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Reflexao do Dia: Pastoral da Criança recebe prêmio do Unicef

novembro 17, 2009

Um verdadeiro exército, formado por mais de 270.000 voluntários, com a missão de dedicar todos os esforços possíveis na tarefa de combater a desnutrição infantil e melhorar as condições de vida das crianças brasileiras. Esses trabalhos, desenvolvidos pela Pastoral da Criança do Brasil, foram reconhecidos nesta sexta-feira, 13, pelo Comitê Espanhol do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi premiado na categoria voluntariado, “pelo seu compromisso prático com os direitos da infância e as dimensões extraordinárias de sua rede de solidariedade”, indica o comunicado do comitê organizador do Premios Unicef Comité Español 2009.

A representante da instituição na Espanha, irmã Maria Eugênia Arena Alonso, da Congregação das Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus, recebeu o prêmio. A solenidade aconteceu em Madri, capital daquele país. A irmã agradeceu a honraria e explicou a história e o papel que a Ppastoral desempenha “nos bolsões de miséria em que vivem muitas crianças brasileiras”. Ela também disse que o organismo trabalha “em contextos de extrema pobreza”, especialmente com crianças e mulheres grávidas, e que os voluntários representam a alma do projeto.

Fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança Internacional, a doutora Zilda Arns acredita que o prêmio ajuda o órgão a “ser ainda mais conhecido, no mundo inteiro, como um voluntariado muito organizado, eficiente, e que, especialmente, trabalha com uma missão de fé e vida. Os resultados são extraordinários, e não só no Brasil, pois estamos presentes em cerca de 20 países. Creio que é uma grande honra e que toda a Igreja deverá ficar muito feliz”, explica.

O Comitê Espanhol do UNICEF outorga prêmios como reconhecimento ao trabalho social e humano de pessoas, organizações e instituições que colaboram de maneira significativa na defesa dos direitos da infância. “Através de seu compromisso, seu esforço e seu trabalho, os agraciados contribuem a melhorar as condições de vida e as opções de futuro de meninos e meninas em todo o mundo”, indica o comitê organizador do Premios.

As outras categorias são: Cooperação para o Desenvolvimento, Educação em Valores, Sensibilização e Mobilização Social, Esporte a favor da infãncia, Cultura a favor da Infância, Comunicação, Responsabilidade Social, Promoção da Saúde e o Meio Ambiente.

 O que é a Pastoral da Criança

Fundada em Florestópolis, no Paraná, em setembro de 1983, a Pastoral da Criança já está presente em todos os estados do Brasil. São 4.066 municípios e 42.314 comunidades que contam com os trabalhos desenvolvidos pelos voluntários do órgão. O início da pastoral contou com o auxílio do Cardeal Dom Geraldo Majella Agnello, então Arcebispo de Londrina.

Em entrevista exclusiva ao Canção Nova Notícias, a doutora Zilda Arns conta que, em Florestópolis, morriam cerca de 127 crianças a cada mil nascidos vivos. Em um ano de trabalhos e acompanhamento das famílias, o número foi reduzido para 28 mortes a cada mil nascimentos.

Os voluntários dedicam cerca de 24 horas por mês para as atividades, seja visitas nas casas das famílias cadastradas, as celebrações da vida, orações, cantos e ensinamentos, para que o desenvolvimento das crianças possa ser mais efetivo. “Agradeço a Deus por tantas graças que a pastoral tem recebido. Os líderes é que merecem toda essa honra, pois fazem um voluntariado consciente e protagonista de um processo de transformação social; querem aprender mais para poder ensinar mais”, afirma.

Nos anos 80, o índice de crianças desnutridas variava entre 50 e 80% das cadastradas na pastoral. Hoje, o quadro é inverso: há mais obesos (4% do total) que desnutridos (3,1% – a Organização Mundial da Saúde indica que até 4% é um quadro apropriado). “Começamos um novo trabalho na área de nutrição, implementando hortas comunitárias nas casas, nas favelas. As famílias plantam hortaliças em baldes, tampas de fogão, bacias, enfim, tudo para tornar a alimentação das crianças mais rica em verduras e outros nutrientes. A fase agora é de achar um equilíbrio, de tal forma que não tenhamos desnutridos, mas tampouco venhamos a propiciar ou incentivar a obesidade”, explica a doutora Zilda.

A Pastoral Internacional

Fundada em 18 de novembro de 2008, em Montevidéu, no Uruguai, a Pastoral da Criança Internacional (PCI) leva a experiência brasileira para outros lugares do mundo. O país vizinho foi escolhido porque lá não se paga impostos para o envio de verbas filantrópicas para o exterior, ao contrário do que acontece no Brasil, onde a taxação é de 40%.

“Mas a coordenação executiva fica em Curitiba, na sede da Pastoral brasileira. É dali que coordenamos os trabalhos no mundo inteiro”, conta Zilda. Com voz alegre e confiante nas novidades, a doutora conta que, recentemente, esteve no Timor Leste. Lá, já são atendidas quase 7 mil crianças. O próximo país da lista é o Panamá e, em janeiro, chega a vez do Haiti.

“Também estamos presentes na África – em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique –, na Ásia – nas Filipinas e Timor leste – e na América Latina e Caribe – no Paraguai (há mais de 15 anos), Colômbia, Argentina, Uruguai,  Bolívia, Venezuela, Peru, República Dominicana, México, Panamá, Honduras, Guatemala e Haiti”, elenca a coordenadora da PCI.

Há dois anos, o Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam) apontou a Pastoral da Criança como uma das prioridades para toda a América Latina e Caribe, medida que tornou mais efetiva a ação dos países em prol da instalação da pastoral em seus territórios.

“Eu sempre digo que o maior mandamento da lei de Deus é amar a Ele sobre todas as coisas, e o próximo como a si mesmo. A gente não deve só dizer e falar, deve realmente colocar em prática. É o que a Pastoral faz, e a gente sente que, quando a pessoa trabalha como voluntária, sente-se completa e coloca seu tempo e talentos na ajuda aos outros”, finaliza a doutora Zilda.

 

Teste vocacional ou aconselhamento profissional

outubro 27, 2009

Não sou muito a fim dessa história de teste vocacional ou aconselhamento profissional não. Penso que a vida e a maturidade te leva a escolher a sua veia intelectual ou vocacional. Infelizmente temos muita gente que vai mais na direcção do que dá dinheiro do que daquilo que da prazer em fazer. Numa sociedade consumista as pessoas se preocupam mais em comprar um par de sapatos de que um livro. Nas casas os guardas roupas são cheios e as estantes de livros vazias, ou senão, faz como na Itália: toda casa tem uma ou duas enciclopédias, mas só para dizer que tem, na verdade ninguém daquela casa nunca leu. Essa é a famosa cultura do ter. As pessoas tem, mas não são, não conhecem etc.  

            Eu não tenho nada com a sua vida, mas tenho com a vida futura do país. Pais humanamente analfabetos, filhos inseguros, indecisos, imaturos e perdidos. Eu disse analfabetos de humanidade. Saber ler e escrever e até ter faculdade, bom emprego não quer dizer que seja alfabetizado em humanidade. Se uma pessoa se casa e não estuda para ser pai e mãe, não ajudará seus filhos a responderem perguntas fundamentais tipo: o quero estudar? Que profissão que exercer?

            Essas perguntas não podem ser respondidas pelos pais, mas os pais, devem ser mediadores que ajudem os filhos a responderem. Mas a resposta é sempre dos filhos, porque vocação é coisa pessoal. Esse é um processo que começa desde pequeno. Os pais devem levar os filhos a escolherem, com segurança, desde pequenos. Repito, respostas prontas, oferecida aos filhos, pelos pais, levarão os jovens a confrontarem com o seu Eu verdadeiro, com o Eu sugerido pelos pais e, então, se instalará uma luta a quem seguir: a mim ou aos meus pais? Um casal analfabeto de humanidade não saberá gerir a vocação do filho. E digo mais, não saberá oferecer aos filhos uma possibilidade de escolha, porque, ou não conhecem nada, e por isso não poderá reflectir com os filhos sobre uma possível escolha, ou aquele tipo que da resposta pronta para tudo, antes da criança nascer já diz o que ela vai ser quando crescer. Esse ultimo é simplista e autoritário ao mesmo tempo, mas não se chegara a lugar algum.

            Portanto digo: crianças e jovens com pais alfabetizados em humanidade, saberão escolher suas profissões sem testes. Mas isso é o ideal. A realidade é outra. Por isso escolhi alguns testes vocacionais para você fazer em casa.

http://www.carlosmartins.com.br/testevocacional.htm –

http://www.colegio24horas.com.br/…/teste.asp –

vocacional.faculdadeparaiso.edu.br/ –