Archive for the ‘Debates’ Category

O Complô contra Cristo

outubro 24, 2012

 

Se avaliarmos as recentes as recentes publicações descobriremos que tem alguma coisa no ar contra a pessoa de Jesus Cristo. Outro dia uma mãe me disse que seu filho estava chateado porque um professor de história do Colégio militar de juiz de Fora, que se diz ateu, afirmou em sala de aula que Jesus foi casado e teve filhos. E mias, mentirosamente, afirmou que isto esta escrito na Bíblia. Não sei em onde este cara leu isso … Um jovem qu estuda psicologia aqui em Juiz de Fora disse que uma professora do curso afirmou categoricamente que Maria não é virgem. Detalhe: usou palavras de baixo escalão, de porta de bordel pra falar isso. Professora universitária em?!

            A revista Placar deste mês (veja meu blog www.brantonio.wordpress.com) publicou uma foto do Neymar, na capa como se fosse Cristo crucificado. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) publicou nota de repúdio.

            A novela que terminou semana passada bateu Record de insulto ao cristianismo. Primeiro uma mulher tinha dois maridos que tinham um caso entre sí ou pelo menos dava para entender isso. Esta realidade colocou em xeque o amor entre um homem e uma mulher.

            No final da novela um homem casou com três mulheres e jurou amo e fidelidade às três. Mais uma vez a novela ridicularizou o casamento instituído por Cristo. Zombou da inteligência do brasileiro, pois, como ser fiel a três mulheres? De que conceito de fidelidade estava falando?

            Para fechar com chave de ouro o insulto, parodiou o Divino Pai Eterno com o divino futebol clube. Isto porque o Santuário Católico mais em evidencia no Brasil, na atualidade é o do Divino Pai Eterno. Você entendeu a maldade? O presidente do tal divino futebol clube foi auto-intitulado sacerdote. Um clube de futebol passou a ter status de Igreja e um diretor, de índole duvidosa, de sacerdote. Algo no mesmo tom da  auto-nomeação do Edir Macedo como bispo, do RR Soares como missionário e o Valdemiro Santiago apóstolo. Esse  é o nosso Brasil! E tem gente que ainda acha que tá certo.

Banalização da Imagem de Cristo pela revista Placar

outubro 24, 2012

Infelizmente ha uma forte tendência a banalizar a imagem de Cristo. Querem a todo custo acabar com o cristianismo. Esta idolatria e insulto mostra o quanto a sociedade é podre.

Veja a nota da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.

Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.

A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.

A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.

Festa de São Miguel em Santos Dumont MG

setembro 12, 2012

Festa de São Miguel e Almas: eu estarei lá

Padre Roberto e Padre João Paulo me convidaram para fazer a abertura da Novena de São Miguel e eu aceitei. Para mim é uma honra abrir a novena na Paroquia na qual fui Pároco por oito anos. Nesta cidade que conquistei muitos amigos. Sinto-me em Santos Dumont como se estivesse na minha própria casa. Na verdade, sinto-me bastante sandumonense. Gosto muito do povo desta cidade. Neste dia vinte de setembro será a oportunidade de rever amigos e ministrar a Palavra de Deus a este povo querido.

            Tenho acompanhado, com muita empolgação, o trabalho brilhante que os Padres Roberto e João Paulo vêm executando na Paróquia. Sei dos desafios que eles enfrentam. Mas o que torna a vida empolgante é a adrenalina de conquistar. È preciso estabelecer metas de conquistas. Conquistar a confiança, conquistar os corações e os amores é algo que faz do cotidiano uma realidade sempre nova.

            Vi, com muito gosto, as fotos na Matriz ampliada. Realmente o povo católico de Santos Dumont merece uma Igreja confortável. A Igreja grande ajuda mais pessoas a escutarem a Palavra de Deus. Não pode uma cidade do porte de Santos Dumont ter uma Igreja que não comporte as pessoas nas Missas de domingo ou de dias de festa. Penso que agora estamos com uma Igreja digna da estatura de fé do nosso povo. Nossa fé precisa ter vulto, precisa aparecer para que “a luz de vocês brilhe diante dos homens, para eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está nos céus” (São Mateus 5, 16).  Com a Igreja grande e confortável mais pessoas podem ouvir a Palavra de Deus. Mais pessoas podem se sentirem orgulhosas das obras que Deus faz na vida de cada um.

            Infelizmente, algumas pessoas podem pensar em seus corações: a que serve uma Igreja grande? Um gato desnecessário? Deveriam ajudar os pobres? São questionamentos que muitos fazem para tentarem jogar areio em um projeto tão bonito como o aumento da Igreja matriz. Uma coisa eu alerto o meu leitor. Mais, desafio a averiguar a vida dos críticos de plantão: estes que assim falam não ajudam aos pobres. Falam porque têm medo do Evangelho. O Evangelho lança luzes no que é obscuro. Então, por medo, tentam frear e minar tudo que é de Deus. Fazem isso colocando em dúvida a autenticidade da Igreja e da intenção de seus dirigentes. Se olharmos na Bíblia, foi isso que fizeram com Jesus. Quando Jesus expulsou os demônios disseram que era pelo chefe dos demônios que ele expulsava os demônios; quando a mulher banhou, por fé, os pés de Jesus com perfumes caros, Judas, o traidor, disse que ela deviria gastar aquele dinheiro com os pobres. Entretanto, Judas traiu Seu mestre e amigo Jesus por trinta moedas de prata. Observe que os que dão por mal empregado as coisas e os investimentos na obra de Deus são os que menos fazem o bem. Usam o argumento “pobre” para tentar ter credibilidade à aquele argumento que não tem argumento. São pessoas perdidas, infelizes e mal resolvidas que apelam para emoção. Basta ver o exemplo de Caim que deu por mal empregado a oferta a Deus e se deu mal: foi amaldiçoado por Deus.

            Moral da história: quem não ajuda a pregação do Evangelho e ainda atrapalha que ajuda, mais cedo ou mais tarde, dança. Parabéns ao povo de Santos Dumont pela linda Igreja e me aguardem, pois estarei com muito entusiasmo no dia vinte abrindo a Novena de São Miguel. Levem a Bíblia, pois preparei uma mensagem edificante que cura e liberta.

Valeu Padres Roberto e João Paulo pelo convite.

Hittler: Imagem do terrorismo e falta de Deus

setembro 19, 2011
Exatamente, como foi, previsto há cerca de 60 anos… o que Hittler fez…
Por favor, leia até o fim!
É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas
(Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.),
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General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos
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E o motivo, ele assim explanou:
‘Que se tenha o máximo de documentação – façam filmes – gravem testemunhos – porque, em algum momento ao longo da história, algum idiota se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu’.
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Aquele que se esquece do Passado está fadado a Repeti-lo!
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‘Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam’. (Edmund Burke)
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Relembrando:
Ha poucos dias, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque “ofendia” a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu…
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Este é um presságio assustador sobre o medo que está a atingir o mundo, e o quão facilmente cada país se está a deixar levar.
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Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
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Este email está a ser enviado como um alerta, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristão, 1900 padres católicose muitas Testemunhas de Jeová, resumindo;
(SERES HUMANOS)
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que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos à fome e humilhados, enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.
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Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o ‘Holocausto é um mito‘, torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.
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A intenção de enviar este email, é que ele seja lido por, pelo menos, 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
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Seja voce também está ciente então ajude a enviar o email para todos que forem possíveis. Traduza-o para outras línguas se for o caso!
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Não o apague!
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Vai gastar apenas, um minuto do seu tempo a reencaminhá-lo.
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Talvez você possa estar pensando que são imagens forte demais para repassar aos seus amigos!
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Mas elas são reais e a verdade nunca deve ser escondida, e os inocentes… jamais esquecidos!
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Isso que está vendo foi apenas um pouco do que aconteceu.
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Vai querer arriscar que isso tudo se repita?
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Ainda não acabamos, tem mais de onde sairam essas…
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Mais dessas ocorrências poderão se efetuar no futuro…
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Seja sensato, divulgue a mensagem.
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Muito Obrigado!

Nociva exaltação

junho 18, 2011


O homem é, por natureza e por vocação, um ser religioso. Mas em seu comportamento religioso os homens podem mostrar também erros que falsificam a fé. Vejo que um erro que às vezes aparece nos encontros e nas celebrações religiosas é o da exaltação excessiva da emoção e do sentimento. Esta exaltação não é sinônimo de uma alegria edificante e nem de um autêntico entusiasmo, mas trata-se aqui de uma dispersão nociva que contraria o valor da racionabilidade da fé e isso é ruim porque “a fé, se não for pensada, nada é” (Santo Agostinho). “É ilusório pensar que, tendo pela frente uma razão débil, a fé goze de maior incidência; pelo contrário, cai no grave perigo de ser reduzida a um mito ou superstição” (Papa João Paulo II: encíclica Fides et ratio nº 48). Em 1994, após uma reflexão sobre as ambiguidades e as distorções que podem caracterizar o psiquismo humano, seja individual, seja grupal, a CNBB declarou que “deve-se evitar alimentar um clima de exaltação da emoção e do sentimento, que enfatiza apenas a dimensão subjetiva da experiência da fé” (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Documento 53, nº 49). Em uma instrução sobre as orações para alcançar de Deus a cura, a Santa Sé assim orienta: “É necessário que na sua execução não se chegue, sobretudo por parte de quem as orienta, a formas parecidas com o histerismo, a artificialidade, a teatralidade, ou ao sensacionalismo” (Roma, Instrução “Ardens felicitatis”: artigo 5 § 3). Às vezes, a exaltação nas celebrações religiosas aparece ligada ao desejo individual ou coletivo de expulsar o demônio. Sobre isso, a CNBB assim declarou: “Quanto ao “poder do mal”, não se exagere a sua importância. E não se presuma ter o poder de “expulsar” demônios. O exorcismo só pode ser exercido de acordo com o que estabelece o Código de Direito Canônico (cân. 1172)” (Documento 53, nº 67).

À luz da psicologia, podemos compreender que a exaltação é um estado moral que se assemelha ao entusiasmo mas com alguma coisa de mais mórbido e de menos fugaz. É o contrário da reflexão calma. Sob o ponto de vista intelectual, caracteriza-se pela precipitação das idéias, que se sucedem tumultuosamente, sem séria relação lógica. Os juízos são rápidos, sem verdadeira crítica e, por consequência, incompletos, facilmente errôneos ou injustos.

Considerando que a razão beneficia a fé, não se deve confinar a religião fora dos espaços da racionalidade. Deve-se então estimular o conhecimento das razões do crer (1 Pd 3,15), porque  a carência de uma adequada educação religiosa é a causa de diversas formas patológicas de religiosidade, como, por exemplo, a busca de aparições, de mensagens do além, de idolatrias e de coisas semelhantes. Por fim, destaco que também é importante valorizar o silêncio nas celebrações religiosas, assim como pediu o Concílio Vaticano II (SC nº 30). O silêncio é também necessário para encontramos a voz de Deus !

Luís Eugênio Sanábio e Souza

Escritor

Família, Juventude, Diálogo e as Redes Sociais

maio 6, 2011

Um escritor inglês, convertido ao cristianismo na primeira metade do século XX, G. K. Chesterton, escrevia num dos seus livros (O amor ou a força do sino) que o nosso mundo moderno caracteriza-se, entre muitas outras notas, pelo absurdo no campo dos valores. Dava um exemplo bastante significativo desse absurdo ao apontar os educadores – que sem dúvida nenhuma são valiosos dentro da sociedade – como pessoas mais consideradas do que os pais, porque os professores ensinam o que é necessário para se ter uma posição cultural e profissional dentro da vida.

Os pais, entretanto, são muito mais do que os mestres, pois são os que cooperam com Deus para que se transmita o dom da vida dos filhos e para que estes sejam educados para a vida na sua integridade e totalidade.

A educação privada na família pode ter um horário e uma qualidade bem superior a das melhores escolas públicas e privadas, e por isso, faço um retorno ao grande escritor inglês há pouco mencionado. Chesterton, na mesma obra literária sobre o amor afirmava o seguinte:

“Todo o mundo sabe que os mestres têm uma tarefa cansativa e frequentemente heróica, mas não é injusto recordar que nesse sentido têm uma tarefa excepcionalmente feliz.
O cínico diria que o mestre tem a sua felicidade em não ver os resultados do seu próprio ensinamento.
Prefiro limitar-me a dizer que ele não tem a preocupação acrescentada (à sua tarefa) de ter que estima-lo desde o extremo oposto. O mestre raramente está presente quando o estudante morre… raras vezes encontra-se quando a ‘cortina cai’”.

Os pais, porém, têm o grave e grato dever de educar os filhos, sobretudo no período da adolescência e da juventude, para que cheguem a este momento da ‘queda da cortina da vida’ como pessoas maduras, íntegras, humanamente completas, e não só profissional, científica, cultural e socialmente formados.

Conhecemos cada vez com mais detalhes, inclusive dolorosos, a enorme influência que a tecnologia dos instrumentos de comunicação social (televisão, internet, videogames, celular, orkut, facebook, twitter, revistas eletrônicas, youtube, etc.) exerce sobre o tempo e a mente dos pais e dos filhos.

Ainda que os números variem segundo os países e o consumo da televisão venha diminuindo em benefício da internet e outros meios que compõem as redes sociais, vale a pena mencionar que, por exemplo, a juventude européia vê 25 horas de televisão por semana e que nos Estados Unidos esse tempo é medido por dia (8 horas diárias de televisão são consumidas por crianças e adolescentes entre os 8 e 17 anos).

O crescimento exponencial do uso da internet é notório. Enquanto, em 2000, 37% dos jovens italianos tinham acesso a esse meio tecnológico, em 2008, na faixa etária 12 a 14 anos, esse índice atingiu o nível de 95%.

O que se percebe no nosso mundo midiático é o “império da Comunicação” estendendo-se com mais rapidez e profundidade que os antigos impérios do Ocidente e do Oriente. O espantoso de toda essa expansão das redes sociais, benéficas com certeza desde que sob um ponto de vista informativo, é que tanto a família quanto os poderes públicos têm uma preocupação bem menor com essa “dieta midiática escolhida pela juventude” em relação aos problemas de saúde causados pela alimentação atual (vide, por exemplo, a questão da obesidade, da bebida e dos transgênicos).

Na família cabe aos pais o controle dessa “dieta” para que os filhos(as) não estejam com um “balanço nutritivo deficiente”, por não saberem usar convenientemente esses meios tecnológicos proporcionados pelo progresso e facilitados pela economia de mercado.

Permitem-me ler o texto que reflete perfeitamente esse “balanço nutritivo deficiente” que deve ser bem controlado dentro de uma família que é realmente educadora e evangelizadora.

“Estava baixando do iTunes o trecho de um filme para vê-lo no meu Ipod vídeo enquanto falava com meu primo na Escócia via Skype. Entretanto transmitia por bluetooh um documento word desde meu celular para a impressora e me questionava por que ainda não tenho o navegador Satelital Tom Tom no meu Gps Treo, fundamental para andar pela cidade na minha moto Vespa. Depois disso li no meu Zagot os editoriais do Washington Post e informei-me rapidamente que filmes passavam nos cinemas do meu bairro e não me interessei por nenhum deles nessa tarde. De repente, sempre na Internet, chega-me uma notícia de agência que diz: ‘primeira mensagem natalina do Papa: homem tecnológico sofre risco de atrofia espiritual’.”

O caráter irônico desse texto refere-se:

1.    Balanço imediato: cada novo meio de comunicação introduz certamente nas famílias um crédito científico-cultural, mas traz com ele, simultaneamente, um débito humano incrível. Exemplo:
– desestruturação da família;
– diminuição do pensamento verbal e lógico em “benefício” do pensamento visual e virtual;
– crescimento verificado de dois distúrbios que se refletem no lar e nas escolas: DDA (Desordem de Déficit de Atenção) e DHA (Desordem de Hiperatividade).
– uma ‘paz familiar’ artificial, uma vez que cada membro da família está ‘plugado’ num aparelho eletrônico e não mais discutem… mas também não mais dialogam, não mais se conhecem na intimidade, o mergulho no mundo virtual e alheio aos outros cria um estilo de vida e de pensamentos que acaba modificando os critérios de valorização e, o que é mais grave, gera conteúdos mentais e emocionais que contradizem a natureza e o papel da família natural.

2.    Papa Bento XVI – Mensagem à XLI Jornada Mundial da Comunicações Sociais – 2007:

“A educação para os meios deve ser positiva. Colocando as crianças (jovens) diante do que é excelente, estética e eticamente, se lhes ajuda a desenvolver a própria opinião, a prudência e a capacidade de discernimento… A beleza, espelho do divino, inspira e vivifica os corações e as mentes dos jovens, enquanto que a feiúra e a vulgaridade têm um impacto deprimente nas atitudes e comportamentos”.

Uma das belezas existentes na família é a formosura das conversas – verdadeiros diálogos –, que não consiste só em instruções, tampouco só regras de vida. Creio que na nossa atualidade cultural e científica, influenciada em demasia pela comunicação de massas deveria emergir na família e desde a família um conteúdo mais precioso do diálogo humano, que consistiria em algo que ainda se pode dizer e não mais em algo que se deve informar ou em algo que só se deve visitar ou mostrar ou até vender.

Explico-me melhor. Os pais, os avós, os adultos em geral devem preencher suas conversas, seus diálogos, com temas simples, sugestivos e atraentes, pois a juventude – também a infância nos dias de hoje – sabe muitas coisas, conhece muitas novidades tecnológicas e culturais, sabe o que não quer mais, mas ignora profundamente algo que ainda se pode – se deve – dizer, isto é, o novo presente no cotidiano da sua vida juvenil.

A igreja católica é depositária e transmissora do Evangelho, isto é, da Boa Nova, que é precisamente a profunda comunhão de vida e de amor que Deus estabeleceu com todos os homens e mulheres através da revelação da sua Intimidade e da sua Encarnação.

Essa Revelação contínua e gradual consiste em um olhar interior que sabe distinguir muito bem aquilo que vem do alto e que está acima de tudo.

Na Igreja doméstica construída sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher e aberta à transmissão da vida e da educação dos filhos também há uma profunda comunhão de vida e de amor querida por Deus, e chegou o momento histórico-cultural – também eclesial – da revelação, via diálogo (não via internet, nem redes sociais), daquilo que vem do alto e está acima de tudo, que é o novo diário, que é a nova pessoa que cada um é a medida que os dias, os meses, os anos de vida transcorrem.

Que conteúdo tão pobre está presente na ‘mesmice’ das informações obtidas via internet – violência, sexo, pornografia, linguagem sintetizada, zipada, comentários negativos, teses de mestrado ou doutorado copiadas, críticas e calúnias, anti-valores, etc… –; que riqueza tão grande nesses diálogos intra-familiares e inter-familiares onde os interlocutores – esposos, pais – filhos, irmãos, parentes – ‘mergulham’ no ‘twitter’ da intimidade e revelam o que está acima de tudo e vem do alto: alegrias, tristezas, ideais, vitórias, derrotas, quedas e ascensões, conquistas de valores, encontros inesquecíveis… conhecimentos essenciais…. Deus! 

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Carta do padre Fabio de Mello sobre o celibato

julho 9, 2010

A graça de ser só.

Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.

Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.

Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.

A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.

Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.

Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.

Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.

Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.

É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

A graça desça sobre cada um de vocês meus filhos!

Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo

AMÉM!

FONTE: EMAIL DE UM AMIGO

Este eu tambem publico

julho 8, 2010

padre quero lhe deixar algo,interessante e que tambem adoto…”JESUS veio tambem para incomodar e muitos não conseguem se quer olha-lo na cruz,olhar que faz as pessoas rever a caminhada,mas…ele incomoda muita gente…”PADRE CORAJOSO
O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.

“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartEis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.

Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP

Fonte: FOLHA de SÃO PAULO,

Entrevista com Frei Betto

junho 17, 2010
Entrevista com Frei Betto

Frei Betto lutou, foi preso, rezou em passeatas e chegou ao poder com o Lula em Brasília. Agora , ele se define como um “feliz indivíduo não governamental”. Depois de correr o mundo, está de volta para onde tudo começou. Vive no convento dos frades dominicanos, uma construção moderna, em Perdizes. De lá, reflete sobre sua trajetória, os caminhos e descaminhos do PT que ajudou a construir. Sem deixar de ser crítico, fala sobre avanços do governo Lula: “Hoje não há uma pessoa que diga que o PT se destaca pela sua integridade”. Sobre a indicação de Dilma Rousseff para disputar a sucessão de Lula, diz que se não fosse o mensalão o candidato certamente seria outro. Frei Betto gosta de temperos fortes. Também é assim quando cozinha para os amigos. Faz “bacalhau espiritual” à base de muito leite de coco.

Diz que continua amigo de Lula e de Fidel Castro, a quem visitou recentemente. Ele acaba de concluir seu 53º livro, mas que, por superstição, não revela o tema. Conselhos que recebeu de uma mãe de santo quando escrevia Batismo de Sangue, em 1982, sobre sua experiência durante a resistência à ditadura militar.

Eis a entrevista.

. O que mudou para que o Brasil viesse a ter uma candidata oriunda da esquerda armada?

É fantástico que, enquanto os torturadores se escondem envergonhados e não conseguem nem votos de seus companheiros de farda, uma pessoa como a Dilma seja hoje a candidata preferencial à Presidência. Acho que ela está preparada, conhece profundamente a administração pública e foi ótima ministra.

. Lula fez uma boa escolha?

Lula fez a escolha possível porque as outras se queimaram. Dilma é candidata por falta de opção.

. Se não fosse o caso mensalão quem seria o candidato? José Dirceu teria chance?

Só Lula pode responder, mas, na minha opinião, certamente não seria a Dilma.

. O PT é um antes do mensalão e outro depois?

Sem dúvida alguma. O PT tinha dois trunfos simbólicos para garantir a sua credibilidade: ser o partido dos mais pobres e da defesa da ética. De certa maneira, ele ainda é o partido dos desfavorecidos. O apoio popular do presidente Lula vem das políticas sociais que governo desenvolveu. Entretanto, não há hoje ninguém que diga que o PT se destaca por sua integridade.

. O caráter da militância mudou?

Com certeza. Nas eleições dos anos 80 e 90 existiam militantes que voluntariamente se dedicavam a fazer panfletagem, que davam o sangue nas campanhas. Hoje os cabos eleitorais do PT são pagos. Isso é triste.

. Por que o governo Lula não deu continuidade ao Fome Zero?

Porque quem controlava o cadastro eram representantes eleitos em assembleias populares. Isso provocou gritaria dos prefeitos, pois o dinheiro não passava por eles. Saía da Caixa Econômica direto para as famílias beneficiadas. Os prefeitos ameaçaram sabotar e o governo federal decidiu erradicar os comitês gestores formados em mais de 2 mil municípios. O governo deu aos prefeitos o controle do cadastro, permitindo que famílias fossem incluídas ou retiradas do programa, estimulando a corrupção. Isso criou uma relação de clientelismo político no País.

. Por que deixou o governo?

Descobri que não era minha vocação. Fui convocado para fazer o Fome Zero que tinha um caráter emancipatório. O governo matou o programa e o substituiu pelo Bolsa Família, que é usado como cacife eleitoral. Até agora nenhum gênio achou a porta de saída.

. Você guarda mágoas?

Não, ao contrário. Minha experiência no governo expus em dois livros: A Mosca Azul e Calendário do Poder. Tenho bons amigos lá e espero que tudo tenha continuidade. Queria voltar a escrever, pois é minha verdadeira vocação.

. Quais são os problemas do governo Lula na sua opinião?

O governo Lula, apesar de muitos méritos, ainda deve à Nação reformas básicas, como a agrária, tributária, política, da saúde e da educação. O principal defeito do governo atual é não ter mexido na estrutura.

. O presidente Lula o consulta?

Não, o presidente é meu amigo. Nunca fui consultor, guru. Isso que falam é bobagem.

. Tem falado com Fidel Castro?

Tenho. Quando vou a Cuba, ele me recebe na casa dele. A última vez foi no dia 3 de março, quando fui comemorar os 25 anos do livro Fidel e a Religião.

. Acredita em abertura do governo de Cuba com Raúl Castro?

Raúl está empenhado em reduzir o paternalismo estatal e permitir o aumento dos salários. Mas o retorno do capitalismo está fora de cogitação.

. O que acha do Lula intermediar acordo para que o Irã desenvolva seu programa nuclear?

Lula é um grande negociador. Ele provoca enorme ciumeira no cenário internacional porque não precisa pedir licença a ninguém para desempenhar seu papel de agenciador da paz.

. Não importam os argumentos de que o Irã tem um governo teocrático e de que não respeita os direitos humanos?

Mas os EUA também não respeitam. Quem deu a eles o direito de ocupar o Vietnã, de matar mais de 600 mil civis no Iraque e outros tantos no Afeganistão? Que moral têm para falar de um país como Irã?

. É possível, então, ignorar a falta de liberdade de expressão e a pena de morte?

E nos EUA não tem?

. É legítimo se os dois países se comportam da mesma forma?

Nós queremos a paz no mundo e não haverá paz se não tiver justiça. Enquanto não vem, o melhor caminho é dialogar. Isso o Lula faz muito bem.

. Como vê o comportamento da igreja em relação à pedofilia?

A igreja tardou a tomar providências efetivas. Primeiro internas, com a suspensão dessas pessoas, depois respondendo pelos crimes cometidos perante a legislação vigente.

. O que está por trás disso?

A ideia de que todo sacerdote precisa ter vocação para o celibato. Esse não era o ponto de vista de Jesus. E como sei disso? Porque está no primeiro capítulo do Evangelho de Marcos, que fala que Jesus curou a sogra de Pedro. Agora, se Pedro tinha sogra, qual é a conclusão? E o interessante é que não só Jesus incorpora ao grupo de apóstolos um homem notoriamente casado como o escolhe para ser o primeiro Papa. O celibato foi uma medida tardia na história da igreja católica.

. E o celibato leva à pedofilia?

Isso acontece por dois motivos: a obrigatoriedade do celibato e a má formação afetiva dos seminaristas. Acho um crime colocar no seminário um jovem antes dos 15 anos, que não tem claro ainda o seu perfil sexual, e depois jogá-lo sozinho em uma paróquia sem qualquer relação familiar. Essa carência leva, às vezes, a aberrações.

. Você é celibatário?

Sim. Para quem vive numa comunidade religiosa como eu, não faz o menor sentido casar porque você partilha os seus bens, a sua vida. Agora, para os sacerdotes diocesanos não há nenhuma razão. Se há nesses escândalos de pedofilia algo aproveitável é a possibilidade da igreja voltar a discutir a obrigatoriedade do celibato e a ordenação das mulheres.

. Qual é a explicação para que as mulheres não sejam ordenadas?

A igreja considera ainda hoje a mulher um ser inferior ao homem. No período medieval, a instituição abraçou o princípio de São Tomás de Aquino que, entre grandes luzes, disse essa bobagem.

. Como era o Frei Betto de 30 anos atrás e como é o de hoje?

Continuo um cigano de Deus, viajando a bordo de um paradoxo. Há 30 anos eu acreditava que o meu tempo pessoal coincidiria com o meu tempo histórico. Hoje, sei que não participarei da colheita, mas faço questão de morrer semente.

Paula Bonelli entrevista Frei Betto no ‘O Estado de Sao Paulo’

Fonte: por e-mail

O que voce acha da TV Record?

janeiro 29, 2010

O que voce acha da TV Record?

Este e o titulo da pesquisa que estou fazendo. Gostaria que voce que participa ou vita meu blog respondesse. A Record e do Edir Macedo, que se diz cristao, por isso voce acha que a programacao da Record e mais etica do que as da Globo, Bandeirantes, SBT e Rede Tv? Tem algum diferencial? Me responda e nos vamos debater.