Archive for the ‘Resposta catolica aos Peotestantes’ Category

Resposta do Padre Zezinho a um Evangélico

julho 19, 2011

O texto que segue foi extraído do jornal da Comunidade Luz da Vida de Goiânia-GO. Trata-se de uma carta resposta do Pe. Zezinho a um jovem protestante que lhe escreveu.

                Pequeno trecho da carta de Paulo Souza ao Pe. Zezinho:

“Eu, evangélico e ex – católico.

Maria não pode nada. Menos ainda as imagens dela que vocês adoram. Sua igreja continua idólatra. Já fui católico e hoje sou feliz por que só creio em Jesus.

Você com suas canções é o maior propagador da idolatria Mariana. Converta-se enquanto é tempo. Se não vai para o inferno com suas canções idólatras…”

Paulo Souza, São Paulo – SP.

                Agora veja, na íntegra, a resposta de Pe. Zezinho..

                Uma lição de sabedoria…

                “Sua Carta chega a ser cruel. Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não pode ser. Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua carta contra nós católicos e contra Maria. O irônico de tudo isso é que, enquanto você vai para lá agredindo a mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no Cristianismo, um número maior de evangélicos, fala dela hoje, com maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela.

                Você pega o bonde atrasado e na hora errada e deve ter ouvido os pastores errados, porque, entre os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã, e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus. Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do filho divino.

                Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e, por ser um bom evangélico, não é preciso agredir nem os católicos e nem a Mãe de Jesus.

                Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico. Seu negócio é agredir Maria e os católicos. Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles.

                Quanto ao que você afirma, que nós adoramos Maria, sinto pena de você. Enquanto católico, segundo você afirma, já não sabia quase nada de Bíblia por culpa da nossa Igreja, agora que virou evangélico parece que sabe menos ainda de Bíblia, de Jesus, de Deus e do Reino dos Céus.

                Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa ao acusá-los de idólatras. Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo de maneira serena e inteligente, e você usava errado, teria que aprender.

                Ao invés disso foi para outra igreja aprender a decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Tornou-se juiz da fé dos outros.

                Deu um salto gigantesco em seis meses, de católico tornou-se evangélico, pregador de sua igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade. Então talvez mande Deus avisar quem você vai por céu e no inferno.

                Mais um ou dois anos, talvez dê um golpe de estado no céu e se torne a primeira pessoa da Santíssima Trindade. Então talvez mande Deus avisar quem você vai por no céu e no inferno.

                Sua carta é pretensiosa. Sugiro que estude mais evangelismo; e em poucos anos, estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta.

                Desejo de todo coração que você encontre bons pastores evangélicos. Há muitíssimos homens de Deus nas igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros.

                Isso você parece que perdeu quando deixou de ser católico. Era um direito que você tinha: procurar sua paz.             Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras.

                Quanto a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou, tire isso por você mesmo.

                Se você se deu ao trabalho de me escrever uma carta para me levar a Jesus, e se acha capaz disso, imagine o poder da mãe de Deus! De Jesus ela entende mais que você.

                Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela? Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de mãe. Ela já está no céu e você ainda está aqui apontando o dedo contra os outros e decidindo quem vai ou quem não vai para lá.

                Grato por sua carta. Mostrou-me por que devo lutar, pela compreensão entre as igrejas.

                É por causa de gente como você.”

  (Pe. Zezinho – scj)

Tudo por Jesus, nada sem Maria

Quem fundou a sua Igreja?

maio 9, 2011

Quem fundou a sua Igreja?

Por Carlos Martins Nabeto
Fonte: Agnus Dei

INTRODUÇÃO

Este artigo pode, a princípio, parecer anti-ecumênico, mas não é. Muito pelo contrário, visa esclarecer fatos históricos. Pessoalmente, torço para o êxito do ecumenismo, que tem uma árdua tarefa na busca da aproximação, diálogo e consenso entre as várias denominações cristãs. Contudo, sou obrigado a registrar que, em virtude da imperfeição do ser humano, o ecumenismo caminha a passos lentos… muito lentos mesmo! Na verdade, a discórdia reinante entre os cristãos é fruto mais de interesses pessoais e políticos do que religiosos. É claro que existem diferenças de pontos doutrinais, criados a partir da necessidade de separação e identificação, mas será que existe vontade de discuti-los fraternalmente, a ponto, até, de reconhecê-los como errados?

Volta e meia a imprensa noticia que milhares e milhares de católicos estão indo seguir outras religiões. Vemos, assim, que o católico costuma a ser pacífico, bom ouvinte, o que, aliás, é uma boa virtude ecumênica. Por outro lado, sabemos que muitos católicos assim se declaram porque foram batizados quando crianças, não tendo, após isso, uma verdadeira vida cristã: nunca foram à Igreja (exceto para “pagar” promessas ou participar de missas de sétimo dia), nunca tiveram interesse de participar dos grupos comunitários e nunca se aprofundaram no estudo bíblico e doutrinário da Igreja (no máximo, fizeram a primeira – e única! – comunhão). Infelizmente, vemos atitudes pouco ecumênicas por parte da maioria dos dirigentes de outras igrejas que, aproveitando o fato do pouco conhecimento religioso de boa parte dos católicos, coverte-os às suas respectivas religiões usando, para isso, de artimanhas verdadeiramente anti-ecumênicas. Para discutir esse fenômeno, existem, hoje, duas correntes de pensamento dentro da própria Igreja católica: a primeira acha ótimo esse “êxodo”, já que ocorre uma purificação interna dentro da própria Igreja, uma vez que, como está comprovado, só deixam de ser católicos aqueles que pouco interesse têm pela Igreja. A segunda, embora reconhecendo que essa “purificação” é positiva e que contribui para o aumento da qualidade dos fiéis católicos, afirma que não é justo permitir o afastamento do “joio” já que estes foram, na maioria das vezes, conquistados de forma ilícita, isto é, por desconhecerem a sã doutrina da Igreja, mudaram de fé graças a argumentos duvidosos (apresentados por fiéis de outras igrejas), para os quais não tinham uma explicação satisfatória… De uma forma, como de outra, a própria Igreja católica reconhece que é necessária uma nova evangelização, buscando aprofundar as raízes de todos os fiéis católicos bem como de todos os homens de boa vontade.

TUDO É HISTÓRIA

Ao contrário de todas as demais religiões, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo são religiões históricas, não foram criadas a partir de mitos! Logo, todas as ações realizadas pelos fiéis dessas três grandes religiões ficaram registradas no tempo! São fatos, não lendas; é história, não estória! Não vamos falar sobre os judeus, pois sabemos que eles não aceitaram Jesus como o verdadeiro Messias porque sua visão de Messias, na época de Jesus, era estritamente política: o enviado de Deus que libertaria o povo da dominação romana (aliás, a destruição de Jerusalém em 135 dC pelos romanos foi motivada por essa falsa visão: três anos antes, Bar-Khokba fôra proclamado pelas autoridades religiosas como o Messias libertador). Quanto aos islâmicos, cuja fé baseia-se em Maomé, bem sabemos pela História que trata-se de uma religião com grandes influências do judaísmo e cristianismo.

Vamos, portanto, nos concentrar na fé cristã e ver o que é histórico, o que é verdadeiro, já que, na esmagadora maioria das vezes, os conflitos e divisões são gerados pelos próprios cristãos.

A IGREJA CATÓLICA

Jesus manifestou o interesse de fundar a Igreja (Mt 16,18), Igreja esta que teria autoridade (Mt 18,17), cujo sinal de unidade seria a pessoa de Pedro (Mt 16,18-19; Jo 21,15-17; etc). A Igreja foi oficialmente fundada após a ressurreição de Jesus, no domingo de Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At 2). A Igreja cresceu em número, primeiro em Jerusalém, e foi se espalhando pelo mundo graças à pregação e cuidado dos apóstolos. É de conhecimento geral que, naquela época, Roma era a senhora do mundo, o mais vasto império que a humanidade já conheceu. Foram os próprios apóstolos que viram a necessidade do deslocamento do Cristianismo para o centro do império romano a fim de facilitar a pregação do Evangelho. É fato histórico que Pedro e Paulo foram perseguidos e martirizadosem Roma. Clemente Romano, ainda no séc. I, nos testemunha esses martírios. Irineu de Lião apresenta, no séc. II, a lista dos sucessores de Pedro, até aquela data. A arqueologia, através de escavações, confirmou a morte de Pedro e Paulo em Roma ao encontrar seus respectivos túmulos. Ao estudarmos a doutrina da Igreja católica, percebemos que ela não se afastou um milímetro sequer desde a sua fundação, ou seja, a Igreja católica atual é a mesma de 2000 anos atrás.

A PRIMEIRA DIVISÃO

A primeira divisão dentro do Cristianismo ocorreu em 1054 dC (aproximadamente mil anos após a fundação da Igreja). É o que se chama de Cisma Oriental. Antes disso, grandes polêmicas tinham surgido dentro do seio do Cristianismo mas, mesmo assim, sempre se chegava a um consenso geral através da realização de grandes Concílios Ecumênicos, que reuniam bispos de todo o mundo até então conhecido. Aqueles que não se adequavam às decisões eram afastados da Igreja, criando – como hoje em dia – comunidades heréticas que o próprio tempo tratou de exterminá-las. Mas o Cisma Oriental foi a primeira divisão que realmente abalou o mundo cristão. Doutrinariamente, os orientais, baseados em Constantinopla, acusaram a Igreja do ocidente de ter acrescentado o termo filioque ao credo niceno-constantinopolitano, resultando na procedência do Espírito Santo a partir do Pai e do Filho e não apenas do Pai, como originalmente registrava tal credo, o que dava a impressão que o Espírito Santo passou a “existir” após o Pai e o Filho. Muito embora a Igreja católica tenha demonstrado e comprovado que tal acréscimo nada modifica na fórmula original, nem impõe uma ordem de procedência já que trata-se do Deus único, a Igreja Ortodoxa jamais aceitou voltar à plena comunhão com a Igreja de Roma, o que bem demonstra que a divisão não ocorreu por motivo simplesmente doutrinário.

Mas então qual seria o verdadeiro motivo da separação? Política! Desde o séc. VII, Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, desejava ter os mesmos direitos da sé de Roma, tendo conseguido obter, no máximo, o reconhecimento do privilégio de segunda, logo depois de Roma. Assim, o argumento do “acréscimo ilícito” do filioque foi usado apenas para garantir a separação na ordem política! Isso é História.

AS DEMAIS DIVISÕES

Após a separação da Igreja Ortodoxa, foram necessários mais 500 anos, aproximadamente, para que nova divisão viesse abalar a Igreja do Ocidente. Também é fato histórico que na Igreja medieval ocorriam vários abusos, a grande maioria ocasionados pelo fato da ligação íntima entre Igreja e Estado; era o Estado que nomeava os bispos, sendo estes pouco preparados a nível religioso. Então era comum encontrarmos bispos que compravam determinada sede episcopal, que eram casados irregularmente, que eram impiedosos por falta de vocação religiosa, etc… Era necessária uma Reforma dentro da Igreja! Vários homens lutaram por essas reformas, cada qual a seu jeito. Francisco de Assis é um desses exemplos: lutou por reformas e conseguiu! Não precisou dividir a Igreja, pois reconhecia sua importâcia e autoridade. Mesmo assim, a Igreja ainda não estava totalmente reformada. Infelizmente, homens como Lutero e Calvino, ao invés de se inspirarem no grande exemplo de São Francisco, acharam mais fácil romper com a Igreja, fundando novas religiões… foi a chamada Reforma Protestante. Lendo a história de maneira completamente imparcial, vemos que, mais uma vez, a política se intrometia no campo religioso. Lutero, para impor suas doutrinas, aliou-se aos príncipes alemães descontentes com as boas relações entre o Imperador e o Papa. Calvino fez de Genebra um Estado cuja política era guiada por preceitos religiosos radicais, com visível orientação antipapal e anticatólica. Ao contrário de Lutero e Calvino, o rei Henrique VIII da Inglaterra estava preocupado em conseguir um descendente (filho) do sexo masculino para ser seu sucessor no trono; como Catarina de Aragão, sua esposa, não conseguia dar-lhe esse filho tão esperado e o Papa não consentisse o divórcio, obrigou ao clero inglês a reconhecê-lo como chefe supremo da igreja na Inglaterra. Observemos, portanto, como os argumentos religiosos são usados por todos, desde o princípio, como justificativa para implantação de idéias meramente políticas.

Lutero havia afirmado que quem dirige o crente é o Espírito Santo, de forma que este não necessita da autoridade de Igreja para ajudá-lo a interpretar a Bíblia, única fonte de fé que deve ser considerada pelo cristão. Esse mesmo ponto de vista foi adotado por Calvino e por todo o mundo protestante. Mesmo sendo oposta à própria Bíblia (2Pd 3,15-16), a livre interpretação ocasionou a fragmentação do Cristianismo em mais de 20 mil ramos, o que é um absurdo, já que cada ramo se julga a verdadeira Igreja de Cristo, tendo como único ponto comum o anticatolicismo. Mas, não reconhecendo a autoridade de Igreja, mais uma vez se voltam contra a Bíblia, pois esta afirma que o fundamento e coluna da verdade é a Igreja (cf. 1Tm 3,15), logo, apesar de possuirem alguns pontos verdadeiros (que são iguais aos da Igreja Católica!!!), não são a verdadeira Igreja de Cristo.

Vejamos a seguinte lista, organizada em ordem cronológica e incompleta, já que seria impossível listar as 20 mil igrejas cristãs hoje existentes:

Ano Denominação Origem Fundador
~33 Fundação da Igreja Católica Palestina Jesus
~55 Igreja Católica se fixa em Roma, com Pedro e Paulo
1054 Igreja Ortodoxa Constantinopla Miguel Cerulário
1521 Igreja Luterana Alemanha Martinho Lutero
1523 Anabatistas Alemanha Zwickau
1523 Batistas Menonitas Holanda Menno Simons
1531 Igreja Anglicana Inglaterra Henrique VIII
1536 Igreja Presbiteriana Suiça João Calvino
1592 Igreja Congregacionalista Inglaterra John Greenwood e outros
1612 Igreja Batista Arminiana ou Geral Inglaterra John Smith
~1630 Sociedade dos Amigos (Quakers) Inglaterra George Fox
1641 Igreja Batista Regular ou Particular Inglaterra Richard Blount
1739 Igreja Metodista Inglaterra John Wesley
1816 Igreja Adventista EUA Willian Miller
1830 Mórmons EUA Joseph Smith
1865 Exército da Salvação Inglaterra Willian Booth
1878 Testemunhas de Jeová EUA Charles T.Russel
1901 Igreja Pentecostal EUA Charles Parham
1903 Igreja Presbiteriana Independente Brasil Othoniel C. Mota
1909 Congregação Cristã no Brasil Brasil Luís Francescon
1910 Igreja Assembléia de Deus EUA/Brasil D.Berg/G.Vingren
1918 Igreja do Evangelho Quadrangular EUA Aimée McPherson
1945 Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB) Brasil Carlos D.Costa
1955 Cruzada o Brasil para Cristo Brasil Manoel de Mello
1962 Igreja Deus é Amor Brasil David Miranda
1977 Igreja Universal do Reino de Deus Brasil Edir Macedo

Outros Ramos:

  • Adventistas: Adventistas da Era Vindoura, Adventistas do Sétimo Dia, Adventistas Evangélicos, Cristãos Adventistas, Igreja de Deus, União da Vida e do Advento, etc.
  • Batistas: Batistas Abertos, Batistas das Duas Sementes no Espírito, Batistas das Novas Luzes, Batistas das Velhas Luzes, Batistas do Livre Arbítrio, Batistas do Sétimo Dia, Batistas dos Seis Princípios, Batistas Fechados, Batistas Primitivos, Batistas Reformados, Velhos Batistas, etc.
  • Pentecostais:Cruzada da Nova Vida, Cruzada Nacional de Evangelização, Igreja Cristo Pentecostal da Bíblia, Igreja da Restauração, Igreja Jesus Nazareno, Reavivamento Bíblico, Tabernáculo Evangélico de Jesus (Casa da Bênção), etc.

Como cada uma dessas igrejas defende sua própria doutrina como verdadeira, apesar de se autonomearem como cristãos, excluem-se mutuamente. Contudo, a única Igreja cristã que existe desde a época de Cristo é a Igreja católica. E observando-se que sua doutrina permaneceu imutável nestes 2000 anos, temos que ela é a Igreja de Cristo, apesar das demais possuírem elementos verdadeiros, vestígios de sua ligação comum com a Igreja católica. Uma brincadeira de criança ilustra muito bem nosso ponto de vista: a brincadeira do “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Uma pessoa transmite uma mensagem para uma segunda pessoa; entra, então, uma terceira pessoa, que recebe a informação da segunda pessoa, e assim, sucessivamente. Não são necessárias muitas pessoas, pois já na quarta ou quinta pessoa, a informação está completamente distorcida da informação original. O mesmo ocorre no campo religioso: como pode, igrejas sem nenhuma ligação com Jesus proclamar-se detentoras da verdade? E como podem essas igrejas atribuir suas mais diversas doutrinas ao mesmo Espírito Santo, sendo estas completamente contraditórias entre si? Não seria uma blasfêmia dizer que o Espírito Santo está ocasionando divisões entre os cristãos se Jesus Cristo afirmou que haveria um só rebanho e um só pastor? (Jo 10,16)

Além da pergunta: “quem fundou a sua igreja?”, outra pergunta interessante a ser feita aos cristãos não católicos é: “qual seria a sua religião se você nascesse há mil anos atrás?”. Nessa época, havia unidade total entre os cristãos e a resposta seria apenas uma: católica. Ora, se não houve mudanças na doutrina desde a fundação da Igreja, é ilógico e contraditório aceitar atualmente doutrinas que não se alinham com as da Igreja católica!!! Pode-se aceitar ritos e disciplinas diferentes, mas não doutrinas!

Quem dá sustentação e vida à árvore é sua raiz! Uma árvore sem raiz não sobrevive nem se mantém segura de pé! E o que temos na raiz desta grande árvore que é o Cristianismo? Na base (raiz) está a Igreja católica (é fato histórico; observe mais uma vez a tabela acima)! Sua raiz bebe diretamente Daquele que dá e é a água viva (cf. Jo 4,10), Jesus Cristo, o Filho de Deus. E é por isso que ela, ainda nos dias de hoje, tem se demonstrado forte e vigorosa (apesar da sua idade), e assim será até a consumação dos séculos (cf. Mt 28,20b).

Para citar este artigo: NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: Quem fundou a sua Igreja?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4477. Desde 6/8/2007.

Reflexao do Dia: Missa de Cura e Libertacao dia 23 `as 19hs

abril 18, 2010

Meu amigo(a) Sexta-feira proxima (23 de Abril `as 19hs) teremos a Missa de Cura e libertacao na Paroquia de Santa Rita de Cassia. E’ primeira Missa de Cura que vou celebrar aqui. Agora, todo mes, teremos esta Missa. Uso esse nome Missa de Cura e Libertacao, porque e’ o nome que todo mundo entende. Porem, toda Missa e’ de Cura e Libertacao. A diferenca e’ que, esssa Missa que chamamos de Cura e libertacao e’ mais demorada e tem um tom de grupo de Oracao, mas e’ uma Missa como as outras. Entao voce e’ meu convidado especial a participar desta Santa Missa.

Para que voce possa aproveitar ao maximo esta Missa pedimos que voce traga seus pedidos e agradecimantos, escritos em um papel. Na frente do altar havera um recepiente para que voce coloque esses pedidos e agradecimentos e depois de fazermos uma oracao sobre eles, iremos queima-los. Voce meu leitor que mora longe, pode me escrever que eu colocarei la, tambem o seu pedido. Para manter a sua privacidade, eu sugiro que voce mande o pedido pelo meu e-mail paiva.camilo@hotmail Com certeza irei estar orando por voce nesta Missa. Nao importa a distancia. A oracao sera ouviada, porque pela nossa fe estaremos em comunhao, ou seja, unidos.

Deus te abencoe!

Reflexão do Dia: A Mãe e a Amante

outubro 29, 2009

A amante sempre teve um papel de assassina mandante. Quando lemos a historia de São João Batista, lá esta ela, a amante, como mandante do crime. Foi ela, Herodiades, mulher do irmão de Herodes, que tramou a assassinato ou o Martírio de São João Batista.

  Atendendo a uma nossa cara leitora, que pediu-me que falasse sobre o amor materno quero recontar a você uma historia que ouvi quando eu era criança, em minha cidade natal. Aos domingos eu ia `a missa com minha mãe, meu pai e meu irmão. O pároco era um homem muito culto, nobre, sóbrio. Ele era um ex-combatente da Segunda Grande Guerra, portanto sua vida era uma história. Um dia ele contou essa história que me impressionou muito. Era dia das mães e, para falar do amor de mãe, monsenhor Francisco Elos contou esse fato:

Certa vez um filho arrumou uma amante ou namorada que não prestava. O traia com todo mundo e usava ele como bode expiatório em muitas situações. O pobre rapaz, apaixonado e ingénuo, não dava conto do que se passava. Sua mãe mulher sabia, que o amava como fruto de suas entranhas, tentava coloca-lo a par do que estava acontecendo, mas ele alem de duvidar da mãe, contava tudo para a tal amante.

 Com medo, de que o dia a mãe pudesse convencer o filho das falcatruas dela, a amante tramou a morte da mãe do rapaz. Ela começou a dizer a ele, a chorar nos ombros dele, dizendo que não acreditava que ele a amasse. Mas ele sempre firme dizendo: não eu te amo como nunca amei ninguém! De repente ele diz a palavra magica: se você duvida da minha palavra, me pede o que você quiser que eu te darei como prova de meu amor, ainda que seja a vida de minha mãe. Ela então disse: tudo bem. Eu quero então, para ter certeza do seu amor o coração de sua mãe numa bandeja. O rapaz perdido de amor e de paixão, matou a própria mãe, colocou o coração numa bandeira e foi levar para a amante. No caminho ele tropeçou numa pedra. Naquele momento o coração se mexeu todo e o rapaz ouviu uma voz que lhe perguntou: machucou meu filho?

Amor de mãe e’ assim: ama incondicionalmente. Amor de mãe e’ um pouco do amor de Deus. A mãe, se preciso for, da a vida pelos filhos. Perdoa sempre. Nem a morte faz a mãe deixar de preocupar com o filho.

Por um Catolicismo Bíblico

setembro 13, 2009

Concluiu-se em Roma no dia 26 de outubro o Sínodo dos Bispos cujo tema era: “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”. Houve muita expectativa a respeito deste Sínodo e não podia ser diferente. Graças a Deus, os resultados foram muito positivos.

Os participantes do Sínodo evitaram discussões acadêmicas, exegéticas, teológicas e focalizaram duas dimensões da Palavra de Deus: a dimensão místico-espiritual e a dimensão pastoral. Podemos dizer que foi um encontro sobre espiritualidade bíblica e animação bíblica da pastoral. Exatamente é o que a Igreja mais necessita: amor à Palavra e á prática, a vivência da Palavra no quotidiano e na esfera social. Não foi um Sínodo de biblistas, mas de pastores.

Falou-se de que precisamos ter um “coração bíblico” e que o coração dos fiéis deve ser uma “biblioteca bíblica”. Por isso, a grande maioria das intervenções privilegiaram a “Leitura Orante da Bíblia” (Lectio Divina) como um caminho concreto de encantamento, conhecimento e vivência da Palavra.

A Palavra de Deus não se reduz ao livro da Bíblia. A Palavra se manifesta na beleza da criação, nos acontecimentos da vida, na experiência de fé das comunidades, mas, principalmente a Palavra é uma pessoa: Jesus Cristo. Todas as Escrituras apontam para Cristo. Ele é o Filho muito amado do Pai, a quem devemos escutar e seguir como discípulos. A Palavra é uma declaração de amor de Deus por nós. Ele fala conosco como um amigo. A Igreja deve pois “ouvir piamente, guardar santamente e anunciar fielmente a Palavra”. Nós somos o que ouvimos.

Houve quem propusesse na sala sinodal que é preciso suscitar o “século do amor à Palavra”. Quem vive e testemunha a Palavra, é o melhor exegeta, ou seja, o melhor mestre e doutor das Escrituras, como, diz o apóstolo Paulo: “a Palavra habite em vós” (Col 3,16). É hora da Bíblia, do primado da Palavra. Ela deve correr veloz, como reza o Salmista, e não deve ser acorrentada. Sim, a Palavra é a bússola da Igreja, é o motor que tudo move, é a rocha, o alicerce de toda a realidade.

Diante de todas estas maravilhas, o Sínodo constatou que a maioria do povo ignora as Escrituras, em muitas partes do mundo o preço da Bíblia é muito caro, nas famílias pouco se fala da Palavra, ainda se tem medo de colocar a Bíblia nas mãos do povo, as homilias podem e devem melhorar, os microfones das Igrejas e os leitores não podem emudecer a Palavra e fazê-la cair no chão, os grupos bíblicos precisam aumentar.

É preciso pois, freqüentar as Escrituras, ter familiaridade e até apego à Palavra, fazer dela nossa nutrição diária e nela permanecer. Dos quartos, a Palavra deve chegar aos telhados, para iluminar a mente, robustecer a vontade, inflamar o coração. Que possamos consagrar à leitura bíblica, tantas horas quantas pudermos, pediu o Sínodo.

A Palavra tem “voz”. Esta voz está na revelação divina, na comunicação de Deus com os patriarcas, os profetas, os apóstolos. A Palavra tem um “rosto”: é Jesus Cristo. Ele é a Palavra que se fez carne. Jesus é a Palavra de Deus por excelência. A Palavra tem uma “casa”: a Igreja. É na Igreja que encontramos a Palavra. Enquanto casa da Palavra cabe à Igreja, anunciá-la, aprofundá-la pela catequese, ensiná-la na homilia, celebrá-la na Eucaristia, rezá-la na liturgia das horas. A Palavra tem um “caminho”: é a missão. Que ela possa tinir nos ouvidos, transpassar os corações, inflamar os lábios e chegar até os confins da terra.

Dentro da própria Bíblia encontramos muitos símbolos que nos ajudam a compreender a profundidade, a altura, a largura, o cumprimento a inestimável e inexplorável riqueza da Palavra de Deus. Eis alguns símbolos: luz, rocha, pão, tesouro, espada, machado, leite, ouro, martelo, carta, chuva, mel.

Após o Sínodo da Palavra não se pode mais batizar sem evangelizar, catequizar sem fazer discípulos, ler nas celebrações sem ensaio e preparação. Que adianta Igreja bonita, salão grande, mas microfones ruins, som descuidado e leitores sem saber comunicar-se? É hora de mudar. Amemos e respeitemos a Palavra de Deus.

Artigo de Dom Orlando Brandes
Fonte: Sito CNBB

Veja esse video e que beleza essa resposta: