 3ª Semana Brasileira de Catequese (SBC), proferida na manhã de hoje, 7, pelo teólogo do Rio de Janeiro, padre Joel Portela. Ele explicou em detalhes para os 480 participantes do encontro o que significa “mudança de época”, dentro do contexto da catequese.

O teólogo passou uma mensagem otimista ao concluir dizendo que “mudanças de época são tempos profundamente libertadores”.  “Libertam-nos de apegos que já não ajudam na vivência e na transmissão do Evangelho. Libertam o próprio Evangelho da poeira do tempo e de costumes que, algumas vezes, são colocados e mesmo sobrepostos à Boa Nova como se Boa Nova fossem”, disse.

A 3ª SBC começou ontem, 6, em Itaici (SP) e prossegue até domingo. Ela congrega bispos, padres, religiosas e leigos coordenadores de catequese das 272 dioceses do Brasil. O encontro debate o tema da “iniciação à vida cristã” e faz parte da celebração do Ano Catequético Nacional, proclamado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e aberto em abril deste ano.

Padre Joel destacou que o termo “mudança de época”, cunhado pela Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, em Aparecida (SP), em 2007, “revela a radicalidade das mudanças”, que o mundo sofre de forma acelerada, “ainda que em graus distintos de afetação”.

Segundo o teólogo, esta mudança coloca alguns aspectos “em baixa” e outros “em alta”. Estão em baixa a instituição, a tradição, o sonho, a utopia, o eterno, a ética. Em contraposição, estão em alta o indivíduo, a novidade, o prazer imediato, o transitório, a estética.

“Importa destacar que não se trata de rejeição de um dos pólos, mas de supervalorização de um e redução na importância do outro”, explica. “Não se está aqui emitindo um juízo de valores sobre um período ou outro. Ninguém pode afirmar que, em termos de evangelização, uma época é melhor que a outra. Elas são diferentes, exigindo de nós assumir a mudança, reconhecer que estamos num ambiente distinto daquele ao qual estávamos acostumados”, acrescenta.

Uma das características da sociedade atual, marcada pelas mudanças, é que não existe mais a chamada “sociedade ou cultura cristã”. “Não vivemos mais no que os estudiosos chamam de cristandade, identificação entre a religião e a cultura, a mentalidade predominante. A mudança de época traz para o centro da cena a figura da secularização, através da qual a dimensão religiosa se desligou das instituições, da tradição e das normas objetivas”.

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